terça-feira, abril 30

O ego é o deus da masturbação


Muitos afirmam que o pecado da masturbação é o que pensamos no ato, de modo que, se não pensarmos em nada ou ninguém, não estaremos pecando. Acredito não ser o pensamento a matriz do pecado da masturbação, ele fará parte do cativeiro que nos encontraremos quando prosseguimos na prática. Em meu ponto de vista, o pecado e o poder de cativeiro da masturbação é a celebração do ego, do indivíduo... tão sutil que podemos ser casados, e estarmos na prática da masturbação ao nos relacionarmos com nosso cônjuge. Como? Todas as vezes que celebrarmos o sexo como indivíduos, focando nosso próprio prazer e usando outros (objetiva ou subjetivamente) para a realização do mesmo, estamos cometendo o pecado da masturbação.


Anderson

terça-feira, agosto 7

TESTEMUNHO // Soberba espiritual // Evangélica de porta de buteco?


Testemunho/Soberba espiritual

De alguns meses pra cá tenho observado algumas pessoas e me deparei com alguns irmãos soberbos espiritualmente.

Quando lia ou escutava testemunho das pessoas, sempre ficava de cara como Deus pode resgatar as pessoas mais desgraçadas e limpá-las como se fosse lãs das mais branquinhas, rs, e pensava nem tenho testemunho, minha vida é sem farsas sou quase uma imaculada gospel hahahahah, e cá estou para contar o meu testemunho e um breve estudo que fiz em relação a soberba espiritual.

Dos poucos que me conhecem sabem, que eu tenho um poucos menos do que 3 anos de cristã, de crente como se diz minha mãe e a maioria dos meus conhecidos, mais na realidade eu nasci novamente, me converti de fato a uns 8 meses.

No final do ano de 2011 tive momentos de pura agonia e estresse, sabe quando tudo o que você fez e tudo o que você já tentou acobertar são jogados no ventilador cerca de segundos? Foi bem isso o que aconteceu, muita merda junta sendo jogadas no ventilador, a máscara literalmente caiu, hahahah. Entrei em crise, desespero total e em um momento de tristeza profunda ouvi a voz do Pai me dizendo que eu teria 2 escolhas: ou eu continuava sendo “evangélica” de porta de buteco ou eu morria de uma só vez para esse mundo. E hoje em dia vejo que foi necessária essa cagada toda na minha vida pra que eu acordasse de uma só vez.

Não se espantem com esses termos irmãos, mais eu falo de mim oks? Eu me via e vivia assim. E o que era uma evangélica de porta de buteco? Era fingir para os outros e para mim mesma que eu era crente quando era conveniente para mim, exemplo: Eu ia para os cultos na quarta e no domingo, ficava sentada ouvindo as pregações do meu Pastor e falando amem, amem, amem, era totalmente automático. Passava esse “tempo” com Deus, cantarolava umas musiquinhas de crente, e achava que estava na presença de Deus, que eu estava cheia de vida, no entanto quando surgia alguma festinha ou se alguém me chamasse pra beber onde eu estava? Na igreja orando? Ahahahah não mesmo eu dizia sim, e irmãos, por favor, não me entenda mal, não sou contra festinhas, shows, eventos em geral, mais a partir do momento que aquilo me tira do foco de Cristo e me transforma em outra pessoa tanto no falar, agir, ser, imediatamente temos que analisar o fato de você estar presentes nesses locais ou não.  E eu ia pra essas festinhas me divertir, tomar umas doses de vodkas bem generosas para encobrir minha “tristeza”.

Diversas vezes eu escutava: Crente bebe? Crente fuma? Crente (me desculpa a palavra, mais era o que eu ouvia) crente “trepa”? E eu na minha santa imaculada ignorância, falava que sim, que não tinha nada haver, que não era só porque a pessoa era evangélica que tinha que se privar dessas coisas, não tinha noção do que eu estava falando e afirmava isso irmão, eu afirmava que uma vida assim era muito boa.

Não tinha base, não tinha conhecimento, não respeitava a Santidade de Cristo, não sabia eu o que Deus estava preparando pra mim, hahahah.

Até que depois de muito tempo nessa vida, a tristeza acabou me consumindo, um vazio que eu infelizmente não conseguia preencher mais com festas de Dubstep, hip hop, rock, ragga e outras mixarias que tem aqui no DF, nem com pinga, dose de vodka, doce, bala seja lá que tipo de entorpecente eu usasse, não adiantava de nada, a tristeza permanecia, no dia seguinte o vazio gritava maior do que qualquer sensação momentânea, qualquer viagem que as drogas e a bebida poderia me causar, podia passar a noite bebendo litros e mais litros de cerveja que não adiantavam mais de nada, as festas já não tinha aquele brilho pra mim, aquela galera meio que zumbizando no meio da pista, tentando provar pra elas mesmas de que são felizes, aquilo irmão foi como uma voadora na minha cabeça.

sexta-feira, junho 1

A Maior Tentação Para Aqueles Que São Zelosos Em Avançar o Cristianismo



Orgulho espiritual é a principal porta pela qual o diabo entra nos corações daqueles que são zelosos em avançar o cristianismo. É a mais importante enseada de fumaça da cova sem fundo, a escurecer a mente e iludir o discernimento. É a fonte principal de todo o dano que o diabo introduz, obstruindo e impedindo a obra de Deus.
O orgulho espiritual tende a falar dos pecados de outras pessoas com amargura ou com riso e leviandade e certo ar de desprezo. Mas a pura humildade cristã tende a estar calada sobre estes problemas ou falar deles com aflição e compaixão.

O orgulho espiritual é muito hábil em suspeitar dos outros, mas um cristão humilde é muito mais cauteloso quanto a si mesmo.

Ele não desconfia de nada mais no mundo do que do seu próprio coração.
A pessoa orgulhosa tende a achar falta em outros crentes, a ver que eles estão fracos na graça, e a gastar tempo observando quão frios e mortos eles estão. São rápidos em notar as deficiências deles.

Mas o cristão humilde tem tanto a fazer em sua própria casa, vê tanto mal no seu próprio coração e está tão preocupado com isso que ele não tem tempo para estar muito ocupado com outros corações.

Ele tende a considerar os outros melhores do que ele mesmo.

sexta-feira, maio 11

A Heresia do Egocentrismo // John MacArhtur




"Não negligencieis a prática do bem
e a mútua cooperação [koinonia]"
Hebreus 13.16

Por  John MacArhtur  
.
O egocentrismo não tem lugar na igreja. Nem devíamos dizer isso, mas, desde o alvorecer da era apostólica até hoje, o amor próprio em todas as suas formas tem prejudicado incessantemente a comunhão dos santos. Um exemplo clássico e antigo de egocentrismo fora de controle é visto no caso de Diótrefes. Ele é mencionado em 3 João 9-10, onde o apóstolo diz: "Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja".
.
Diótrefes anelava ser o preeminente em sua congregação (talvez até mais do que isso). Portanto, ele via qualquer outra pessoa que tinha autoridade de ensino – incluindo o apóstolo amado – como uma ameaça ao seu poder. João havia escrito uma carta de instrução e encorajamento à igreja, mas, por causa do desejo de Diótrefes por glória pessoal, ele rejeitou o que o apóstolo tinha a dizer. Evidentemente, ele reteve da igreja a carta de João. Parece que ele manteve em segredo a própria existência da carta. Talvez ele a destruiu. Por isso, João escreveu sua terceira epístola inspirada para, em parte, falar a Gaio sobre a existência da carta anterior.
.
Na verdade, o egoísmo de Diótrefes o tornou culpado do mais pernicioso tipo de heresia: ele rejeitou ativamente e se opôs à doutrina apostólica. Por isso, João condenou Diótrefes em quatro atitudes: ele rejeitou o ensino apostólico; fez acusações injustas contra um apóstolo; foi inóspito para com os irmãos e excluiu aqueles que não concordavam com seu desafio a autoridade de João. Em todo sentido imaginável, Diótrefes era culpado da mais obscura heresia, e todos os seus erros eram frutos de egocentrismo.
.
Em nosso estado caído, estado de carnalidade, somos todos assediados por uma tendência para o egocentrismo. Isto não é uma ofensa insignificante, nem um pequeno defeito de caráter, nem uma ameaça irrelevante à saúde de nossa fé. Diótrefes ilustra a verdade de que o amor próprio é a mãe de todas as heresias. Todo falso ensino e toda rebelião contra a autoridade de Deus estão, em última análise, arraigados em um desejo carnal de ter a preeminência – de fato, um desejo de reivindicar para si mesmo aquela glória que pertence legitimamente a Cristo. Toda igreja herética que já vimos tem procurado suplantar a verdade e a autoridade de Deus com seu próprio ego pretensioso.
.
De fato, o egocentrismo é herético porque é a própria antítese de tudo que Jesus ensinou ou exemplificou. E produz sementes que dão origem a todas as outras heresias imagináveis.
.
Portanto, não há lugar para egocentrismo na igreja. Tudo no evangelho, tudo que igreja tem de ser e tudo que aprendemos do exemplo de Cristo golpeia a raiz do orgulho e do egocentrismo humano.
.
Koinonia 
.
As descrições bíblicas de comunhão na igreja do Novo Testamento usam a palavra grega koinonia. O espírito gracioso que essa palavra descreve é o extremo oposto do egocentrismo. Traduzida diferentemente por "comunhão", "compartilhamento", "cooperação" e "contribuição", esta palavra é derivada dekoinos, a palavra grega que significa "comum". Ela denota as ideias de compartilhamento, comunidade, participação conjunta, sacrifício em favor de outros e dar de si para o bem comum.
.
Koinonia era uma das quatro atividades essenciais que mantinha os primeiros cristãos juntos: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão [koinonia], no partir do pão e nas orações" (At 2.42). O âmago da "comunhão" na igreja do Novo Testamento era culto e sacrifício uns pelos outros, e não festividade ou funções sociais. A palavra em si mesma deixava isso claro nas culturas de fala grega. Ela foi usada em Romanos 15.26 para falar de "uma coleta em benefício dos pobres" (ver também 2 Co 9.3). Em 2 Coríntios 8.4, Paulo elogiou as igrejas da Macedônia por "participarem [koinonia] da assistência aos santos". Hebreus 13.16 diz: "Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]". Claramente, o egocentrismo é hostil à noção bíblica de comunhão cristã.
.
Uns aos outros
.
Esse fato é ressaltado também pelos muitos "uns aos outros" que lemos no Novo Testamento. Somos ordenados: a amar "uns aos outros" (Jo 13.34-35; 15.12, 17); a não julgar "uns aos outros" e ter o propósito de não por tropeço ou escândalo ao irmão (Rm 14.13); a seguir "as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19); a ter "o mesmo sentir de uns para com os outros" e acolher "uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus" (Rm 15.5, 7). Somos instruídos a levar "as cargas uns dos outros" (Gl 6.2); a sermos benignos uns para com os outros, "perdoando... uns aos outros" (Ef 4.32); e a sujeitar-nos "uns aos outros no temor de Cristo" (Ef 5.21). Em resumo, "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
.
No Novo Testamento, há muitos mandamentos semelhantes que governam nossos relacionamentos mútuos na igreja. Todos eles exigem altruísmo, sacrifício e serviço aos outros. Combinados, eles excluem definitivamente toda expressão de egocentrismo na comunhão de crentes.
.
Cristo como cabeça de seu corpo, a igreja
.
No entanto, isso não é tudo. O apóstolo Paulo comparou a igreja com um corpo que tem muitas partes, mas uma só cabeça: Cristo. Logo depois de afirmar, enfaticamente, a deidade, a eternidade e a proeminência absoluta de Cristo, Paulo escreveu: "Ele é a cabeça do corpo, da igreja" (Cl 1.18). Deus "pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo" (Cl 1.22-23). Cristãos individuais são como partes do corpo, existem não para si mesmos, mas para o bem de todo o corpo: "Todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Ef 4.16).
.
Além disso, cada parte é dependente de todas as outras, e todas estão sujeitas à Cabeça. Somente a Cabeça é preeminente, e, além disso, "se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1 Co 12.26).
.
Até aquelas partes do corpo aparentemente insignificantes são importantes (vv. 12-20). "Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?" (vv. 18-19).
.
Qualquer evidência de egoísmo é uma traição de não somente o resto do corpo, mas também da Cabeça. Essa figura torna o altruísmo humilde em virtude elevada na igreja – e exclui completamente qualquer tipo de egocentrismo.
.
Escravos de Cristo
.
A linguagem de escravo do Novo Testamento enfatiza, igualmente, esta verdade. Os cristãos não são apenas membros de um corpo, sujeitos uns aos outros e chamados à comunhão de sacrifício. Somos também escravos de Cristo, comprados com seu sangue, propriedade dele e, por isso, sujeitos ao seu senhorio.
.
Escrevi um livro inteiro sobre este assunto. Há uma tendência, eu receio, de tentarmos abrandar a terminologia que a Escritura usa porque – sejamos honestos – a figura de escravo é ofensiva. Ela não era menos inquietante na época do Novo Testamento. Ninguém queria ser escravo, e a instituição da escravidão romana era notoriamente abusiva.
.
No entanto, em todo o Novo Testamento, o relacionamento do crente com Cristo é retratado como uma relação de senhor e escravo. Isso envolve total submissão ao senhorio dele, é claro. Também exclui toda sugestão de orgulho, egoísmo, independência ou egocentrismo. Está é simplesmente mais uma razão por que nenhum tipo de egocentrismo tem lugar na vida da igreja.
O próprio senhor Jesus ensinou claramente este princípio. Seu convite a possíveis discípulos foi uma chamada à total autorrenúncia: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lc 9.23).
.
Os doze não foram rápidos para aprender essa lição, e a interação deles uns com os outros foi apimentada com disputas a respeito de quem era o maior, quem poderia ocupar os principais assentos no reino e expressões semelhantes de disputas egocêntricas. Por isso, na noite de sua traição, Jesus tomou uma toalha e uma bacia e lavou os pés dos discípulos. Sua admoestação para eles, na ocasião, é um poderoso argumento contra qualquer sussurro de egocentrismo no coração de qualquer discípulo: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.14-15).
.
Foi um argumento do maior para o menor. Se o eterno Senhor da glória se mostrou disposto a tomar uma toalha e lavar os pés sujos de seus discípulos, então, aqueles que se chamam discípulos de Cristo não devem, de maneira alguma, buscar preeminência para si mesmos. Cristo é nosso modelo, e não Diótrefes.
.
Não posso terminar sem ressaltar que este princípio tem uma aplicação específica para aqueles que estão em posições de liderança na igreja. É um lembrete especialmente vital nesta era de líderes religiosos que são superestrelas e pastores jovens que agem como estrelas de rock. Se Deus chamou você para ser um presbítero ou mestre na igreja, ele o chamou não para sua própria celebridade ou engrandecimento. Deus o chamou a fazer isso para a glória dele mesmo. Nossa comissão é pregar não "a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos [escravos], por amor de Jesus" (2 Co 4.5).
.
Fonte: [ Editora Fiel ] 

sexta-feira, abril 27

Uma marreta sobre a cabeça do orgulho - John Bunyan (1628-1688)



Já aconteceu de a Palavra vir a mim por meio de uma frase aguçada e penetrante sobre os dons que Deus me deu. Por exemplo: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine" (lCoríntios 13.1, ARA).

Embora o címbalo que retine possa produzir uma melodia que inflame o coração, o címbalo não tem vida; embora possa produzir uma música maravilhosa, pode ser triturado e jogado fora.

Assim é com aquele que tem dons, mas não tem a graça salvadora. Cristo pode usar pessoas talentosas para influenciar almas; no entanto, quando termina de usá-las, pode pendurá-las como objeto sem vida. Essas observações são como marreta sobre a cabeça do orgulho e do desejo de vangloria. "O quê!?", pensei. "Devo orgulhar-me por ser um címbalo que retine? Não seria aquele que possui o mínimo da vida de Deus mais que um desses instrumentos?"