terça-feira, abril 30

O ego é o deus da masturbação


Muitos afirmam que o pecado da masturbação é o que pensamos no ato, de modo que, se não pensarmos em nada ou ninguém, não estaremos pecando. Acredito não ser o pensamento a matriz do pecado da masturbação, ele fará parte do cativeiro que nos encontraremos quando prosseguimos na prática. Em meu ponto de vista, o pecado e o poder de cativeiro da masturbação é a celebração do ego, do indivíduo... tão sutil que podemos ser casados, e estarmos na prática da masturbação ao nos relacionarmos com nosso cônjuge. Como? Todas as vezes que celebrarmos o sexo como indivíduos, focando nosso próprio prazer e usando outros (objetiva ou subjetivamente) para a realização do mesmo, estamos cometendo o pecado da masturbação.


Anderson

sexta-feira, agosto 24

Adoração?! // Anderson




Música não é ministério, é ferramenta... 
Adoração não é música, é O ESTADO da vida Cristã...

As canções de adoração não deveriam conter palavras que buscam uma intimidade ou forçam uma intimidade com o Senhor, mas de palavras que revelam uma intimidade com sua Santidade, Palavra e propósito. É por isso que nos esforçamos como ministros para que o povo adore, quando nós mesmos estamos divorciados da verdadeira adoração por a reduzirmos as nossas músicas... eis a razão do braço carnal querer produzir algo que não existe de fato.

O barulho industrializado dos "louvores" não consegue mais tocar o coração de uma geração sedenta por real significado, uma geração que não consume mais os produtos da religião evangélica, filhos do Reino que não são atraídos pelas luzes da ilusão. 
Devemos discernir que estamos em um glorioso momento onde as pessoas estão despertando para o real significado de adoração, onde os ministros de "louvor" não são mais aqueles que dão ordens ou comandos para que o povo adore, pois isso demonstra uma realidade robótica e não visceral que pertence a verdadeira adoração. O Senhor está edificando seu povo em uma realidade onde somos primeiramente pessoas saturadas pela visão de um Rei que se assenta num Trono Eterno, pessoas que "SÃO" Nele e por isso fazem outros "SEREM" [...] um fluir natural da vida de Deus acontece quando nos alinhamos à essa Vida que nos arrebata em contemplação a sua Majestade, passamos a está cheios da revelação da Palavra, do entendimento de quem somos, de conhecimento Dele e não sobre Ele, passamos a ser pessoas que fluem como uma reação profunda por estarem Nele, fonte de toda Vida [...] onde a adoração passa a ser aquilo que somos, e estará longe daquilo que fazemos ou tentamos produzir com nossas próprias mãos e damos o nome de adoração [...] 

Não existirá esforço para externarmos algo que habita em nós...

terça-feira, agosto 21

Não é uma falha que nos tira de Deus, é uma vida // Anderson


Não é uma falha que nos tira de Deus, é uma vida...


Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 
1 Coríntios 6:17

"Com Ele" o pecado é um acidente // 

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. "SE", porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. 1 João 2:1

"Sem Ele" o pecado é um estado. Portanto, uma constan
te [...] que revela nosso divórcio para com Ele //

Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu.
Filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo.
Aquele que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. 
1 João 3:6-8

"Nele" nascemos para uma nova vida, a própria vida que Deus providenciou em si mesmo e nos edifica em Cristo a partir Dela //

Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. 
1 João 3:9

Anderson

segunda-feira, agosto 6

Provérbios de um discípulo // 68 //

Obter a fé é uma experiência pessoal, amadurecer a fé é uma realidade coletiva...

O amadurecimento da nossa fé não pertence ao tempo ou ao acaso [...] mas à intimidade com o Senhor e sua Palavra, à mentoria de homens piedosos, dialogo e intercâmbio geracional com homens santos em vida familiar e prática ministerial.

Nossa fé não pode ser baseada em experiência pessoal, mas no conceito definido pelas escrituras...

Santidade é uma realidade constante de vida de Deus em nós [...] quando nos deparamos com a revelação da majestade de Cristo, quando somos impactados por êxtase e maravilha através da visão correta de quem Ele é, passamos a nos conhecer Nele... assim descobrimos que santidade não é o que fazemos ou deixamos de fazer por nossa própria capacidade, percebemos e experimentamos que a vida que recebemos através de Jesus passa a reagir e a corresponder ao caráter Santo de Deus.

Santidade passa a ser um estilo de vida que adora à Deus com os olhos abertos...

Quem não possui a capacidade de ser mentoreado fará a obra do Senhor desequilibradamente...

Seriedade sexual evita danos na vida social das pessoas...

Se não vai comprar não abra o pacote...

Santidade não é uma prática, é um estado...

Santidade é adorar à Deus com os olhos abertos...

Só podemos chamar de espiritualidade cristã aquilo que é fruto de novo nascimento [...] e conformidade com Cristo.

A teologia dos homens é a da prosperidade, a teologia de Deus é a da igualdade...

A atitude de submissão a Deus e aos irmãos definem a qualidade de um ministério. 

O contrário é a realidade da maioria de nós como obreiros...

Vejo os evangélicos mancharem para Jesus há muito tempo... e não os vejo chegar a lugar algum a não ser em outra marcha...

Métodos e estratégias para a proclamação do Evangelho são válidos [...] desde que entendamos que eles não são o Evangelho.

Ser contra a homossexualidade não faz com que nossa heterossexualidade seja algo que Deus aprouve...

Nós cristãos abordamos a homossexualidade como pecado no mesmo entendimento que chamamos castidade de santidade...

Nós cristãos abordamos a homossexualidade como pecado no mesmo entendimento que chamamos castidade de santidade... precisamos ir além, não estamos lindando com produtos e rótulos, precisamos de amor e muito temor para lidar com o motivo do sacrifício vicário: O homem

A falta de intimidade e cumplicidade de um casal em seu leito conjugal é a expressão de que não existe intimidade em nenhum outro aspecto da relação...

Alguns cristãos são tão infelizes na abordagem de assuntos que se referem a homossexualidade, como se a heterossexualidade fosse a garantia da Salvação.

Santidade revela o amor, a graça e o caráter de Cristo, 

ser santo é está totalmente envolto pela beleza do Evangelho...
Não podemos confundir santidade com um cadeado que prende nossos impulsos, mas não tem poder para mudar nosso coração; santidade é um estado do ser, uma realidade que revela os céus... santidade está longe de ser uma lista de não "faço".


Provérbios de um discípulo // 67 //


O grande milagre de satanás é distorcer a beleza das dádivas de Deus para com seu povo, pois toda provisão que Deus nos concede vem acompanhada de gratidão [...] gratidão essa que reflete-se em generosidade e olhar gracioso para com os que padecem.

O grande milagre das trevas é nos ensinar como povo de Deus a chamar AVAREZA, EGOCENTRISMO e FUTILIDADE de PROSPERIDADE, pois prosperidade que vem de D
eus é de fato prosperidade quando conseguimos olhar para o lado e estender essa benção, caso contrário o maligno te venceu e a única coisa que você pensa quando se fala de prosperidade é qual será seu próximo carro.
// E por incrível que pareça os pobres e os necessitados não fazem parte da visão ministerial da Igreja da prosperidade. Nesse caso Jesus está completamente errado...
e nós ajudamos a melhorar sua obra e sua Igreja.

A Ceia não a simples celebração dos elementos, mas a celebração do Corpo e Sangue representados por elementos. Precisamos está cientes que o poder que nos regenera e nos constrói não parte dos elementos e de nossa atitude em tomá-los, mas do próprio Cristo, do seu Corpo e Sangue como "preço expiatório" e "padrão perfeito para nossa humanidade". Os elementos fazem representação de uma realidade pod
erosa , dinâmica e constante... A vida de Deus através do Cristo.

// Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.

Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre. 
João 6:55-58

O culto e a adoração que não está em mim pode não ter sentido aos domingos. Que cansemos de sofrer por vivermos assim, o Senhor quer nos amar, e nos gerar numa vida, na vida Dele... onde seremos gerados em tudo aquilo que precisamos ser, para Deus, para nós mesmos, e para o próximo.

Santidade é o que a vida de Deus constrói em nós através de Jesus, do Espírito Santo e da Palavra, santidade é uma reação ao que Deus faz em nosso coração [...] santidade nunca começa no homem como uma ação de sua própria força; ela é tudo o que o homem torna-se e faz por intermédio (reação) da ação de Deus em nosso homem interior.

sexta-feira, junho 1

Para nós SANTIDADE é sinônimo de FELICIDADE - C. H. Spurgeon



“Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor” (Sl 119.1)


BEM-AVENTURADO. O Salmista se sente tão arrebatado pela lei do Senhor, que considera como estando conformado a ele seu mais elevado ideal de bem-aventurança. Ele está olhando admirado para as belezas da lei perfeita; e, como se nesse versículo encontrasse a suma e resultado de todas suas emoções, ele exclama: “Bem-avnturado é o homem cuja vida é a transcrição prática da vontade de Deus”.

A religião genuína não é apática nem árida; ela tem suas exclamações e êxtases. Não só julgamos ser a guarda da lei de Deus uma atitude sábia e correta, mas nos sentimos ardentemente extasiados antes sua santidade, e clamamos em extasiante adoração: “Bem-aventurado são os imaculados!”. Significando com isso que ardentemente desejamos tornar-nos assim. Nosso desejo por FELICIDADE não é maior do que o de sermos PERFEITAMENTE SANTOS. É possível que o escritor tenha laborado sob o senso de sua própria falha, portanto invejando a bem-aventurança daqueles cuja vida havia sido mais perfeita e santo que a dele; aliás a própria contemplação da lei perfeita do Senhor na qual ele agora tem ingresso fosse suficiente para levá-lo a deplorar suas imperfeições pessoais e a suspirar pela bem-aventuraça de um viver sem mácula.

A religião genuína é sempre prática, pois ela não nos permite deleitar-nos numa regra perfeita sem excitar em nós profundo anelo de conforma a essa regra nossa conduta diária. Uma benção pertence aos que ouvem, lêem e entendem a Palavra do Senhor; não obstante, uma bênção ainda maior advém da real obediência a ela e concretiza em nosso andar e conversação o que aprendemos em nosso exame das Escrituras. A mais genuína bem-aventurança consiste na pureza de nosso caminho e de nossa caminhada.

Este primeiro verso constitui não só um prefácio a todo o Salmo, mas pode ser considerado como o texto sobre o qual o resto é um discurso. É semelhante à benção do primeiro Salmo, o qual é o próprio cabeçalho de todo o livro: Há certa semelhança entre este Salmo 119 e o Saltério, e este é só um ponto dele, que começa com uma benção. Neste também vemos algumas prefigurações do Filho de Davi, que começou seu grande sermão como Davi começou ser grande Salmo. É bom abrir nossa boca com bênçãos. Quando não podemos concedê-las, podemos apontar o caminho de sua obtenção; e ainda quando nem mesmo as possuamos, pode ser proveitoso contemplá-las, para que nossos desejos sejam exercitados e nossas almas movidas a buscá-las. Senhor, se não sou ainda tão abençoado ao ponto de não ser ainda contado entre os imaculados em teu caminho, contudo meditarei intensamente na felicidade que desfrutam, e a porei diante de meus olhos como uma ambição a ser concretizada em minha vida.

Do modo como Davi começa seu Salmo, os jovens deveriam começar as suas vidas; os recém-convertidos deviriam iniciar sua profissão de fé; todos os cristão deveriam começar cada dia. Assentem em seus corações como primeiro postulado e sólida regra da ciência prática que SANTIDADE é sinônimo de FELICIDADE; que nossa sabedoria consiste em primeiramente buscar o reino de Deus e sua justiça. O bom começo já é meio triunfo. Começar com uma idéia veraz de bem-aventurança é importante além de toda medida. O homem começou sendo bem-aventurado em sua inocência; e se nossa raça caída vida a ser vem aventurada outra vez, então ela deve encontrar a bem-aventurança onde ela a perdeu no princípio, ou seja, conformando-se com os mandamentos do Senhor.

O que o pecado te deu? - C. H. Spurgeon



Agora, pois, que lucro terás indo ao Egito para beberes as águas do Nilo...?

Jeremias 2.18



Por meio de uma variedade de milagres, misericórdias e livramentos, Jeová comprovou ser digno da confiança de Israel. Apesar disso, os israelitas abandonaram seu Deus vivo e verdadeiro e serviram os deuses falsos. O Senhor os reprovou constantemente por sua infidelidade. Este versículo apresenta uma ocasião em que Deus argumentava com os israelitas: "Que lucro terás indo ao Egito, para beberes as águas daquele rio barrento?" Esta afirmação poderia ser traduzida assim: "Por que vocês vagueiam tão longe e deixam a própria fonte refrescante que procede do Líbano?

Por que vocês se encontram tão presos ao erro, que não podem se contentar com aquilo que é bom e saudável; em vez disso, seguem aquilo que é mau e enganoso?" Esta é uma palavra de advertência para o crente?


Ó verdadeiro crente, chamado pela graça e lavado no sangue de Cristo, você já provou uma bebida melhor do que as águas barrentas do rio dos prazeres que este mundo pode oferecer. Você tem desfrutado da comunhão com Cristo, da alegria de ver Jesus e de repousar sua cabeça sobre o peito dEle. Diante disso, as músicas, as honras e os divertimentos deste mundo lhe proporcionam satisfação? Você já comeu o pão dos anjos; pode agora viver de cascas?

O bondoso Rutherford disse: "Já saboreei o maná do próprio Cristo; e este maná removeu de minha boca o gosto pelo pão das alegrias deste mundo". Isto também deve acontecer com você. Se você está procurando as águas do Egito, retorne imediatamente à única fonte de água viva. As águas do Nilo podem agradar os egípcios, mas lhe oferecerão apenas amargor. Por que você as procura?

Santificação é efeito e não causa da salvação – C. H. Spurgeon




Quero dizer três coisas sobre a maneira pela qual Deus nos salvou.


(I)  Nossa salvação é completa. O apóstolo diz: "Que nos salvou". Crentes em Jesus Cristo são salvos no momento que colocam sua confiança em Cristo. Eles não esperam que sejam salvos. Deus salvou completamente Seu povo. Ele o escolheu para esta salvação. O preço total da salvação desses pecadores escolhidos por Deus foi pago quando Cristo morreu por eles na cruz. Cristo disse quando pendurado na cruz: "Está consu¬mado" (João 19:30). Estávamos completamente perdidos por causa da desobediência de Adão. Fomos completamente salvos quando Cristo, o segundo Adão, terminou Sua obra redentora por nós.


(II). Meu segundo pensamento é que o texto diz: "Que nos salvou, e chamou". Será que Deus nos salvou antes de nos chamar? O texto diz que Ele assim o fez. Não sabemos que somos salvos até que o Espírito Santo opere em nossos corações, trazendo-nos a Cristo. Entretanto, no propósito de Deus e na redenção de Cristo, somos salvos antes de sermos chamados. O Senhor Jesus Cristo pagou as dívidas do Seu povo quando foi crucificado. Por conseguinte, vocês podem ver que fomos salvos antes de sermos chamados.

(III).  Deus nos chamou para uma vida santa. Aqueles pecadores pelos quais Cristo morreu são chamados pelo poder do Espírito Santo à santidade. Eles deixam seus pecados; tentam ser como Cristo. Antes de serem salvos amavam o pecado. A velha natureza deles amava tudo que era maligno. A sua nova natureza não pode pecar porque é nascida de Deus. Deus chama Seu povo à santidade. O povo de Deus não é santo porque quer que Deus o salve. Deus, através do Espírito Santo, opera a santidade nele. Portanto, o belo fruto espiritual que vemos num crente tanto é a obra de Deus quanto é o resultado da expiação pela qual Cristo o comprou. A salvação de um crente é unicamente pela graça. Deus é o autor dessa graça. Salvação tem que ser pela graça, pois não pode ser adquirida. A seqüência verdadeira é: Deus nos salvou antes de nos chamar. 

Esta ordem mostra que nossa santificação não é a causa, e sim o efeito, da nossa salvação.

quarta-feira, maio 9

Quarta // o outro lado da moeda...


E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento. Marcos 2:17


Abordaremos o outro lado da moeda...


Quando citamos esse verso pensamos automaticamente em pessoas que julgamos "santas" e as tratamos como hipócritas, e quando nos referimos aos doentes e pecadores pensamos em "irmãos" que voluntariamente vivem na prática do pecado mas são auto-comiserativas, e ambas estão erradas.


O que significa ser SÃO?
Quem são os doentes?
O que significa ser Justo?
O chamado
Os pecadores
E o arrependimento


Te esperamos...
beijão!


sexta-feira, abril 27

A Regeneração (inédito, de J.C.Ryle)



6º capítulo do livro “Nós Desatados”
De J.C.Ryle
1º Bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool



Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.(João 3: 3.)



A regeneração é um dos assuntos mais importantes de todos os tempos. As seguintes palavras do nosso Senhor Jesus Cristo a Nicodemos são muito sérias. Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3: 3.) O mundo passou por muitas mudanças desde que essas palavras foram pronunciadas. Mil e oitocentos anos se passaram. Impérios e reinados surgiram e caíram. Grandes e sábios homens nasceram, trabalharam, escreveram e morreram. Mas ali está a lei do Senhor Jesus, que permanece inalterada. E assim continuará, mesmo que céus e terra passem: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Mas o assunto de hoje é de importância peculiar aos membros da Igreja da Inglaterra[1] Muitas coisas se passaram nos últimas anos, as quais chamaram para si uma atenção especial. A mente dos homens está cheia dela e seus olhos a fixam. A regeneração tem sido discutida nos jornais. A regeneração tem sido falada em sociedades privadas. A regeneração tem sido debatida nas cortes da lei. Certamente esse é o tempo em que todo verdadeiro clérigo deve examinar-se a si mesmo neste quesito, e ter certeza de que suas opiniões estão sólidas. É chegado o tempo em que não podemos nos balançar entre duas opiniões. Devemos conhecer o que defendemos. Devemos estar prontos para explicar nossas crenças. Quando a verdade é atacada, aqueles que a amam devem agarrá-la mais firmemente do que nunca.

Proponho nesse papel atentar para três questões:

I. Primeiro, explicar o que é Regeneração, ou o que nascer de novo significa.
II. Segundo, apresentar a necessidade da Regeneração.
III. Terceiro, expor os sinais e as evidências da Regeneração.

Se conseguir esclarecer esses três pontos, terei prestado um grande serviço aos meus leitores.

I. Primeiro, explicar o que é Regeneração, ou o que nascer de novo significa.
Regeneração é a mudança no coração e na natureza humanos pela qual um homem passa quando ele se torna um verdadeiro cristão.

Não há dúvida alguma de que existe uma imensa diferença entre aqueles que professam e os que se autointitulam cristãos. Por trás de toda disputa, existem sempre duas classes de cristãos aparentes: os que são cristão apenas no nome e na forma e os que são cristãos em obras e em verdade. Nem todos os judeus eram realmente judeus, assim como nem todos os cristãos são realmente cristãos. “Na igreja manifesta”, afirma um artigo da Igreja da Inglaterra, “o mau estará sempre misturado ao bom".

Alguns, como o Artigo 39 declara, são “ruins e estão isentos de uma fé viva", outros, ainda conforme o artigo diz, são feitos conforme a imagem do único filho de Deus, Jesus Cristo, e caminham corretamente em boas obras. Alguns adoram a Deus de forma pífia, outros O fazem em espírito e em verdade. Alguns dão seu coração a Deus, outros o dão ao mundo. Alguns acreditam na Bíblia e vivem conforme suas ordenanças, outros, não. Alguns pecam e condoem-se por isso, outros, não. Alguns amam o Cristo, confiam nEle e servem-nO, outros, não. Resumindo, como pregam as Escrituras, alguns andam pelo caminho estreito, outros, pelo largo; alguns são os bons peixes da rede do Evangelho, outros, os ruins; alguns são o trigo no campo de Cristo, outros, o joio.[2]

Acredito que homem algum, estando ele com os olhos bem abertos, deixará de enxergar isso, tanto na Bíblia quanto no mundo que o rodeia.  Seja lá o que ele pense sobre o assunto que escrevo, ele não pode simplesmente negar que existe uma diferença.

Agora, qual é a explicação dessa diferença? Respondo sem hesitar: regeneração ou nascer de novo. Respondo que verdadeiros cristãos são como são porque foram regenerados, e cristãos formais são como são porque não são regenerados.  O coração do cristão foi verdadeiramente mudado.  Já o coração do cristão apenas no nome, não sofreu alterações. A mudança no coração faz toda a diferença.[3]

Tal mudança no coração é continuamente relatada na Bíblia, sob vários emblemas e figuras.

Ezequiel identifica-a por "tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” e "dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo." (Ezequiel 11:19; 36:26.).

O apóstolo João algumas vezes a chama por “nascido de Deus”, outras vezes por “nascido de novo" e, ainda, por "nascido pelo Espírito" (Jo 1:13, 3:3,6.).

O apóstolo Pedro, em Atos, chama de “arrependei-vos e convertei-vos.” (At 3:19.).

A epístola aos Romanos fala sobre ela como sendo “ressurretos dentre os mortos." (Rm 6: 13.).

A segunda epístola aos Coríntios chama de “nova criatura:  as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Co 5: 17.).

A epístola dos Efésios fala sobre ela como a ressurreição juntamente com Cristo:  Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2: 1); como “despojeis do velho homem, que se corrompe, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef. 4: 22, 24.).

A epístola dos Colossenses chama por “uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos; e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou(Cl 3: 9, 10.).

A epístola de Tito chama de “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.” (Tt 3: 5.).

A primeira epístola de Pedro fala sobre isso como “daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (I Pe 2: 9.).

E a segunda epístola, como “coparticipantes da natureza divina (II Pe 1: 4.).

A primeira epístola de João chama por “passamos da morte para a vida.” (I Jo 3: 14.).

Todas essas expressões, no final, significam a mesma coisa.  Elas todas são a mesma verdade, apenas vistas de lados diferentes.  E todas têm o mesmo e único significado.  Elas descrevem a mudança radical do coração e da natureza humana – uma perfeita mudança e transformação do interior humano - uma participação na ressurreta vida de Cristo; ou, tomando emprestadas as palavras do Catecismo da Igreja da Inglaterra, "Uma morte para o pecado e um novo nascimento para a retidão."[4]

Essa mudança no coração do verdadeiro cristão é perfeita e completa, tão completa que nenhuma outra palavra se encaixaria tão perfeitamente do que "regeneração” ou “novo nascimento”. Sem dúvida alguma não é nenhuma alteração corporal, externa, mas, indubitavelmente, uma alteração por completo no interior humano.  Ela não adiciona nenhuma outra faculdade mental ao homem, mas certamente dá uma nova disposição e inclinação às capacidades que ele já possui. Seu querer é tão novo, seu gosto é novo, suas opiniões são novas, sua forma de ver o pecado, o mundo, a Bíblia, o Cristo é tão nova, que ele se torna um novo homem em todas as suas intenções e propósitos. Tal mudança faz surgir um novo ser. Pode muito bem ser chamado de “nascido de novo”.

Essa mudança não é sempre dada aos cristãos ao mesmo tempo em que se convertem.  Alguns nascem de novo ainda crianças e parecem, assim como Jeremias e João Batista, preenchidos com o Espírito Santo já desde o ventre de suas mães.  Alguns nascem de novo numa idade mais avançada.  A maior parte dos Cristãos provavelmente nasce de novo depois que crescem. Já a vasta multidão de pessoas, e isso é de recear, chega à cova sem nem mesmo ter nascido de novo.

Essa mudança no coração nem sempre começa da mesma formanaqueles que passam pelo novo nascimento depois que crescem.Com alguns, como o apóstolo Paulo e o carcereiro em Filipo, foi uma mudança súbita e violenta, ocorrida com grande aflição de espírito. Com outros, como Lídia e Tiatira, foi mais suave e gradual: seus invernos tonaram-se primavera de forma quase imperceptível por elas. Com alguns a mudança é trazida pelo Espírito trabalhando através de aflições e visitas providenciais.Com outros, e provavelmente aqui se encontra o grande número de verdadeiros cristãos, a Palavra de Deus, pregada ou escrita, é o meio pelo qual são influenciados.[5]

Essa mudança só pode ser conhecida e discernida pelos seus frutos. Seus começos são algo escondido e secreto. Não podemos vê-los. Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz da forma mais clara: O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3: 8.) Saberíamos se estivéssemos regenerados? Devemos tentar responder à questão examinando o que sabemos sobre os efeitos da regeneração. Esses efeitos são sempre os mesmos. Os caminhos pelos quais verdadeiros cristãos são levados, passando por grandes mudanças, certamente são vários. Mas o estado do coração e da alma para o qual eles são levados é sempre o mesmo. Pergunte-os o que eles acham sobre o pecado, Cristo, santidade, o mundo, a Bíblia e a oração e você os verá como uma única mente.

Essa mudança nenhum homem pode dar a si mesmo ou a outro.  Isso seria tão razoável quanto esperar que os mortos se levantassem ou pedir para que um artista desse vida a uma estátua de mármore.Os filhos de Deus "não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1:13). Algumas vezes a mudança é designada por Deus, o Pai: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança." (I Pe 1:3). Algumas vezes atribuída a Deus, o Filho: O Filho vivifica aqueles que (Ele) quer.” (Jo 5: 21.) Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dEle.” (I Jo 2: 29.) Algumas vezes é atribuída ao Espírito Santo, e Ele é, verdadeiramente, o grande agente pelo qual ela é sempre efetuada: “O que é nascido do Espírito, é espírito.(Jo : 6.) Mas o homem não tem poder algum para trabalhar na mudança. Algumas vezes ela está longe, muito longe de seu alcance. “A condição do homem depois da queda de Adão,” diz o décimo artigo da Igreja da Inglaterra, "é tamanha que ele não pode mudar-se a si mesmo pela sua própria força e trabalho, mas pela fé e clamando por Deus”.  Nenhum ministro na terra pode dar graça a alguém de sua congregação pelo seu próprio juízo.  Ele pode pregar tão verdadeiramente e fielmente quanto Paulo e Apolo, mas de Deus “veio o crescimento" (I Co 3: 6.) Ele pode batizar com água no nome da Trindade, mas a não ser que o Santo Espírito acompanhe e abençoe a ordenação, não haverá morte para o pecado, tampouco nascimento para a retidão. Apenas Jesus, a Cabeça da Igreja, pode batizar com o Espírito Santo. Abençoados e felizes são aqueles que têm tanto o batismo interno quanto o externo.[6]

Acredito que o relato precedente da Regeneração seja bíblico e correto. É essa mudança de coração que distingue a marca de um verdadeiro cristão, a companhia invariável de uma fé justificada em Cristo, a inseparável consequência de uma união vital com Ele e a raiz e o princípio de uma santificação do corpo. Peço a meus leitores que ponderem bem antes de irem mais além. É de extrema importância que nossas visões estejam claras nesse ponto, sobre o que a regeneração verdadeiramente é.

Eu sei bem que muitos não permitirão que a Regeneração seja aquilo que eu acabei de descrever.  Eles dirão que a sentença que acabei de dar é, por definição, muito forte.  Alguns defendem que Regeneração significa apenas o acesso a um estado de privilégios eclesiásticos ao tornar-se membro da igreja, mas que não significa uma mudança no coração.  Alguns nos dizem que um homem regenerado tem certo poder dentro dele que o permite arrepender-se e acredita que seus pensamentos se encaixam, mas que ainda precisa de uma mudança mais ampla a fim de tornar-se um verdadeiro cristão.  Alguns dizem que há diferença entre regeneração e nascer de novo.  Outros dizem que há diferença entre nascer de novo e conversão.

A tudo isso, tenho uma simples resposta, ei-la: não consigo encontrar tal forma de regeneração falada em qualquer lugar da Bíblia. A regeneração que significa apenas admissão a um estado de privilégio eclesiástico pode ser antigo e primitivo, pelo que eu saiba. Mas algo mais do que isso é preciso. Alguns textos claros da Escritura são necessários, e tais textos ainda precisam ser encontrados.

Essa noção de regeneração é completamente inconsistente com o que João nos dá em sua primeira epístola. Ela torna necessária a invenção de uma teoria ineficaz de que existem duas regenerações, e é altamente calculada com o intuito de confundir as mentes de pessoas sem conhecimento e introduzir falsas doutrinas. É um conceito que parece não corresponder a solenidade com a qual nosso Senhor introduz o assunto a Nicodemos. Quando Ele disse “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, Ele quis se referir que não poder ver o reino de Deus o que não é admitido para um estado de privilégio eclesiástico? Certamente Ele quis dizer muito mais do que isso. Tal espécie de regeneração um homem pode ter, como Simão, o Mago, e, mesmo assim, nunca ser salvo. Essa regeneração ladrão arrependido jamais poderia ter sentido ou experimento, mas mesmo assim, se acha ao Reino de Deus. Com certeza Ele quis dizer uma mudança de coração. Quanto à ideia de que existe alguma distinção entre ser regenerado e ser nascido de novo, essa não terá investigação. É de senso comum entre todos os que conhecem grego, que essas duas expressões significam a mesma coisa.

Para mim, realmente, parece existir muitos conflitos de ideias e apreensões indistintas na mente humana quanto a essa questão - o que a regeneração realmente é - e todas surgindo simplesmente por não aderirem à Palavra de Deus. Que um homem é admitido a um estado de grande privilégio quando ele se torna membro de uma pura Igreja de Cristo, isso eu não nego em momento algum.Que sua alma está numa posição muito melhor e bem mais vantajosa do que se não pertencesse à igreja, isso eu nem sequer questiono. Que uma larga porta foi aberta perante sua alma, a qual não é posta diante do pagão, isso eu posso claramente ver.Mas em momento algum vejo a Bíblia nomeando esse acontecimento como Regeneração. E não encontro um único texto na Escritura que autorize tal suposição. É muito importante na teologia distinguir as coisas que se diferem. Os privilégios na Igreja são uma coisa; a Regeneração, outra. Quanto a mim, não ouso confundi-las.[7]

Estou bem ciente de que grandes e bons homens tem se agarrado a essa baixa visão da Regeneração advertida por mim.[8] Mas quando a doutrina do eterno Evangelho está em jogo, não posso chamar nenhum homem de mestre. As palavras do velho filósofo nunca devem ser esquecidas: Eu amo Platão, eu amo Sócrates, mas amo a verdade mais do que a ambos”. Digo sem hesitar que aqueles que defendem a visão de que existem duas regenerações, não são capazes de trazer nenhum texto claro que comprove isso. Acredito firmemente que nenhum leitor da Bíblia jamais encontraria esse ponto de vista; e isso me é suficiente para suspeitar de que essa é uma ideia da cabeça humana. A única regeneração que vejo nas escrituras não é uma mudança de estado, mas de coração. Essa é a visão, mais uma vez afirmo, que o Catecismo da Igreja prega quando fala de “morte para o pecado e novo nascimento para a retidão”, e é nessa visão que eu acredito.

A doutrina diante de nós é de vital importância.  Não é problema de nomes, palavras ou formas sobre o que escrevo.  Se seremos salvos, isso é algo que devemos sentir e saber por experiência, cada um por si só. Tentemos nos familiarizar com isso. Não deixemos que o rumor e a fumaça da controvérsia desvie nossa atenção de nossos corações.  Nossos corações estão mudados? É um trabalho difícil discutir, argumentar e disputar sobre regeneração se, no final, não sabemos nada sobre ela.

II. Deixe-me mostrar, em segundo lugar, a necessidade que temos em ser regeneradores ou nascidos de novo.

Essa necessidade fica mais clara através das palavras do nosso Senhor Jesus Cristo, no terceiro capítulo do evangelho de João.Nada pode ser mais claro e positivo do que o que Ele fala a Nicodemos: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. “Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo" (Jo: 3: 3, 7.)

As razões para essa necessidade são o pecado e a corrupção excessiva de nossos corações primitivos. As palavras de Paulo aos Coríntios são perfeitas: Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura (I Co 2: 14.) Assim como os rios correm para a foz, faíscas voam pelos céus e pedras caem no chão, assim o coração do homem naturalmente se inclina para o mal. Amamos os inimigos de nossas almas e odiamos os amigos delas. Nós chamamos o bem de mau e o mau de bom. Regozijamo-nos no pecado, mas não vemos prazer algum em Cristo. Não apenas cometemos pecado, mas também o amamos. Não precisamos somente limpar-nos da culpa do pecado, mas também precisamos ser libertos de seu poder. O tom natural, o preconceito e a correnteza de nossas mentes devem ser completamente alterados. A imagem de Deus, que foi manchada pelo pecado, deve ser restaurada. A desordem e a confusão que reina em nós devem ser posta de lado. As primeiras coisas já não devem mais ser as últimas, nem as últimas as primeiras. O Espírito deve deixar entrar a luz em nossos corações, colocar tudo em seu devido lugar e criar coisas novas.

Sempre deve ser lembrado que existem duas coisas distintas que o Senhor Jesus Cristo faz para todo pecador salvo por Ele. Ele o lava de todos os seus pecados com o Seu próprio sangue e dá o perdão de graça: isso é justificação. Ele coloca o Espírito Santo no seu coração e faz dele uma pessoa completamente nova: isso é regeneração.

Ambas são absolutamente necessárias para a salvação. A mudança de coração é tão necessária quanto o perdão; e o perdão é tão necessário quanto a mudança de coração. Sem o perdão, não temos nem o direito nem o título para irmos ao céu. Sem a mudança, não deveríamos estar reunidos nem prontos para desfrutar do céu, mesmo se chegarmos nele.

Regeneração e justificação nunca andam separadas.  Nunca são encontradas isoladas.  Todo homem justificado também é regenerado, e todo homem regenerado é justificado.  Quando o Senhor Jesus Cristo dá ao homem remissão dos pecados, Ele também dá arrependimento.  Quando Ele concede paz com Deus, Ele também concede "poder para se tornar filho de Deus”.  Existem duas grandes máximas do glorioso Evangelho que nunca devem ser esquecidas.  Uma é: “Quem crer e for batizado será salvo (Mc 16:16.), a outra: “E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle (Rm 8: 9.)

O homem que nega a necessidade universal da regeneração sabe pouquíssimo sobre a corrupção do coração.  Aquele que fantasia que o perdão é tudo o que precisamos para chegarmos ao céu, e não vê que o perdão sem a mudança de coração é um presente inútil, é um cego.  Bendito seja Deus, pois ambos nos são oferecidos gratuitamente pelo Evangelho de Cristo e porque Jesus está apto e disposto a nos dar tanto um, quanto outro!

A A grande maioria das pessoas no mundo não vêem nada, não sentem nada e não sabem nada de religião como deveriam.  Como e por que isso ocorre, não é a presente questão.  Apenas a coloco no consciente de cada leitor deste volume. Não é isso verdade?

Diga-lhes sobre o pecado em muitas ações que eles praticam continuamente, e o que é geralmente a resposta? "Eles não vêemmal algum".

Avise-os sobre o grande perigo pelo qual suas almas passam, o pouco tempo que tem, a proximidade da eternidade, a incerteza da vida, a realidade do julgamento. Eles não sentem medo.

Pregue-lhes sobre a necessidade de um Salvador poderoso, amoroso e divino e sobre a impossibilidade de serem salvos do inferno, exceto pela fé nEle. Tudo cai de pisado e morto em seus ouvidos. Eles não vêem tamanha barreira entre eles e o céu.