sexta-feira, junho 22

Frases e citações


E a doçura do pecado do que o torna perigoso. Satanás nunca anuncia seus produtos como venenosos e perigosos. Não; ele sempre os enfeita antes de vendê-los. Cuidado com os prazeres. Muitos deles são inocentes e saudáveis, porém muitos são destrutivos. SPURGEON

Inútil é o orgulho de um homem que alimenta em seu interior o amor por qualquer pecado. Ele pode achar que gosta e acreditar no que gosta, mas ainda está no fel da amargura... SPURGEON

Igrejas doentes são "forças antimissionárias terrivelmente eficazes". Mark Dever

O crescimento na piedade é impossível sem a igreja, porque a piedade é fomentada pela comunhão dos santos. Na igreja, os cren­tes "se unem uns aos outros na distribuição mútua dos dons". 5 Cada membro tem o seu próprio lugar e dons para serem usados no corpo.6 Idealmente, todo o corpo usa esses dons em simetria e propor­ção, sempre reformando e desenvolvendo em direção à perfeição. Calvino

"Não há outra maneira de entrarmos na vida, se esta mãe (IGREJA) não nos conce­ber em seu ventre, der-nos à luz, alimentar-nos em seu seio e, por último, não nos manter sob os seus cuidados e orientação, até que, despidos desta carne mortal, nos tornemos como os anjos". Calvino

‎"Aquele que se recusa a ter a igreja como sua mãe não pode ter a Deus como seu Pai”. Agostinho

O historiador e teólogo David Wells chamou nossa geração atual de pastores de “os novos obstáculos”, porque abandonaram o papel tradicional de pastor como um proclamador da verdade para a sua congregação, e substituíram-no por um novo modelo gerencial que enfatiza as habilidades de liderança, marketing e administração. William Craig

Wells queixa-se de que essa geração de pastores-gerentes, tem maltratado e despreparado a igreja, pois ela tem se tornado cada vez mais vulnerável a todas as seduções da modernidade, exatamente porque não ofereceram a alternativa, que é uma vida centrada em Deus e sua verdade. William Craig

Não ajude as pessoas a sentirem-se felizes em seu caminho para o inferno. John Piper

O Evangelho todo, para o homem todo. John Stott

Frases e citações


Falar de espiritualidade neste mundo do século XXI é falar de um tema cuja relevância salta aos olhos. Diante de uma sociedade faminta por significado existencial, sedenta pelas coisas da alma humana e cada vez mais curiosa sobre Deus, é fundamental que a Igreja de Cristo não se furte a ensinar e pregar as Sagradas Escrituras. Na verdade, isso sempre foi necessário desde a proclamação do célebre “Ide” – mas há hoje uma urgência contemporânea pela anunciação das boas novas do Evangelho, porque somos cercados por “espiritualidades” que, ignorando a pessoa de Jesus, desenvolvem-se a partir das muitas e variadas experiências de cada um. Eugene Peterson

Deus acabará invadindo [a história], sem dúvida; mas de que lhe valerá dizer que você está do lado de Deus, vendo todo o universo se derretendo, como em um sonho, e vendo ainda algo que jamais você pôde imaginar, vindo com um grande estrondo; algo tão belo para uns e tão terrível para outros, de que ninguém terá meios de escapar? Dessa vez estaremos diante de um Deus sem disfarces; algo tão impressionante que suscitará ou um amor irresistível ou o mais irresistível horror em cada criatura. Então, será tarde demais para escolher de que lado você está. C.S Lewis

É incrível como muitas pessoas pensam que a essência do cristianismo é crer no credo, viver uma vida reta ou ir à igreja. Todas essas coisas são importantes, mas não representam a centralidade de Cristo. Elas precisam ler a Carta de Paulo aos Filipenses, especialmente o capítulo 1, versículo 21, que diz: “Para mim, o VIVER é Cristo”. John Stott

Cristianismo é Cristo — é conhecer a Cristo, ganhar a Cristo e confiar nele. John Stott


"Deus sussura a nós na saúde e prosperidade, mas, sendo maus ouvintes, deixamos de ouvir a voz de Deus. Então Ele gira o botão do amplificador por meio do sofrimento. Aí então ouvimos o ribombar de Sua voz."
C.S.Lewis


Para estar bem com Deus, muitas vezes isso significa ter problemas com os homens”. A. W. Tozer


O coração de uma mulher deve ser tão próximo de Deus que um homem precisa persegui-Lo para encontrá-la.
C.S. Lewis


sexta-feira, junho 1

Direção - John Stott (1921 - 2011)





Às vezes nós dizemos, com um suspiro: "Ah, se eu tivesse dez vidas!" Existe um mito de que os gatos têm sete vidas; mas nós, humanos, só temos uma e não podemos duplicá-la nem fazer réplicas de nós mesmos. Daí a necessidade de descobrirmos a vontade de Deus para essa única vida que ele nos deu.

Mas antes de chegarmos ao ponto de descobrir a vontade de Deus é essencial que estabeleçamos uma distinção entre a sua vontade "universal" e a sua vontade "específica". A vontade universal de Deus é assim chamada porque é a sua vontade para todo o seu povo; ela é a mesma para todos nós, em todos os lugares e em todos os tempos. Mas a vontade específica de Deus é assim chamada porque é a sua vontade para pessoas específicas, em lugares especí¬ficos e em tempos específicos. Sua vontade universal é que sejamos "conformes à imagem de seu Filho".  A vontade de Deus para todos nós é que sejamos como Cristo; essa vontade não varia de discípulo para discípulo. Sua vontade específica, por sua vez, tem a ver com questões como a escolha de uma profissão ou de um companheiro para a nossa vida, ou como deveríamos gastar nossas energias, nosso tempo, dinheiro, feriados... Estas coisas diferem de uma pessoa para outra. Só depois de fazermos essa distin¬ção essencial entre o "geral" e o "específico" é que esta¬remos em condições de repetir a nossa primeira questão, que é como descobrir a vontade de Deus. Sua vontade "geral" ou "universal" está revelada na Escritura Sagrada. Não que esta contenha engenhosas soluções para os complexos problemas éticos do século XX; mas ela contém princípios que podem ser aplicados a eles. Via de regra está curto dizer que a vontade de Deus para o povo de Deus encontra-se na Palavra de Deus.

A vontade específica de Deus, porém, não se encontra na Bíblia. Não posso negar que uma vez ou outra Deus parece ter guiado certas pessoas por intermédio de um versículo específico extraído de seu contexto. Mas devo acrescentar que ele o faz em virtude de nossa fraqueza. Afinal, a Bíblia não é uma antologia de textos desvinculados, mas, sim, uma revelação histórica, cumulativa. Nós não temos o direito de ignorar o seu sentido original a fim de obrigá-la a falar a nós. Mas o que a Bíblia contém mesmo são princípios que são relevantes a questões es¬pecíficas. O casamento, por exemplo. A Escritura nos dá diretrizes gerais e preestabelece algumas questões. Ela nos diz que o matrimonio é o propósito desejável de Deus para os seres humanos e que o celibato é uma exceção, não a regra; que um dos seus propósitos primordiais ao instituir o casamento foi o companheirismo - portanto, esta é uma importante qualidade a ser buscada em um esposo ou esposa; que o cristão só é livre para casar-se com um cristão; e que o casamento (sendo um compro¬misso de amor, monogâmico e heterossexual, para a vida toda) é o único contexto ordenado por Deus para as relações sexuais. Estas diretrizes gerais são claramente estabelecidas na Bíblia. Mas a Bíblia não diz a ninguém se Deus vai chamá-lo para casar-se ou para permanecer solteiro, nem com quem deverá casar-se (se for esta a sua opção).

Mas como vamos descobrir a vontade específica de Deus, se ele não a revelar através da Escritura? Já que Deus é soberano e livre, eu acho que não nos cabe estereotipar a nossa resposta. No entanto, eu descobri cinco palavras que são guias seguros.

Primeiro, ceder. Nós precisamos ceder, ou dar lugar ao propósito de Deus na nossa vida. Uma vontade que não se rende é o mais sério de todos os obstáculos para se descobrir a vontade de Deus. Se Deus não revela a sua verdade a quem não está disposto a acreditar nela, ele tampouco a revela a quem não está disposto a fazê-la. Pelo contrário, ele "guia os humildes na justiça, e ensina aos mansos o seu caminho".

Segundo, orar. Simplesmente ceder, ou então entregar com desconfiança, não é suficiente. E preciso também esperar em oração e ser sustentado por ela. "Pedi, e dar-se-vos-á", Jesus ensinou. "Nada tendes, porque não pedis", acrescentou Tiago.  Nosso Pai celeste não estraga os seus filhos. Ele não nos revela a sua vontade, a não ser que realmente queiramos conhecê-la e expressemos esse desejo em nossas orações.

Terceiro, falar. Embora um dos fortes do cristianismo protestante seja a insistência no nosso "direito ao juízo privado", isto não significa que devamos tomar todas as nossas decisões sozinhos. Pelo contrário, Deus nos con¬cedeu uns aos outros em sua família. Portanto, devemos ser humildes o suficiente para falar uns com os outros, inclusive os nossos pais, e buscar o seu conselho, pois "com os que se aconselham se acha a sabedoria".  Que as nossas decisões sejam tomadas em grupo, assumidas com respon¬sabilidade na rica comunhão em que Deus nos colocou.

Quarto, pensar. Embora nós devamos ceder, orar e pedir conselho, nós sempre acabamos tendo de tomar decisões. Como vimos no capítulo anterior, Deus contrabalança as suas promessas de nos guiar com a sua proibição de que nos comportemos como cavalos e mulas, que não têm entendimento.  Não vamos esperar que ele cumpra as suas promessas de nos guiar utilizando "freio e rédeas" (i.e. por meio da força) ou nos dando uma intuição irracional; ele nos guia por meio da mente que nos deu e que nos possibilita pesar cuidadosamente, em cada situação, os prós e os contras.

Quinto, esperar. É um erro apressar-se e ficar impaciente com Deus. Ele levou cerca de dois mil anos para cumprir sua promessa a Abraão no nascimento de Cristo. Levou oitenta anos preparando Moisés para o trabalho de sua vida. São necessários uns vinte e cinco anos para um ser humano chegar à maturidade. Portanto, se nós temos que tomar uma decisão dentro de um certo prazo, devemos fazê-lo. Mas, caso contrário, e se o caminho à nossa frente ainda é incerto, o mais sábio é esperar. Penso que o que Deus disse a José e Maria ao enviá-los ao Egito com o menino Jesus serve também para nós: "Permanece lá até que eu te avise."  Em minha experiência, cometem-se muito mais erros por causa de precipitação do que de protelação.

Frases e citações


Nunca devemos separar a instrução bíblica do exemplo pessoal. C.J Mahaney 

O exemplo precede o ensino. C.J Mahaney 

Do mesmo modo, cristãos praticantes (tanto genuínos quanto espúrios) têm a mesma aparência. Ambos demonstrar estar edificando vidas cristãs. Ambos ouvem as palavras de Cristo. Vão à igreja, lêem a Bíblia e escutam sermões. As profundezas de seus alicerces, no entanto, estão ocultas à vista. Somente a tempestade da adversidade nesta vida e a tempestade do juízo no último dia revelarão quem somos. John Stott 

Jesus coloca diante de nós, na conclusão do sermão do monte, a escolha radical entre obediência e desobediência. Não que possamos, é claro, ser salvos por meio de nossa obediência, mas que, se verdadeiramente somos salvos, mostremos isso através dela. John Stott 

Em nossos momentos mais sensíveis, ficamos perplexos com nossa potencialidade para o mal. John Stott 

Assim funciona a vida cristã. Entregar todo o seu ser — todos os seus desejos e todas as suas precauções — a Cristo é algo terrível, quase impossível; contudo é muito mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. O que estamos tentando fazer é continuar a ser "nós mesmos", para preservar nossa felicidade pessoal como o principal objetivo da vida e, ao mesmo tempo, ser "bons". Tentamos deixar a mente e o coração seguir seu caminho, voltados para o dinheiro, o prazer e as ambições, acreditando, apesar disso, que nos conduziremos de modo honesto, simples e humilde. C.S Lewis 

A preguiça significa mais trabalho no longo prazo. A atitude mais covarde sempre é a mais perigosa. C.S Lewis 

A vida cristã é diferente. De certo modo é mais difícil; de outro é mais fácil. Cristo diz: "Dê-me tudo. Não quero tanto de seu tempo, de seu dinheiro e de seu trabalho: quero você. Não desejo atormentar seu ser natural, e sim matá-lo. Nenhuma meia medida é boa. Não quero cortar um galho aqui e outro ali. Desejo derrubar a árvore toda. Entregue todo seu ego natural, todos os desejos, tanto os que você acha inofensivos quanto os maus — o conjunto todo. Em troca, darei a você um novo ser. Na verdade, entregarei meu próprio ser a você: minha vontade se tornará a sua vontade". C.S Lewis 

Nosso Pai celeste não estraga os seus filhos. Ele não nos revela a sua vontade, a não ser que realmente queiramos conhecê-la e expressemos esse desejo em nossas orações. John Stott 

Uma vontade que não se rende é o mais sério de todos os obstáculos para se descobrir a vontade de Deus. Se Deus não revela a sua verdade a quem não está disposto a acreditar nela, ele tampouco a revela a quem não está disposto a fazê-la. Pelo contrário, ele "guia os humildes na justiça, e ensina aos mansos o seu caminho". John Stott 

Aqueles que não aprendem a viver por Deus dificilmente morrerão por Ele. Lucas Paiva 

Às vezes nós dizemos, com um suspiro: "Ah, se eu tivesse dez vidas!" Existe um mito de que os gatos têm sete vidas; mas nós, humanos, só temos uma e não podemos duplicá-la nem fazer réplicas de nós mesmos. Daí a necessidade de descobrirmos a vontade de Deus para essa única vida que ele nos deu. John Stott 

Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor. John Piper 

Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. John Piper 

Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. John Piper 

Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo. John Piper 


O que significa ser um cristão?
“É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”. Charles Hodge 


"A Ação não surge do pensamento, mas de uma disposição para assumir responsabilidades" Dietrich Bonhoeffer 

O que faz o homem crente senão permanecer firmemente com o certo? Spurgeon 

Todos nós gostamos de novidades, e já vi alguns homens caírem no mal, como se fosse por uma mudança. Spurgeon 

Quem se acostuma a pecar não muda na velhice. Spurgeon 

Se começamos em má companhia, é difícil mudar. Spurgeon 

A glória de homens dignos está em sua consciência e não na boca dos homens - Thomas à Kempis 

Há alguns que não iriam trapacear nos negócios por nada no mundo se souberem que serão descobertos, mas podem fazê-lo sabendo que Deus vê, isto é, valorizam o olho humano muito mais do que os olhos de Deus; e pensam que é pior ser condenado pelos homens do que ser condenado por Deus. Chame-o como quiserem, mas seu nome correto é ateísmo prático. É uma desonra para Deus; é destroná-lo, é colocá-lo abaixo de suas criaturas. E o que é isso senão negar a sua Divindade? SPURGEON 

Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO. 

É melhor perder tudo do que perder a sua integridade. Spurgeon 

O que o pecado te deu? - C. H. Spurgeon 

terça-feira, maio 8

A metáfora do resgate - John Stott (1921-2011)



Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Marcos 10.45


Marcos registra três ocasiões distintas em que Jesus predisse seus sofrimentos e sua morte. Essa é a terceira. Ela é particularmente importante porque é a interpretação do próprio Senhor acerca da cruz. Portanto, é razoável supor que, se houve alguém que tenha entendido o significado de sua morte, esse alguém foi Jesus.

Para começar, ele enfatizou que sua morte seria voluntária. Anteriormente ele a havia descrito na forma passiva, a saber, que ele seria traído, rejeitado e morto. Agora, no entanto, ele diz que o Filho do homem havia vindo não para ser servido, mas para servir e dar a si mesmo. Em outras palavras, ele havia vindo não prioritariamente para viver a sua vida, mas para dá-la como o ápice de toda uma vida de serviço.

Em especial, continuou Jesus, ele havia vindo para dar a sua vida "como resgate por todos" (ITm 2.6). O que então podemos, de forma legítima, deduzir da metáfora do resgate? Primeiro, ela dá a entender que não somos capazes de assegurar a nossa libertação. Segundo, ela indica o valor do preço pago pela nossa liberação.

Como o apóstolo Pedro escreveu mais tarde, nós fomos redimidos não com prata nem ouro, "mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito" (1 Pe 1.1 9). A Páscoa está de modo bem claro na mente de Pedro. Assim como os primogênitos israelitas foram salvos pela morte de um cordeiro substituto, Cristo morreu para o nosso resgate, em nosso lugar. Terceiro, ela implica que, tendo sido adquiridos por Cristo, nós agora pertencemos a ele.

quarta-feira, maio 2

A batalha na mente – John Stott



Não basta saber o que devemos ser... Devemos ir além e estruturar nossa mente para isso. A batalha é quase sempre vencida na mente. É pela renovação de nossa mente que nosso caráter e comportamento são transformados.

Assim, as Escrituras nos chamam, vez após vez, em relação a isso, à disciplina mental. Elas nos dizem: "... tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas" (Fp 4.8).

Novamente elas afirmam: "Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl 3.1-3).

E mais uma vez afirmam: "Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acor¬do com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz" (Rm 8.5,6).

Domínio próprio é primariamente controle da mente. O que semeamos em nossa mente, colhemos em nossas ações.

Você ama realmente a Verdade? - John Stott



Amor pela verdade


"... e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça" (2Ts 2.12).

É extremamente importante observar que o oposto de "crer na verdade" é "ter prazer na injustiça". Isso acontece porque a verdade tem implicações morais e faz exigências morais.

O mal, e não o erro, é a raiz do problema. Todo o processo é horrivelmente lógico.

Primeiro, eles se deleitam na fraqueza ou "escolhem deliberadamente a pecaminosidade".

Segundo, recusam-se a crer e amar a verdade (pois é impossível amar o mal e a verdade simultaneamente).

Em terceiro lugar, Satanás se imiscui ali e os ilude.

Em quarto lugar, Deus mesmo lhes "envia" uma grande desilusão e os entrega à mentira que escolheram.

Em quinto lugar, eles são condenados e perecem.

Este é um ensinamento extremamente solene. Ele nos revela que a ladeira escorregadia começa com o amor pelo mal e depois leva, sucessivamente, à rejeição da verdade, ao logro do Demônio, ao endurecimento judicioso de Deus e à condenação final. A única maneira de estar protegido contra o engano é amar a bondade e a verdade.

sexta-feira, abril 20

Crer é também agir



Em 1972 em Londres, John Stott lançava um pequeno livro que foi referência para o cristianismo de sua época: “Your Mind Matters” que ficou conhecido em português como “Crer é também pensar”, publicado seis anos mais tarde no Brasil. Nesse livreto Stott escreveu sobre a expressa dicotomia existente entre a Fé e a Razão visando demonstrar que não são mutuamente-excludentes, mas mutuamente necessárias no exercício da fé cristã. Provavelmente o que moveu Stott a escrever esse livro foi o avanço da ideologia de que a fé cristã é uma expressão de uma crendice infundada e que não se pode explicar, e não uma Fé que Pensa e Conhece.
Essa foi a marca fundamental desse livreto, mas muitos dos seus leitores provavelmente se esqueceram do modo como o autor encerra seu livro: Ele nos convida a evitar o intelectualismo estéril da fé. Uma das grandes decepções do intelectualismo da fé é sua capacidade de conduzir cristãos à reflexão inerte, que nada faz. Esse modo de viver a fé de nada adianta: A Fé ensinada pelas Escrituras implica em ação.
Em Romanos 1.5, Paulo demonstra isso ao usar uma expressão muito interessante: “por quem [Jesus Cristo] recebemos a graça e a missão de pregar para louvor do seu nome, a obediência da fé entre todas as nações” (BJ). Essa pequena expressão é de altíssima significância:
Em primeiro lugar ela nos demonstra que a obediência da fé era o conteúdo da missão dos apóstolos. Observe que a expressão “missão de pregar” foi traduzida em outras versões (ARA, NVI) por “apostolado” em referência ao ministério de Paulo. Ou seja, por intermédio de Jesus Cristo Paulo pregava a obediência da fé entre os gentios: “Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência” (Rm.15.18; cf. Rm.10.3, 16).
Em segundo lugar ela nos ensina que para Paulo a aceitação da mensagem de Cristo é entendida como um ato de obediência à Vontade de Deus (cf. Jo.6.40). Ou seja, exercer fé (crer) para Paulo estava relacionado a uma postura prática de submissão a Deus, o que implica no abandono das vontades pessoais, a submissão às vontades do pecado e a completa sujeição ao Senhorio de Deus: “uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm.6.18); “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (Rm.6.22).
Em terceiro lugar ela nos ensina a pensar na fé como um ato essencialmente prático. É bem verdade que a fé é fundamentada não na sabedoria humana, mas no poder de Deus (1Co.2.5) que é oferecida graciosamente por Deus como um presente imerecido (Ef.2.8), mas é recebida por aqueles que “glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo” (2Co.9.13).
Portanto, temos que nos lembrar constantemente da funcionalidade da nossa fé em submissão ao nosso Deus, na realização de Sua vontade em uma vida em conformidade com Seu caráter. Não podemos ter a fé somente como um conjunto de informações sobre nossa religiosidade (credo): A Fé que recebemos nos conduz a uma vida de boas obras, que o Próprio Deus preparou para realizarmos (Ef.2.10).
Que sejamos assim: homens e mulheres cheios de fé que conduzem muitas pessoas à obediência da fé em Cristo Jesus (At.11.24).
Fonte: [ NAPEC ]

sábado, abril 7

Nas tuas mãos entrego meu espírito - John Stott



A entrega final

Jesus bradou em alta voz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
Tendo dito isso, expirou.

Lucas 23.46

Nenhum dos evangelistas disse que Jesus "morreu". Eles parecem ter deliberadamente evitado a palavra. Não querem dar a impressão de que no fim a morte o reclamou e ele teve de se render à sua autoridade. A morte não o reclamou como sua vítima; ele a capturou como vencedor sobre ela.

quarta-feira, abril 4

Frases e citações

Spurgeon
Pode uma mulher casada viver como se ainda fosse solteira? Bem, poder ela pode, eu acho; não é algo impossível. Mas é bom ela lembrar quem ela é. E só olhar para a aliança de casamento, o símbolo de sua nova vida de união com seu marido, e ela há de querer viver de acordo com sua posição de mulher casada. Pode um cristão nascido de novo viver como se ainda continuasse em seus pecados? Bem, poder, eu acho que ele pode, pelo menos por um tempo. Não é algo impossível. Mas deixe ele lembrar quem ele é. É só recordar o seu batismo, símbolo de sua nova vida de união com Cristo, e ele há de querer viver de conformidade com o compromisso. // John Stott //

Ele despedaçou um fardo após outro de nossos pecados, aquelas flechas envenenadas. Ele pisoteou cada acusação, destruindo-as completamente. As flecha diabólicas foram reduzidas a fragmentos, e os escudos infernais foram quebrados como vasos de oleiro! Jesus retirou da bainha feita no inferno a terrível espada de poder satânico e a quebrou entre os seus joelhos, assim como um homem quebra galhos secos. // Spurgeon //


A punição de nossos pecados foi suportada por Cristo. Uma completa expiação foi realizada em favor de todos os nossos pecados, por intermédio de nosso bendito Substituto. Quem nos pode acusar? Quem nos pode condenar? "Quem os condenará? 

// Spurgeon //


O maior segredo de uma vida santificada está na mente - John Stott



Devemos considerar-nos mortos para o pecado, mas vivos para Deus ( Rm 6.11 )


Se a morte de Cristo foi uma morte para o pecado (o que de fato foi), e se sua ressurreição foi uma ressurreição para Deus (e ela o foi), e se pela fé e o batismo nós nos unimos a Cristo em sua morte e ressurreição (o que de fato aconteceu), então nós mesmos morremos para o pecado e ressuscitamos para Deus. Devemos, portanto, consideramos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em (ou seja, em virtude de nossa união com) Jesus Cristo.

terça-feira, março 27

Frases e citações


Arrependimento e Fé são as duas pernas para a vida de um discípulo. Um passo atrás do outro e um não anda sem o outro. Arrependimento sem Fé é religiosidade e Fé sem Arrependimento é hipocrisia. Juan


Humildade não significa pobreza, assim como soberba não significa prosperidade. Juan


O pecado não vai levar ninguém pro inferno. Jesus já se fez pecado por nós (2CO 5:21) perdoando os pecados do primeiro ao último homem. O que leva uma pessoa ao inferno é não aceitar Jesus como governo em sua vida. É viver em Cristo, como discípulos numa vida de arrependimento, fé e santidade, que é a presença de Deus em nossas vidas. Isso sim nos dá garantia de salvação. Juan

segunda-feira, março 26

Vós sois o sal do mundo! - John Stott (1921-2011)


A afirmação é direta: "Vós sois o sal do mundo". Isto significa que, quando cada comunidade se revela tal como é, o mundo se deteriora como o peixe ou a carne estragada, enquanto que a Igreja pode retardar a sua deterioração.


É claro que Deus estabeleceu outras influências restringentes na comunidade. Em sua graça comum, ele mesmo estabeleceu certas instituições, que controlam as tendências egoístas do homem e evitam que a sociedade acabe na anarquia. A principal delas é o Estado (com a sua autoridade de estruturar e executar leis) e o lar (incluindo o casamento e a vida em família). Este: exercem uma influência sadia sobre a comunidade. Não obstante, Deus planejou que a mais poderosa coibição de todas, dentre da sociedade pecadora, fosse o seu próprio povo redimido, regenerado e justificado. Como R. V. G. Tasker o explicou, os discípulos são "chamados a ser um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos, instáveis, ou mesmo inexistentes."