terça-feira, junho 5

Bonhoeffer - A Graça



A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.

A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quando tem; a pérola preciosa, a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens para adquiri-la; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, o qual, ao ouvi-lo, o discípulo larga as suas redes e o segue.

A graça preciosa é o evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater.

A graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, dar-lhe a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador.

Essa graça é sobretudo preciosa por tê-la sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – “fostes comprados por preço” – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus.

A graça preciosa é a graça considerada santuário de Deus, que tem que ser preservado do mundo, não lançado aos cães; e é graça como palavra viva, a palavra de Deus que ele próprio pronuncia de acordo com seu beneplácito. Chega até nós como gracioso chamado ao discipulado de Jesus; vem como palavra de perdão ao espírito angustiado e ao coração esmagado.

A graça é preciosa por obrigar o indivíduo a sujeitar-se ao jugo do discipulado de Jesus Cristo. As palavras de Jesus: ‘O meu jugo é suave e o meu fardo é leve’ são expressão da graça [...] A graça e o discipulado permanecem indissoluvelmente ligados.

BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. Editora Sinodal.

Dietrich Bonhoeffer // O Homem e sua missão


  Dietrich Bonhoeffer 

Por: Todd Kappelman
Tradução: Emerson de Oliveira


O Homem e sua missão 

Desde sua morte em 1945, e especialmente nos últimos dez anos, os escritos de Bonhoeffer têm tido notável interesse entre os cristãos, tanto jovens como velhos. Assim, vamos examinar os méritos da leitura das obras de Dietrich Bonhoeffer. Vamos examinar o homem e seu lugar particular no cânon dos escritores cristãos, seu fundo e contexto histórico e, finalmente, três de suas obras mais importantes e influentes. 

A importância de Bonhoeffer começa com sua oposição ao partido nazista e sua influência na igreja alemã durante a ascensão de Hitler. Este interesse o guiou nas áreas de interesses ecumênicos cristãos que seriam depois importantes à fundação de nossos movimentos ecumênicos contemporâneos. Muitas facções sectárias e vários grupos o afirmam como seu porta-voz, mas é sua notável vida pessoal, e sua autoria de difíceis obras devocionais e acadêmicas, que o fizeram ganhar um lugar na história da teologia do séc. XX. 

Bonhoeffer nasceu em 4 de fevereiro de 1906 em Breslau, Alemanha (agora parte da Polônia) e teve uma irmã gêmea chamada Sabine. Em 1933, antes de Hitler ascender ao poder, Bonhoeffer, ministro na igreja luterana, já estava atacando os nazistas em radiodifusões de rádio. Dois anos depois, ele era o líder de um seminário secreto com mais de vinte jovens seminaristas. Este seminário é freqüentemente visto como um tipo de monastério protestante, e foi responsável por muitas das considerações sobre a vida cristã relativa a comunidade. Depois, o seminário foi fechado pela Polícia Secreta. Em 1939, por arranjos feitos por Reinhold Niebuhr, ele fugiu para os Estados Unidos, mas voltou à Alemanha depois de uma curta permanência. Ele acreditava que era necessário sofrer com seu povo, se fosse buscar um ministério efetivo depois da guerra. Os últimos dois anos de sua vida foram gastos em uma prisão de Berlim. Em 1945, ele foi executado por sua cumplicidade em um plano de matar Hitler. 

Durante o tempo que Bonhoeffer estava na prisão, ele escreveu um livro chamadoCartas e Documentos da Prisão. O manuscrito foi contrabandeado da cadeia e publicado. Estas cartas contêm a consideração de Bonhoeffer da secularização do mundo e a partida da religião no século XX. Segundo Bonhoeffer, a dependência na religião organizada tinha minado a fé genuína. Bonhoeffer pediria um novo cristianismo livre de individualismo e supernaturalismo metafísico. Deus, dizia Bonhoeffer, deve ser conhecido neste mundo como ele opera e interage com o homem na vida diária. O Deus abstrato da especulação filosófica e teológica é inútil ao homem comum na rua, e são eles que mais precisam ouvir o Evangelho. 

Examinaremos três das obras mais influentes e importantes de Bonhoeffer nas quatro seções seguintes. O primeiro trabalho em ser considerado será O Custo do Discipulado, escrito em 1939. Esta obra é uma interpretação do Sermão da Montanha. É uma chamada para um viver radical, se o cristão quer ser um discípulo autêntico de Cristo. A Ética, escrita de 1940-1943, é a mais técnica exposição teológica de Bonhoeffer. Detalha os problemas de se tentar construir um fundamento ética em bases filosóficas ou teóricas. Então examinaremos Cartas e Documentos da Prisãomais completamente, uma das obras mais pessoais e comoventes de Bonhoeffer. 

O Custo do Discipulado
O trabalho mais famoso de Bonhoeffer é O Custo do Discipulado, publicado em 1939. Este livro é uma exposição e interpretação rigorosa do Sermão no Monte, e Mateus 9:35-10:42. A maior preocupação de Bonhoeffer é graça barata. Esta é a graça que se tornou tão diluída que já não se assemelha à graça do Novo Testamento, a graça cara dos Evangelhos. 

Pela frase graça barata, Bonhoeffer quer dizer a graça que trouxe caos e destruição; é o consentimento intelectual a uma doutrina sem uma real transformação na vida do pecador. É a justificação do pecador sem as obras que devem acompanhar o novo nascimento. Bonhoeffer diz da graça barata: 

"É o pregação do perdão sem requerer arrependimento, o batismo sem a disciplina da igreja, a Comunhão sem a confissão, a absolvição sem a confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo, vivo e encarnado". {1

A verdadeira graça, segundo Bonhoeffer, é uma graça que custará a vida de um homem. É a graça feita custosa pela vida de Cristo, que foi sacrificado para comprar a redenção do homem. A graça barata surgiu do desejo do homem de ser salvo, mas sem converter-se em discípulo. O sistema doutrinal da igreja, com suas listas de códigos de comportamento, se torna um substituto para o Cristo Vivo, e isto abarata o significado de discipulado. O verdadeiro crente tem que resistir a graça barata e tem que entrar na vida de discipulado ativo. A fé não pode significar ficar sentando e esperar; o cristão tem que ressucitar e tem que seguir o Cristo. {2

É aqui onde Bonhoeffer faz uma de suas mais duradouras afirmações sobre a vida do verdadeiro cristão. Escreve que "só aquele que crê é obediente, e só aquele que é obediente crê". {3} Os homens se tornaram suaves e complacentes na graça barata e, portanto, se distanciaram da graça cara da abnegação e humilhação pessoal. Bonhoeffer acreditava que o ensino da graça barata era a ruína de mais cristãos que qualquer mandamento de realizar obras. {4

O discipulado, para Bonhoeffer, significa adesão rígida para Cristo e seus mandamentos. É, também, uma adesão rígida a Cristo como o objeto de nossa fé. Bonhoeffer comenta esta firme obediência no capítulo três de O Custo do Discipulado. Neste capítulo, o chamado de Levi e Pedro é usado para ilustrar a própria resposta do crente para o chamado de Cristo e o Evangelho. {5} A única exigência que estes homens entenderam era que em cada caso o chamado era confiar na palavra de Cristo, e se agarrar a ela como algo que oferece mais segurança que todas as seguranças do mundo. {6

No décimo nono capítulo do Evangelho de Mateus temos a história do jovem rico que pergunta sobre a salvação e é respondido por Cristo que ele tem que vender todas suas posses, levar sua cruz e seguí-lo. Bonhoeffer enfatiza a confusão dos discípulos, que perguntam: "Quem então pode ser salvo"? {7} A resposta que recebem é que é extremamente duro ser salvo, mas com Deus todas as coisas são possíveis. 

Bonhoeffer e o Sermão no Monte 
A exposição do Sermão no Monte é outro elemento importante de O Custo de Discipulado. Nele, Bonhoeffer coloca ênfase especial nas beatitudes por entender ao Cristo encarnado e crucificado. É aqui que os discípulos são chamados "bem-aventurados" por uma lista extraordinária de qualidades. 

Os pobres de espírito aceitam a perda de todas as coisas, especialmente a perda de si, de forma que eles podem seguir o Cristo. Os que choram são pessoas que vivem sem a paz e prosperidade deste mundo. {8} O choro é a rejeição consciente da alegria na qual o mundo se regozija, e encontrar a própria felicidade e realização na pessoa de Cristo. 

Os mansos, diz Bonhoeffer, são aqueles que não falam em defesa de seus próprios direitos. Subordinam continuamente seus direitos e eles mesmos para a vontade de Cristo primeiro e, por conseguinte, para o serviço dos outros. Igualmente, os que tem fome e sede de justiça também renunciam a expectativa que o homem pode fazer do mundo um paraíso. Sua esperança está na justiça que só o reino de Cristo pode trazer. 

Os misericordiosos deixaram sua própria dignidade e se consagram aos outros, ajudando os necessitados, os fracos, e os desterrados. O puros de coração já não estão preocupados pelo chamado deste mundo; eles se resignaram para o chamado de Cristo e Seus desejos para suas vidas. Os pacificadores detestam a violência que se usa freqüentemente para resolver problemas. Este ponto seria de significado especial para Bonhoeffer, que escrevia às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Ospacificadores mantêm a comunhão onde os outros encontrariam uma razão para romper uma relação. Estes indivíduos sempre vêem outra opção. {9

Os que são perseguidos por causa da justiça estão dispostos a sofrer pela causa de Cristo. Qualquer e toda causa justa se torna sua causa porque é parte da obra geral de Cristo. O sofrimento se converte em forma de comunhão com Deus. {10} A esta lista se junta a bênção final pronunciada àqueles que são perseguidos para causa da justiça. Estes receberão uma grande recompensa no céu e serão comparados aos profetas que também sofreram. 

A ênfase de Bonhoeffer no sofrimento est diretamente ligada ao sofrimento de Cristo. A igreja é chamada para suportar todo o fardo de Cristo, especialmente no tocante ao sofrimento, senão, irá se desmoronar sob o peso do fardo. {11} Cristo sofreu, diz Bonhoeffer, mas seu sofrimento é eficaz para a remissão dos pecados. Nós também podemos sofrer, mas nosso sofrimento não é para propósitos redentores. Nós sofremos, diz Bonhoeffer, não só porque é o que corresponde à igreja, mas de forma que o mundo possa nos ver sofrer e entender que há uma forma em que os homens possam suportar os fardos da vida, e que esse caminho é só através de Cristo. 

O discipulado, para Bonhoeffer, não foi limitado ao que nós podemos compreender - tem que transcender toda a compreensão. O crente tem que mergulhar nas águas profundas, mais além da compreensão e ensino cotidiano da igreja, e isto deve ser feito individualmente e coletivamente. 

Ética de Bonhoeffer 
Ética, a obra de Dietrich Bonhoeffer, foi escrita de 1940-1943. Escrita em forma de conferências, este é sua obra mais madura e é considerada sua maior contribuição a teologia. {12} A ética cristã, ele diz, deve ser considerada com referência ao homem regenerado cujo principal desejo deveria ser agradar a Deus, e não com relação a um sistema filosófico hermético. Homem não é, e não pode, ser o árbitro final do bem e do mal. Isto só reservado para Deus. Quando o homem tenta decidir o que é certo e errado, seus esforços são fadados ao fracasso. Bonhoeffer escreveu que "em vez de conhecer só ao Deus que é bom para com ele e em vez de conhecer todas as coisas nEle, [o homem] só se conhece a si mesmo como a origem do bem e do mal". {13} Com esta declaração, Bonhoeffer entrou em um dos problemas filosóficos e teológicos mais difíceis na história da igreja: o problema do mal. 

Bonhoeffer acreditava que o problema do mal só poderia ser entendido levando em conta a Queda da humanidade. A Queda causou a desunião entre o homem e Deus, com o resultado de que o homem é incapaz de discernirentre o bem e o mal. {14} Os homens modernos têm uma vaga inqüietude sobre sua capacidade de conhecer o bem e o mal. Bonhoeffer afirmou que isto é, em parte, devido ao desejo para certeza filosófica. Porém, Bonhoeffer instou ao cristão a ocupar-se de viver segundo a vontade de Deus, em vez de buscar um conjunto de regras que não possa seguir. {15} E, enquanto Bonhoeffer não defendia uma revelação direta e individual em todo dilema ético, ele acreditava que o homem pode ter conhecimento da vontade de Deus. Ele disse que "se um homem pede a Deus humildemente, Deus lhe dará certo conhecimento de sua vontade; e então, depois de toda esta busca fervente, haverá a liberdade para tomar verdadeiras decisões, e [isto] com a confiança de que não é o homem mas o próprio Deus que, através desta busca, põe em efeito sua vontade'. {16

Talvez nossa primeira resposta a Bonhoeffer é que ele parece ser algum tipo de místico. Porém, é imperativo entender o tempo em que estava escrevendo, e alguns dos problemas específicos que estava tratando. A Segunda Guerra Mundial estava em curso e as maiores questões éticas do século estavam confrontando a igreja. Os homens bons, e até mesmo  cristãos comprometidos, se encontravam em lados opostos da guerra. Seria absurdo supor que o bem e o mal, em níveis individuais ou nacionais, fossem óbvios, e que havia um acordo universal entre os cristãos. No meio de toda esta confusão, um jovem pastor-teólogo e membro da Resistência só poderia aconselhar que os crentes se voltassem a Cristo com a expectativa de que era possível obter verdadeiras respostas. Este tipo de confiança é sumamente necessário entre cristãos que enfrentam um mundo destituído de respostas. 

A força da Ética de Bonhoeffer está não em sua resolução sistemática dos problemas que enfrentam a igreja, mas no reconhecimento que a vida é complexa e todos os sistemas fora da humilde submissão à Palavra de Deus estão condenados ao fracasso. Por perturbadora que seja a Ética de Bonhoeffer, é um chamado refrescante para a igreja contemporânea a arrepender-se e voltar a uma vida caracterizada pela oração, a marca tradicional da igreja primitiva. 

A correspondência da prisão de Dietrich Bonhoeffer 
Nossa consideração final da obra de Dietrich Bonhoeffer, que foi enforcado em 1945 por sua parte em uma tentativa de assassinato de Hitler, se centrará em suas Cartas e Documentos de Prisão, que começou em 1942. Estas cartas representam algumas das obras mais maduras de Bonhoeffer, assim como observações perturbadoras relacionadas à igreja nos turbulentos anos da metade do século vinte. 

O ensaio inicial se intitula Depois de Dez Anos. Aqui Bonhoeffer se identifica com o mal dos vezes, e especialmente a guerra. Ele fala das situações irracionais que as pessoas racionais têm que enfrentar. Ele adverte contra àqueles que são enganados pelo mal que é disfarçado como bom, e ele clama contra fanáticos morais equivocados e os escravos das tradições e regras. 

Vendo os horrores de guerra, Bonhoeffer nos recorda que o que nós menosprezamos nos outros nunca está completamente ausente de nós mesmos. {17} Esta advertência contra desprezo pela humanidade é muito importante, levando em conta autores como Ernest Hemingway, Jean Paul Sartre e Albert Camus, cujo desprezo para a guerra se transformou em desilusão com a humanidade. Este é um contraste notável entre várias testemunhas da guerra que chegaram a conclusões muito diferentes. As conclusões de Bonhoeffer foram o resultado direto de uma relação pessoal com Cristo. As conclusões de Hemingway, Sartre, e Camus foram observações pessimistas de quem não tem uma esperança final. 

Bonhoeffer enfrentou a morte diariamente por muitos anos e chegou a algumas conclusões corajosas com relação a que postura poderiam adotar os crentes a este último evento. Ele argumentava que se pode experimentar o milagre de vida enfrentando a morte diariamente; a vida poderia ser vista de fato como o dom de Deus que é. Somos nós, e não nossas circunstâncias externas, que fazemos a morte ser potencialmente positiva. A morte pode ser voluntariamente algo aceita. {18

A questão final afirmada neste ensaio inicial é se é possível que homens comuns e simples prosperarem novamente depois da guerra. {19} Bonhoeffer não oferece uma solução clara, que pode ser vista como uma perspectiva dos verdadeiros horrores da guerra como também uma questão em aberto projetada para provocar a participação individual no problema. 

sexta-feira, junho 1

Frases e citações


Nunca devemos separar a instrução bíblica do exemplo pessoal. C.J Mahaney 

O exemplo precede o ensino. C.J Mahaney 

Do mesmo modo, cristãos praticantes (tanto genuínos quanto espúrios) têm a mesma aparência. Ambos demonstrar estar edificando vidas cristãs. Ambos ouvem as palavras de Cristo. Vão à igreja, lêem a Bíblia e escutam sermões. As profundezas de seus alicerces, no entanto, estão ocultas à vista. Somente a tempestade da adversidade nesta vida e a tempestade do juízo no último dia revelarão quem somos. John Stott 

Jesus coloca diante de nós, na conclusão do sermão do monte, a escolha radical entre obediência e desobediência. Não que possamos, é claro, ser salvos por meio de nossa obediência, mas que, se verdadeiramente somos salvos, mostremos isso através dela. John Stott 

Em nossos momentos mais sensíveis, ficamos perplexos com nossa potencialidade para o mal. John Stott 

Assim funciona a vida cristã. Entregar todo o seu ser — todos os seus desejos e todas as suas precauções — a Cristo é algo terrível, quase impossível; contudo é muito mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. O que estamos tentando fazer é continuar a ser "nós mesmos", para preservar nossa felicidade pessoal como o principal objetivo da vida e, ao mesmo tempo, ser "bons". Tentamos deixar a mente e o coração seguir seu caminho, voltados para o dinheiro, o prazer e as ambições, acreditando, apesar disso, que nos conduziremos de modo honesto, simples e humilde. C.S Lewis 

A preguiça significa mais trabalho no longo prazo. A atitude mais covarde sempre é a mais perigosa. C.S Lewis 

A vida cristã é diferente. De certo modo é mais difícil; de outro é mais fácil. Cristo diz: "Dê-me tudo. Não quero tanto de seu tempo, de seu dinheiro e de seu trabalho: quero você. Não desejo atormentar seu ser natural, e sim matá-lo. Nenhuma meia medida é boa. Não quero cortar um galho aqui e outro ali. Desejo derrubar a árvore toda. Entregue todo seu ego natural, todos os desejos, tanto os que você acha inofensivos quanto os maus — o conjunto todo. Em troca, darei a você um novo ser. Na verdade, entregarei meu próprio ser a você: minha vontade se tornará a sua vontade". C.S Lewis 

Nosso Pai celeste não estraga os seus filhos. Ele não nos revela a sua vontade, a não ser que realmente queiramos conhecê-la e expressemos esse desejo em nossas orações. John Stott 

Uma vontade que não se rende é o mais sério de todos os obstáculos para se descobrir a vontade de Deus. Se Deus não revela a sua verdade a quem não está disposto a acreditar nela, ele tampouco a revela a quem não está disposto a fazê-la. Pelo contrário, ele "guia os humildes na justiça, e ensina aos mansos o seu caminho". John Stott 

Aqueles que não aprendem a viver por Deus dificilmente morrerão por Ele. Lucas Paiva 

Às vezes nós dizemos, com um suspiro: "Ah, se eu tivesse dez vidas!" Existe um mito de que os gatos têm sete vidas; mas nós, humanos, só temos uma e não podemos duplicá-la nem fazer réplicas de nós mesmos. Daí a necessidade de descobrirmos a vontade de Deus para essa única vida que ele nos deu. John Stott 

Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor. John Piper 

Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. John Piper 

Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. John Piper 

Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo. John Piper 


O que significa ser um cristão?
“É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”. Charles Hodge 


"A Ação não surge do pensamento, mas de uma disposição para assumir responsabilidades" Dietrich Bonhoeffer 

O que faz o homem crente senão permanecer firmemente com o certo? Spurgeon 

Todos nós gostamos de novidades, e já vi alguns homens caírem no mal, como se fosse por uma mudança. Spurgeon 

Quem se acostuma a pecar não muda na velhice. Spurgeon 

Se começamos em má companhia, é difícil mudar. Spurgeon 

A glória de homens dignos está em sua consciência e não na boca dos homens - Thomas à Kempis 

Há alguns que não iriam trapacear nos negócios por nada no mundo se souberem que serão descobertos, mas podem fazê-lo sabendo que Deus vê, isto é, valorizam o olho humano muito mais do que os olhos de Deus; e pensam que é pior ser condenado pelos homens do que ser condenado por Deus. Chame-o como quiserem, mas seu nome correto é ateísmo prático. É uma desonra para Deus; é destroná-lo, é colocá-lo abaixo de suas criaturas. E o que é isso senão negar a sua Divindade? SPURGEON 

Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO. 

É melhor perder tudo do que perder a sua integridade. Spurgeon 

O que o pecado te deu? - C. H. Spurgeon