domingo, novembro 25

Pedro e a orelha de Malco - Agressão ou adoração? ::: Anderson Silva

::: Recomendo 

 Para os que usam Pedro como ilustração negativa e piadas, recomendo para os que não acreditam em si mesmos, recomendo para os falhos que possuem um amor ardente pelo Mestre, pois um dia Ele dirá: Apascenta meus cordeiros!... 

 Não defina Pedro por uma atitude... ele é mais que isso!
 

segunda-feira, setembro 24

Afirmar que Deus te prosperou não significa que Ele te salvou /// Anderson


Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons 
e derrama chuva sobre justos e injustos. Mateus 5:45
 
Onde encontramos a nossa mais profunda satisfação:
em Deus ou em suas dádivas?
John Piper


A resposta revelará o motivo da fraqueza e superficialidade da nossa fé, e o motivo de muitos de nós não conseguirem perseverar até o seu retorno... as dádivas dizem respeito ao cárater gracioso que Ele possui, mas elas não confirmam que Ele aprova ou está gerando Vida em nós, temos que está conscientes que a Eternidade com Ele (Céu) não é um merecimento ou "dádiva", mas um relacionamento consumado.


Afirmar que Deus te prosperou não significa que Ele te salvou, ou te aprova. 

Anderson

terça-feira, junho 5

Bonhoeffer - A Graça



A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.

A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quando tem; a pérola preciosa, a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens para adquiri-la; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, o qual, ao ouvi-lo, o discípulo larga as suas redes e o segue.

A graça preciosa é o evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater.

A graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, dar-lhe a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador.

Essa graça é sobretudo preciosa por tê-la sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – “fostes comprados por preço” – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus.

A graça preciosa é a graça considerada santuário de Deus, que tem que ser preservado do mundo, não lançado aos cães; e é graça como palavra viva, a palavra de Deus que ele próprio pronuncia de acordo com seu beneplácito. Chega até nós como gracioso chamado ao discipulado de Jesus; vem como palavra de perdão ao espírito angustiado e ao coração esmagado.

A graça é preciosa por obrigar o indivíduo a sujeitar-se ao jugo do discipulado de Jesus Cristo. As palavras de Jesus: ‘O meu jugo é suave e o meu fardo é leve’ são expressão da graça [...] A graça e o discipulado permanecem indissoluvelmente ligados.

BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. Editora Sinodal.

sexta-feira, junho 1

Não Quero Atormentar seu Ser, e Sim, Matá-lo! – C. S. Lewis




1. Quanto preciso sacrificar de mim mesmo? 


E comum, antes de nos tornarmos cristãos, pensarmos da seguinte maneira: tomamos como ponto de partida nosso simples ser, com todos os seus desejos e interesses; em seguida, admitimos que algo mais — "moralidade", "comportamento correto" ou "o bem social" — requer atenção desse eu — exigências que interferem nos desejos. O que queremos dizer com "ser bom" é cumprir essas exigências. Algumas das coisas que o simples eu gostaria de fazer acabam sendo o que chamamos "errado": por isso, precisamos abandoná-las. Outras coisas são as que chamamos "certas": portanto, precisamos cumpri-las. 


Contudo, temos a esperança de que, depois de todas as exigências serem cumpridas, o pobre eu natural ainda terá chance — e talvez tempo — de retomar a vida de sempre e fazer o que gosta. Na verdade, somos muito parecidos com o cidadão honesto que paga impostos. Ele paga todos os impostos corretamente, mas espera sobrar alguma coisa com que viver. Isso porque nosso ponto de partida continua sendo nosso ser natural. 

2. Dois resultados 

Enquanto pensamos assim, uma de duas possibilidades acontece: ou desistimos de tentar ser bons ou nos tornamos completamente infelizes. Não se engane: se você quer de fato atender a todas as exigências feitas ao ser natural, não sobrará nada para viver. Quanto mais você obedece à sua consciência, mais ela exige de você. Nosso ser natural, faminto, impedido e preocupado a cada momento, tornar-se-á cada vez mais odioso. 

No final, você acabará desistindo de esforçar-se para ser bom ou então será uma daquelas pessoas que, como se diz, "vive para os outros", mas sempre descontente e murmurando, sempre pensando por que os outros não a notam mais e sempre se fazendo de vítima. Se isso acontecer, você será um incômodo muito maior para os que vivem à sua volta do que se permanecesse assumidamente egoísta. 

3. Mais difícil e mais fácil 

A vida cristã é diferente. De certo modo é mais difícil; de outro é mais fácil. Cristo diz: "Dê-me tudo. Não quero tanto de seu tempo, de seu dinheiro e de seu trabalho: quero você. Não desejo atormentar seu ser natural, e sim matá-lo. Nenhuma meia medida é boa. Não quero cortar um galho aqui e outro ali. Desejo derrubar a árvore toda. Entregue todo seu ego natural, todos os desejos, tanto os que você acha inofensivos quanto os maus — o conjunto todo. Em troca, darei a você um novo ser. Na verdade, entregarei meu próprio ser a você: minha vontade se tornará a sua vontade". 

Isso é mais difícil e também mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. Espero que você tenha notado que o próprio Cristo às vezes admite que a vida cristã é muito difícil, mas às vezes a considera muito fácil. Ele diz: "Tome a sua cruz". É como ser espancado até a morte num campo de concentração. No minuto seguinte, ele diz: "O meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Ele quer dizer uma coisa e outra, e é fácil entender, porque ambos os aspectos são verdadeiros. 

4. O maior perigo 

Os professores dizem que o aluno mais preguiçoso da sala sempre é aquele que, no fim, terá de se esforçar mais. Eles falam sério. Digamos que você peça a dois alunos para resolver uma proposição de geometria. O que estiver disposto a enfrentar desafios tentará entender a proposição. O aluno preguiçoso tentará decorá-la, pois no momento é o que exige menos esforço. Seis meses depois, entretanto, quando estiverem estudando para o exame, o aluno preguiçoso gastará horas de trabalho enfadonho sobre questões que o outro aluno em poucos minutos entende e desfruta. 

A preguiça significa mais trabalho no longo prazo. Veja também desta outra maneira. Numa guerra ou na escalada de uma montanha, há sempre algo que exige determinação, mas também, no longo prazo, é a coisa mais segura. Se você se acovarda, mais tarde irá deparar com um perigo muito maior. A atitude mais covarde sempre é a mais perigosa. 

5. A coisa quase impossível 

Assim funciona a vida cristã. Entregar todo o seu ser — todos os seus desejos e todas as suas precauções — a Cristo é algo terrível, quase impossível; contudo é muito mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. O que estamos tentando fazer é continuar a ser "nós mesmos", para preservar nossa felicidade pessoal como o principal objetivo da vida e, ao mesmo tempo, ser "bons". Tentamos deixar a mente e o coração seguir seu caminho, voltados para o dinheiro, o prazer e as ambições, acreditando, apesar disso, que nos conduziremos de modo honesto, simples e humilde. 

sexta-feira, maio 25

Tua paz é verdadeira ou falsa? - Thomas Watson (1620-1686)



Quais são os sinais de uma falsa paz?

i. A falsa paz é a que tem muita confiança em si, ainda que essa confiança seja enganadora. O pecador não duvida da misericórdia de Deus e dessa confiança presunçosa procede quietude para sua mente. A mesma palavra no hebraico, cassai, significa tanto confiança como tolice. De fato, a confiança de um pecador é sua tolice. Como as virgens néscias estavam confiantes.

ii. A falsa paz separa o que Deus já reuniu. Deus uniu a santidade e a paz, mas aquele que tem uma falsa paz separa as duas. Ele exige a paz, mas bane a santidade: "Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração, para acrescentar à sede a bebedice" (Dt 29.19). O ímpio é inseguro e vão, e mesmo que agradeça a Deus por ter paz - em sua tola desilusão -tenta extrair saúde do veneno, assim como paz do pecado.

iii. A falsa paz não suporta ser testada. Uma mercadoria que não suporta a luz sinaliza ser de má qualidade. Um sinal de que um homem roubou mercadorias é não permitir que sua casa seja revistada. Uma falsa paz não suporta os testes da Palavra. A Palavra fala de uma obra humilde que refina a alma antes de receber a paz. A falsa paz não pode suportar ouvir isso. O mínimo problema abalará essa paz, terminará em desespero. Na falsa paz, a consciência fica adormecida; no entanto na morte, quando esse leão da consciência acordar, rugirá, ele será um terror para ela mesma e estará pronto para pôr mãos violentas sobre ela.

Como podemos saber que a nossa paz é a verdadeira?

i. A verdadeira paz flui da união com Cristo. O implante ou o ramo deve primeiramente ser enxertado na árvore antes que possa receber a seiva ou o alimento dela. Também nós primeiramente devemos ser implantados em Cristo antes que possamos receber a paz dele. Temos paz? Pela santidade somos feitos como Cristo, quando cremos fomos unidos a ele, e estando em Cristo temos paz (Jo 16.33).

ii. A verdadeira paz flui da sujeição a Cristo. Onde Cristo dá sua paz, estabelece seu governo no coração: "Para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim" (Is 9.7). Cristo é chamado de aquele que se assenta no trono (Zc 6.13). Cristo, como sacerdote, faz a paz, no entanto é um sacerdote sobre seu trono. Ele leva o coração à sujeição a si mesmo. Se Cristo é nossa paz, ele é nosso príncipe (Is 9.6). Quando Cristo pacifica a consciência, subjuga a luxúria.

quarta-feira, maio 16

Como saber quando alguém está arrependido? por Jared C. Wilson



Jared Wilson
Jared Wilson
Como você sabe quando alguém está arrependido?  Em seu livreto Church Discipline Jonathan Leeman oferece algumas dicas:
Alguns versículos antes da instrução de Jesus em Mateus 18 sobre disciplina na igreja, ele provê ajuda para determinar quando um indivíduo está genuinamente arrependido: A pessoa estaria disposta a cortar a mão ou arrancar um olho ao invés de repetir esse pecado (Mt 18.8-9)? Quer dizer, essa pessoa está disposta a tomar qualquer atitude para combater esse pecado? Pessoas arrependidas, tipicamente, são zelosas ao se despojarem de seus pecados. Isto é o que o Espírito de Deus faz dentro delas. Quando isso acontece, podemos esperar uma vontade de aceitar conselho de outros. Um tipo de vontade que faz as pessoas mudarem suas agendas. Uma vontade de confessar coisas vergonhosas Uma vontade de fazer sacrifícios financeiros ou perder amigos ou até findar relacionamentos.
Esses são alguns bons indicadores, mas acho que ainda poderíamos acrescentar mais.
Aqui estão 12 formas de saber se temos um coração genuinamente arrependido:
  1. Chamamos pecado de pecado e não damos voltas ou desculpas para ele, e mais, nós demonstramos um “remorso piedoso,” que na verdade quer dizer uma grande tristeza sobre o pecado mesmo, não apenas uma tristeza ao ser pego, ou por ter de lidar com as consequências do pecado;
  2. Nós confessamos nossos pecados sinceramente antes de sermos pegos, ou até mesmo antes das circunstâncias embaraçosas nos atingirem;
  3. Se descobertos, nós confessamos imediatamente ou até rapidamente, ou logo depois de “ficarmos limpos,” ao invés de termos de esperar a verdade ser arrancada de nós;
  4. Nós queremos fazer de tudo para mudarmos. Faremos tudo para endireitar o erro e demonstrarmos que mudamos;
  5. Somos pacientes com aqueles que machucamos ou vitimizamos, ao passar o tempo necessário com eles e escutando sem pular logo para a defensiva;
  6. Somos pacientes com aqueles que machucamos de forma que esperamos eles processarem suas feridas. Não os pressionamos, nem os fazemos sentir culpados porque não nos perdoam;
  7. Queremos confessar nosso pecado mesmo diante de uma terrível consequência (mesmo que envolva disciplina na igreja, ir para a cadeia, ou o abandono do cônjuge);
  8. Podemos sentir uma tristeza pelas consequências de nosso pecado, mas não cedemos a ele. Entendemos que as vezes nosso pecado pode causar danos a outros que não serão curados rapidamente (ou até nunca serão curados);
  9. Se o nosso pecado envolve vício ou um padrão de comportamento, não deixe de procurar ajuda com um conselheiro, um programa de doze passos sólidos, ou até mesmo um centro de reabilitação;
  10. Não tememos contabilidade, exortação pastoral, ou disciplina na igreja;
  11. Procuramos nosso conforto na graça de Deus em Jesus Cristo, não apenas sendo livres das consequências do pecado;
  12. Seremos humilde e ensináveis.
“Agora, porém, me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava, e de forma alguma foram prejudicados por nossa causa. A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação, e a tristeza segundo o mundo produz morte. Vejam o que esta tristeza segundo Deus produziu em vocês: que dedicação, que desculpas, que indignação, que temor, que saudade, que preocupação, que desejo de ver a justiça feita! Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse respeito” 2 Coríntios 7.9-11
Traduzido por Rafael Bello | iPródigo.com | Original aqui

terça-feira, abril 24

Um coração profundamente afetado – Jonathan Edwards (1703-1758)



O ser humano tem a tendência de permanecer inativo até ser influenciado por alguma emoção: amor ou ódio, desejo, esperança, temor etc. Essas afeições representam o "princípio da ação", aquilo que nos impulsiona, que nos faz agir.

Quando olhamos para o mundo, vemos pessoas extremamente ocupadas. As emoções mantêm-nas ocupadas. Se pudéssemos retirar a emoção das pessoas, o mundo ficaria imóvel e inativo; não haveria mais atividade. É o sentimento chamado "cobiça" que impele alguém a buscar vantagens mundanas; é o sentimento chamado "ambição" que induz alguém a buscar glória humana; é o sentimento chamado "lascívia" que leva a pessoa a buscar prazer sensual. Assim como os sentimentos mundanos são o princípio de ações mundanas, os sentimentos religiosos (Afeiçoes santas) constituem o princípio de ações espirituais verdadeiras.

Quem possui apenas conhecimento de doutrina e teologia — sem afeição santa  — nunca se entendeu a verdadeira religião. Não há nada tão claro quanto isto: nossa prática religiosa tem sua raiz unicamente dentro de nós, até onde as emoções nos levam. Milhares de pessoas ouvem a Palavra de Deus, tomam conhecimento de importantes verdades acerca de si mesmas e de sua vida, mas nada do que ouvem exerce efeito sobre elas, sua maneira de viver não muda.

sexta-feira, abril 20

Santa vocação! - C. H. Spurgeon




Que nos salvou e nos chamou com santa vocação. 
2 Timóteo 1.9

O apóstolo disse: "Que nos salvou". Os crentes em Jesus não são pessoas que esperam ser salvas no final. Eles já estão salvos. A salvação não é uma bênção a ser desfrutada no leito de morte e sobre a qual cantamos como uma promessa futura. Pelo contrário, a salvação deve ser obtida, recebida e desfrutada agora. Deus ordenou o crente para a salvação, e esse propósito é completo. O crente é salvo por causa do preço que foi pago em favor dele. "Está consumado" (João 19.30) foi o clamor de nosso Salvador, antes de morrer. Assim como o crente pecou em Adão, assim também ele vive em Cristo.

Esta salvação completa é acompanhada por uma santa vocação. Aqueles que o Salvador redimiu são chamados pelo poder do Espírito Santo para a santificação. Eles abandonam seus pecados e se esforçam para serem semelhantes a Cristo. Eles escolhem a santidade, não por motivação natural, e sim por causa da propensão da nova natureza. Os crentes são capazes de regozijar-se na santidade tão naturalmente quanto antes se deleitavam no pecado. Deus não os escolheu, nem os chamou porque eles eram santos. Ele os chamou para que sejam santos.

A santidade é a beleza produzida pela habilidade das mãos de Deus. As qualidades semelhantes às de Cristo que vemos em um crente resultam tanto da obra de Deus quanto da própria expiação. A salvação tem de ser pela graça, porque o Senhor Jesus é o seu autor. Ele trabalha de tal maneira que nossa justiça própria é excluída para sempre. Uma salvação presente é um privilégio do crente. A vida de santidade é a evidência de que ele é chamado para a salvação.

domingo, abril 15

Seriam suas afeições espirituais? – Jonathan Edwards (1703-1758)


A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória " (I Ped. 1:8).

O verdadeiro cristão tem uma convicção sólida e efetiva da verdade do evangelho. Não hesita mais entre duas opiniões. O evangelho deixa de ser duvidoso ou provavelmente verdadeiro, tornando-se estabelecido e indiscutível em sua mente. As coisas grandes, espirituais, misteriosas e invisíveis do evangelho influenciam seu coração como realidades poderosas.

Ele não tem simplesmente uma opinião que Jesus seja o Filho de Deus; Deus abre seus olhos para ver que este é o caso. Quanto às coisas que Jesus ensina sobre Deus, a vontade de Deus, a salvação e o céu, o cristão também sabe que são realidades indubitáveis. Têm, assim, uma influência prática em seu coração e em seu comportamento.

É claro nas Escrituras que todos os verdadeiros cristãos têm essa convicção sobre as coisas divinas. Mencionarei somente alguns textos dos muitos existentes: "Mas vós... quem dizeis que eu sou?" "Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo. Então Jesus lhe afirmou: bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus" (Mat. 16:15-17). "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado, provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste e eles as receberam e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste" (João 17:6-8). "Porque sei em quem lenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (II Tim. 1:12). "E nós conhecemos e cremos 0 amor que Deus nos tem" (I João 4:16).

quinta-feira, abril 12

Tirem as placas das congregações, e coloquem uma na casa de cada cristão - Anderson

Quase todos os nossos métodos de evangelismo são ineficazes nos dias atuais [...] deveríamos seguir o conselho de Jesus que nos convida para uma Vida, e não simplesmente para uma obra. 



Nossa obra como Igreja a cada dia escorre pelo ralo através da impiedade de nossas vidas, na mesma medida que as pessoas entram pelos portais dos "templos" elas saem quando se deparam com impios em vestes santas, se escandalizam quando nossos lábios de aleluias não conseguem esconder quem realmente somos.
Acredito que um grande método de evangelismo para nossos dias é tirar as placas das congregações e colocar uma placa de Igreja na casa de cada cristão, pois o mundo está cansado da nossa obra, eles querem contemplar nossa vida, querem ver quem somos por acreditar em Deus.

Será que continuaremos a ser chamados de cristãos quando abrirmos nossa casa, e partilharmos nossa vida?

A vida confirma ou destrói todas as nossas palavras e obras...


Porque assim fala a Escritura: "Por vossa causa o nome de Deus é blasfemado entre os pagãos {Is 52,5}. 
Romanos 2:24


Anderson

quarta-feira, abril 4

Reflexões // Céu // Inferno // Vida eterna

Seu destino é definido por sua identidade, e sua identidade é definida por um verbo [...] o pecado te conjuga em desobediência, morte, e anulação. Jesus - O Verbo absoluto conjuga perfeitamente a vida humana, e toda criação, tornando-os perfeitos e plenos em Deus, como era antes da desobediência.
O céu e o inferno são conclusões desses processos gerados pelo Verbo absoluto, e pelos verbos corruptíveis.




O céu nada mais é que o homem falando para Deus: SEJA FEITA A TUA VONTADE...


O inferno nada mais é que Deus falando para o homem: SEJA FEITA A SUA VONTADE...

domingo, abril 1

Deus odeia todos nós // SÉRIE // - I

O cristão vivo é o consagrado - Richard Baxter ( 1615-1693 )




O cristão vivo é o consagrado. É nossa distância do céu que nos torna tão insípidos: é o fim que vivifica todos os meios, e mais vigoroso será nosso movimento, se observamos esse fim com freqüência e de forma clara. Como os homens trabalham de forma incansável e se aventuram sem medo, quando pensam em um prêmio proveitoso! Como o soldado arrisca sua vida, e o marinheiro enfrenta tormentas e ondas; como eles, cheios de alegria, circundam a terra e o mar, e nenhuma dificuldade os intimida, quando pensam em um tesouro incerto e perecível! Quanta vida seria acrescentada nos esforços do cristão se ele antecipasse com freqüência esse tesouro eterno! Corremos devagar, e esforçamo-nos de forma indolente, porque nos importamos muito pouco com o prêmio! Quando o cristão saboreia constantemente o maná velado, e bebe dos rios do Paraíso de Deus, como esse manjar e néctar divinos acrescentam vida a ele!

A Culpa é uma noite escura - C. H. Spurgeon



Quantas culpas e pecados tenho eu? - Jó 13.23


Você já considerou quão grande é o pecado do povo de Deus? Pense na seriedade de suas próprias transgressões. Que grande coleção de ofensas existe nos mais santificado dos filhos de Deus! Multiplique o pecado de um redimido pela multidão de todos eles — uma "multidão que ninguém" pode enumerar (Apocalipse 7.9), e você obterá uma idéia sobre a grande quantidade de culpa do povo em favor do qual Jesus derramou seu sangue.

sexta-feira, março 30

Provérbios de um discípulo [ 57 ]

Orar é saber que Deus é poderoso para ressuscitar os mortos. Perseverar em oração é ir para a cruz morrer.


Uma vida de oração sem conhecimento é a mesma coisa que se colocar diante de um estranho que possui vontades inconstantes.


‎"O amor de Deus não visa a conservação de quem somos, mas a formação de quem devemos ser."


"Deus me ama" é usado em nossos dias de relativização como instrumento que conserva nossa identidade no maligno, quando deveria ser usado como uma realidade que nos conforma à Vida de Deus expressa perfeitamente em Jesus.


Deus me ama!
e daí? 
Quem é você por saber disso?
O que você vive por saber disso?
Será que o simples saber do amor de Deus define algo na nossa vida? 
Saber desse amor e não corresponder é algo trágico, pois nossa resposta à esse genuíno amor definiria nossa vida presente, e nosso destino eterno!Deus nos ama com um interesse Eterno, e perfeito...


O inferno e o juízo são reais, para a nossa alegria!

Testemunho - Charo Washer (Esposa Do Paul Washer)

quinta-feira, março 22

[ VIOLÊNCIA DOMESTICA ] Dirigido aos homens, mas principalmente para as mulheres.



Os indivíduos violentos não se conhecem nem permitem que outros os conheçam. São mentirosos obstinados e inclinados às coisas escusas, criando quase sempre esquemas elaborados de embuste. Eles têm a tendência de dissimular o que fazem; e , se isso falha, diminuem a gravidade de suas atitudes. Se isso também falha, invertem a culpa, retratando-se como vítimas inocentes, injustamente acusadas. Se isso ainda falha, eles costumam revolver-se no desespero e no "arrependimento", para que as pessoas sintam pena deles. 

Paul Tripp