terça-feira, abril 30

O sexo é o conjunto e não só a penetração



A religiosidade pintou o sexo com as cores do inferno, onde muitos o tem como mera obrigação, necessidade ou ato de procriação. Esse vírus mata relacionamentos através dos anos, casais perdem toda a vitalidade que possuíam no namoro. O tempo deveria ser aliado de um casal que se conhece, quanto mais passasse o tempo, mais plena e integral deveria ser a relação. O fato de uma mulher poder ter 10 orgasmos seguidos (...) deixa claro que o ato sexual vai além de nossos tabus religiosos. 

O casamento pode ser construído como um altar (...), e o sexo celebrado como uma oferta. O sexo pode ser celebrado sem taras, necessidades ou obrigação, ele pode ser pleno em amor e beleza.

Anderson

sexta-feira, junho 22

Sexo no casamento // Joel R. Beeke


O casamento íntimo

 Dr. R. C. Sproul ensinou uma série e escreveu um livro sobre o casamento. Nesses recursos, Dr. Sproul passa por algumas das coisas mais difíceis que os casais lidam todo dia: falta de comunicação, sexo, papeis, divórcio, raiva, e mais. Ele compartilha o que a Bíblia diz sobre cada um, assim como as lições que aprendeu com o seu próprio casamento de quarenta anos.*

A visão puritana do sexo no casamento

 Existem muitas caricaturas e desentendimentos quando se trata de como os Cristãos através dos tempos viram o sexo no casamento. No livro do Dr. Joel R. Beeke,  Vivendo para a Glória de Deus: Uma introdução à fé reformada, ele dedica um capítulo para o casamento, no qual ele discute a visão puritana:

O amor conjugal deve ser sexual, logo ambos os parceiros conjugais podem se dar inteiramente para o outro com alegria e exuberância em um relacinamento saudável marcado por fidelidade. Reformadores como Martinho Lutero, Ulrich Zwinglio, e João Calvino estabeleceram este aspecto do casamento ao abandonar as atitudes medievais Católicas Romanas de que o casamento era inferior ao celibato, que todo contato sexual entre parceiros conjugais era um mal necessário para propagar a raça humana, e que um ato procriador que envolvia paixão era inerentemente pecado.
Essa visão negativa estava enraizada na igreja antiga e baseada nos escritos dos notáveis Tertuliano, Ambrósio e Jerônimo. Todos acreditavam que, mesmo dentro do casamento, relação sexual necessariamente envolvia pecado.45 Essa atitude voltada para a intimidade no casamento, que dominou a igreja por mais de dez séculos, inevitavelmente levou à glorificação da virgindade e do celibato. Por volta do século XV, clérigos foram proibidos de casar.46 Duas classes de cristãos surgiram: o “religioso” (ou seja, o clero espiritual), que incluía monges e freiras que prometeram abster-se de toda atividade sexual, e o “profano” (ou seja, leigos seculares), que, proibidos de se levantarem para os níveis nobres de virgindade e celibato, foram concedidos o direito de casar.
Pregadores puritanos ensinaram que a visão Católica Romana era anti-bíblica, até satânica. Eles citavam Paulo, que disse que a proibição do casamento é doutrina de demônios (1 Tm. 4.1-3). Até as definições puritanas de casamento implicavam o ato conjugal. Por exemplo, Perkins define casamento como “o conjunto legal de duas pessoas casadas; isto é, um homem e uma mulher em uma só carne.”47 Em contraste com Desidério Erasmo, que ensinou que o casamento ideal se abstinha da relação sexual, Cotton disse em um sermão de casamento que aqueles que requiseram abstinência no casamento seguem os ditados de uma mente cega e não aqueles do Espírito Santo, que diz que não é bom que o homem esteja sozinho.48
Os puritanos viam o sexo dentro do casamento como um dom de deus e como essencial e agradável parte do casamento. Gouge diz que maridos e esposas devem coabitar “com boa vontade e com alegria, de bom grado, prontamente e alegremente.”49 “Erra,” adiciona Perkins, “quem sustenta que a união secreta do homem com a mulher não pode ser sem pecado a menos que seja feito para a procriação de filhos.”50
Perkins continua a dizer que o sexo no casamento é uma “dívida devida” ou “benevolência devida” (1 Co 7.3) que o casal deve ao outro. Isso deve ser mostrado, ele diz, “com uma singular e inteira afeição de um para o outro” de três maneiras: “Primeiro, pelo correto e legal uso dos seus corpos ou do leito matrimonial.” Tal intimidade física por “uso santo” deve ser “uma santa e imaculada ação (Hb 13.4) … santificada pela palavra e oração (1 Tm 4.3-4). “Os frutos de honra a Deus, sexo agradável no casamento são a benção dos filhos, a preservação do corpo na limpeza ou inocência”, e o reflexo do casamento como um tipo da relação Cristo-igreja. Segundo, casais casados devem “valorizar um ao outro” intimamente (Ef 5.29) ao invés de ter sexo de um jeito impessoal como um adúltero com uma prostituta. Terceiro, um casal deve ser íntimos “por um tipo santo de alegria e se confortarem cada um com [o] outro em uma declaração mútua dos signos e sinais do amor e bondade (Pv 5.18-19; Ct 1.1; Gn 26.8; Is 62.7).” Nesse contexto, Perkins particularmente menciona beijar. 51
Outros puritanos enfatizaram o lado romântico do casamento quando comparam o amor do marido ao amor de Deus por Ele mesmo. Thomas Hooker escreve, “O homem cujo coração está cativo à mulher que ama, sonha com ela toda noite, tem ela em seu olhar e apreensão quando acorda, medita nela quando senta à mesa, anda com ela quando viaja e conversa com ela em cada lugar onde vai.”52 Ele acrescenta: “Ela se reclina no peito dele, cujo coração confia nela; e isso leva todos a confessarem a torrente de afeição dele, como um rio impetuoso, corre a toda força, transbordante.”53

quinta-feira, março 22

[ CASAMENTO ] A importância do romantismo, e da paixão.




Deus fez-nos para ter laços emocionais uns com os outros, mas é curioso notar que algo que sabemos ser importante pode tornar-se difícil de compreender.
     Salomão escreve sobre o amor : "...Suas brasas são fogo ardente..." (Ct 8.6). O amor é chama. É intenso, agradável. O Cântico dos cânticos tem o brilho do amor e da paixão conjugais, e sua mensagem é tão divinamente inspirada quanto a de João 3.16.
     Não acredito que a perda da paixão entre os Cristãos seja a causa do divórcio, mas acho que, se marido e mulher não viverem entre si o "fogo ardente" - segundo a mensagem de Cântico dos Cânticos, essa paixão intensa e ardente que Deus planejou para nós e recomendou que vivêssemos - começarão a sentir falta dele e, por fim, o buscarão em outros lugares ou preencherão o vazio com substitutos prejudiciais, como a pornografia, o excesso de comida, o álcool, e o desejo incontrolável por coisas materiais e outros vícios.

[ CASAMENTO ] Encontrar-me sem roupas!? - Dennis Rainey


Uma moça veio até mim e disse:


- Sr. Rainey, preciso falar com o Senhor.
- Tudo bem - respondi. Tinha idade para ser minha filha e era tão graciosa quanto ela.
Meu marido e eu estávamos voltando para casa depois da reunião do grupo de jovens - começou - Na verdade, ele é pastor desse grupo.  Estava escuro no carro e decidi perguntar-lhe: "Querido, o que o faria sentir-se como um homem de Deus?".
     Fez uma pausa e ficou silenciosa por alguns instantes, como se estivesse criando coragem para continuar. Eu não tinha a menor ideia de que rumo essa conversa tomaria, por isso apenas sorri e fiz um ar de aprovação.


- Sr. Rainey, sabe o que ele disse?
- Não, não sei.
- Meu marido disse que o que o faria sentir-se como um homem de Deus seria voltar para casa e, assim que abrisse a porta, encontrar-me sem roupas.


     Sorriu nervosa e perguntou: - O Senhor acha que ele realmente quis dizer isso?
- Experimente - respondi. Ela deu uma risadinha e foi embora.


Se os homens fossem sinceros, todos diriam que deseja uma esposa que use o potencial sexual dela com ousadia para afirmá-los como ser humano de um jeito que nenhuma das outras seis bilhões de almas do planeta Terra poderia afirmar. O romance estimula tamanha paixão.


Dennis Rainey