terça-feira, dezembro 18
terça-feira, agosto 21
Boas razões para se mudar de congregação // Jason Helopoulos
“Que direito você teria para mudar de igreja?”. Ainda me lembro de ouvir essa questão sendo perguntada pelo meu professor de eclesiologia do seminário. É uma boa pergunta, uma que nos beneficiaria responder. E como Kevin DeYoung recentemente falou em seu blog, há um mandato bíblico e há razões práticas para se comprometer com a membresia de uma igreja local. Tendo firmado esse compromisso, sair dele não deve ser feito de qualquer forma. Claro que existem, sim, razões para deixar uma igreja local. Mas quais são elas? Tenho pensado sobre isso nos últimos dez anos e aqui está a minha tentativa de responder essa pergunta:
Boas razões para se mudar – Os quatro P’s
1. Mudança Providencial – se o meu trabalho, família ou vida me fez sair do Rio de Janeiro para morar em Niterói e eu provavelmente deveria procurar uma nova igreja local em Niterói, quanto mais se eu me mudasse de Porto Alegre para Recife. É bom e correto pertencer a uma igreja local em compromisso com irmãos e irmãs em minha própria “vizinhança”.
2. Plantação de uma nova igreja – Talvez eu não tenha mudado de cidade, mas talvez a igreja a qual eu pertenço decidiu me enviar junto com outros para plantar uma nova igreja em determinada área. Note porém que eu estou sendo enviado pela minha igreja, não saindo com um grupo porque estou insatisfeito ou acho que é melhor para nós.
3. A Pureza se perdeu – Isso pode ocorrer de várias formas, mas normalmente acontece quando a Palavra não é mais pregada. Pode ser o ensino de heresias, a falta de leitura ou pregação da Bíblia ou alguma manifestação mais proeminente do pensamento moderno de que a Palavra não é mais vista como suficiente; é usada como um tempero para a mensagem da semana ao invés da dieta pela qual a congregação é alimentada e suprida. Entretanto, devemos tomar cuidado aqui; a paciência deve sempre ser exercitada e eu devo sempre sondar meu coração para saber se não estou “fazendo tempestade em copo d’água”.
4. A Paz da igreja está ameaça pela minha presença – É difícil sugerir essa “razão” por medo de que abusem dela, por ser a “razão” mais subjetiva. Porém, há casos em que um indivíduo ou uma família podem se tornar um estorvo para o ministério da igreja local, e o melhor é que o indivíduo/ a família se mudem. Se essa é a razão que me faz pensar em mudar de igreja, então preciso refletir e discernir se é por causa de pecados que eu mesmo tenho cometido. Se esse for o caso, então preciso me arrepender prontamente, ao invés de querer me mudar. Essa “razão” deve sempre ser pensada com muito cuidado.
Possíveis razões para se mudar – Os três E’s
1. Esposa - Uma esposa (ou esposo) não crente ou que não freqüenta a igreja não deseja fazer parte dessa igreja, mas tem vontade de freqüentar uma outra com você.
2. Necessidades Especiais – Toda família tem necessidades especiais, então isso deve ser pensado com cuidado. Um exemplo é uma família que tem um filho deficiente e uma outra igreja local tem um grande ministério com deficientes que pode nos ajudar.
3. Dons Especiais – Alguma outra igreja local da área talvez tenha pedido que você use seus dons e talentos especiais em seus cultos para edificação do corpo (tocador de órgão, por exemplo). Nunca decida sobre isso sozinho. Se essa é uma razão que te faz pensar em mudar de igreja, facilmente você pensará muito bem de si mesmo e correrá para a grama mais verde. Isso é algo que sempre deve ser levado à liderança da sua igreja atual e pensado em conjunto.
terça-feira, agosto 7
TESTEMUNHO // Soberba espiritual // Evangélica de porta de buteco?
De alguns meses pra cá tenho
observado algumas pessoas e me deparei com alguns irmãos soberbos
espiritualmente.
Quando lia ou escutava testemunho
das pessoas, sempre ficava de cara como Deus pode resgatar as pessoas mais
desgraçadas e limpá-las como se fosse lãs das mais branquinhas, rs, e pensava
nem tenho testemunho, minha vida é sem farsas sou quase uma imaculada gospel
hahahahah, e cá estou para contar o meu testemunho e um breve estudo que fiz em
relação a soberba espiritual.
Dos poucos que me conhecem sabem,
que eu tenho um poucos menos do que 3 anos de cristã, de crente como se diz
minha mãe e a maioria dos meus conhecidos, mais na realidade eu nasci
novamente, me converti de fato a uns 8 meses.
No final do ano de 2011 tive
momentos de pura agonia e estresse, sabe quando tudo o que você fez e tudo o
que você já tentou acobertar são jogados no ventilador cerca de segundos? Foi
bem isso o que aconteceu, muita merda junta sendo jogadas no ventilador, a
máscara literalmente caiu, hahahah. Entrei em crise, desespero total e em um
momento de tristeza profunda ouvi a voz do Pai me dizendo que eu teria 2
escolhas: ou eu continuava sendo “evangélica” de porta de buteco ou eu morria
de uma só vez para esse mundo. E hoje em dia vejo que foi necessária essa
cagada toda na minha vida pra que eu acordasse de uma só vez.
Não se espantem com esses termos
irmãos, mais eu falo de mim oks? Eu me via e vivia assim. E o que era uma
evangélica de porta de buteco? Era fingir para os outros e para mim mesma que
eu era crente quando era conveniente para mim, exemplo: Eu ia para os cultos na
quarta e no domingo, ficava sentada ouvindo as pregações do meu Pastor e
falando amem, amem, amem, era totalmente automático. Passava esse “tempo” com
Deus, cantarolava umas musiquinhas de crente, e achava que estava na presença
de Deus, que eu estava cheia de vida, no entanto quando surgia alguma festinha
ou se alguém me chamasse pra beber onde eu estava? Na igreja orando? Ahahahah
não mesmo eu dizia sim, e irmãos, por favor, não me entenda mal, não sou contra
festinhas, shows, eventos em geral, mais a partir do momento que aquilo me tira
do foco de Cristo e me transforma em outra pessoa tanto no falar, agir, ser,
imediatamente temos que analisar o fato de você estar presentes nesses locais
ou não. E eu ia pra essas festinhas me
divertir, tomar umas doses de vodkas bem generosas para encobrir minha
“tristeza”.
Diversas vezes eu escutava:
Crente bebe? Crente fuma? Crente (me desculpa a palavra, mais era o que eu
ouvia) crente “trepa”? E eu na minha santa imaculada ignorância, falava que
sim, que não tinha nada haver, que não era só porque a pessoa era evangélica
que tinha que se privar dessas coisas, não tinha noção do que eu estava falando
e afirmava isso irmão, eu afirmava que uma vida assim era muito boa.
Não tinha base, não tinha
conhecimento, não respeitava a Santidade de Cristo, não sabia eu o que Deus
estava preparando pra mim, hahahah.
Até que depois de muito tempo
nessa vida, a tristeza acabou me consumindo, um vazio que eu infelizmente não
conseguia preencher mais com festas de Dubstep, hip hop, rock, ragga e outras
mixarias que tem aqui no DF, nem com pinga, dose de vodka, doce, bala seja lá
que tipo de entorpecente eu usasse, não adiantava de nada, a tristeza
permanecia, no dia seguinte o vazio gritava maior do que qualquer sensação
momentânea, qualquer viagem que as drogas e a bebida poderia me causar, podia
passar a noite bebendo litros e mais litros de cerveja que não adiantavam mais
de nada, as festas já não tinha aquele brilho pra mim, aquela galera meio que
zumbizando no meio da pista, tentando provar pra elas mesmas de que são felizes,
aquilo irmão foi como uma voadora na minha cabeça.
segunda-feira, junho 11
Não Confunda Conhecimento e Sucesso com Maturidade
Não Confunda Conhecimento e Sucesso com Maturidade | |
Paul Tripp |
Paul Tripp é o presidente de Paul Tripp Ministries, organização sem fins lucrativos cujo slogan de missão é "Conectando o poder transformador de Jesus Cristo à vida diária". É também professor de vida e cuidado pastoral no Redeemer Seminary, em Dallas (Texas), e diretor executivo do Center for Pastoral life and Care, em Fort Worth (Texas). É casado há muitos anos com Luella, e têm quatro filhos adultos.
Eu não somente cedi à tentação de permitir que o ministério pastoral se tornasse a minha identidade, mas também cai em duas outras tentações.
Deixei a proficiência bíblica e o conhecimento teológico definirem minha maturidade. No ministério, é muito fácil admitir uma redefinição sutil, mas importante, do que é e do que faz a maturidade espiritual. Essa definição tem suas raízes no que pensamos sobre o que é o pecado e o que ele faz. Muitos pastores têm a falsa definição de maturidade que resulta da aculturação acadêmica do seminário.
O seminário tende a academizar a fé, torná-la um mundo de ideias que precisam ser dominadas, por isso os alunos aceitam facilmente a crença de que maturidade bíblica se refere à precisão de conhecimento teológico e à proficiência bíblica. Todavia, maturidade espiritual não é algo que você faz como sua mente (embora isso seja um elemento importante). Maturidade diz respeito ao modo como vivemos. É possível ser teologicamente perspicaz e imaturo. É possível conhecer muito bem a Bíblia e ser necessitado de crescimento espiritual significativo.
Graduei-me com honras no seminário. Ganhei prêmios acadêmicos. Eu imaginava que era maduro e sentia-me mal compreendido e mal interpretado por todos que não compartilhavam de meu discernimento. De fato, vi aqueles momentos de confrontação como perseguição que um indivíduo enfrenta quando se dedica ao ministério do evangelho. Em essência, eu entendia de modo errado o pecado e a graça. O pecado não é, em primeira instância, um problema intelectual. O pecado é, primeiramente, um problema moral. É minha rebelião contra Deus, minha busca para ter, para mim mesmo, a glória de Deus. O pecado não é, principalmente, uma quebra de um conjunto abstrato de regras. É, ante de tudo, a quebra do relacionamento com Deus. Visto que eu quebrei este relacionamento, é natural e fácil que eu me rebele contra Deus.
Portanto, não é apenas a minha mente que precisa ser renovada pelo ensino bíblico correto, meu coração também precisa ser resgatado pela poderosa graça do Senhor Jesus Cristo. O resgate de meu coração é tanto um evento (justificação) como um processo (santificação). O seminário não resolve o meu problema mais profundo – o pecado. Pode contribuir para a solução, mas pode também cegar-me para a verdadeira condição por sua tendência de redefinir maturidade. Maturidade bíblica nunca diz respeito ao que sabemos, mas sempre ao modo como a graça emprega o que chegamos a saber para transformar a nossa maneira de viver.
Pense em Adão e Eva. Eles não desobedeceram a Deus porque eram intelectualmente ignorantes dos mandamentos de Deus. Ultrapassaram conscientemente os limites estabelecidos por Deus, porque buscaram a posição de Deus. A guerra espiritual do Éden foi travada no campo dos desejos do coração. Considere Davi. Ele não tomou Bate-Sabe para si e planejou livrar-se de seu marido porque ignorava as proibições de Deus contra adultério e assassinato. Agiu porque, em algum momento, não se importou com o que Deus queria. Davi teria o que seu coração desejava, não importando o custo.
Ou pense o que significa ser sábio. Há enorme diferença entre conhecimento e sabedoria. Conhecimento é um entendimento exato da verdade. Sabedoria é entender e viver à luz de como a verdade se aplica às situações e aos relacionamentos de nossa vida diária. Conhecimento é o exercício de nosso cérebro. Sabedoria é o compromisso de nosso coração que leva à transformação da vida.
Embora eu não o soubesse, entrei no ministério pastoral com uma ideia não bíblica sobre maturidade bíblica. De uma maneira que agora me assusta, eu pensava que minha posição era certa. Por isso, quando minha esposa, Luella, me confrontava com amor e fidelidade, o fato é que eu não estava apenas sendo defensivo. E me convenci de que ela tinha um problema. Costumava usar meu conhecimento bíblico e teológico para defender a mim mesmo. Eu era um desastre e não tinha ideia disso.
Sucesso não é necessariamente uma aprovação
Confundi sucesso no ministério com aprovação de Deus quanto ao meu viver. O ministério pastoral era estimulante, em muitas maneiras. A igreja estava crescendo numericamente, e as pessoas pareciam crescer em sua vida espiritual. Pareciam cada vez mais comprometidas em ser parte de uma comunidade espiritual vibrante. E vimos pessoas vencerem batalhas do coração com a graça de Deus. Fundamos uma escola cristã que estava crescendo e expandindo sua reputação e influência.
Nem tudo era tranquilidade. Houve momentos dolorosos e árduos, mas eu começava meus dias com o senso de que Deus me chamara para cumprir este ministério. Estava liderando uma comunidade de fé, e Deus estava abençoando nossos esforços. Mas usei essas bênçãos da maneira errada. Sem saber que eu o estava fazendo, tomei a fidelidade de Deus para mim, para seu povo, para a obra de seu reino, para seu plano de redenção e para sua igreja como uma aprovação de mim mesmo. Minha perspectiva dizia: "Eu sou um dos caras bons, e Deus está por trás de mim em tudo isso". De fato, eu diria para Luella (isto é embaraçador, mas preciso admitir): se eu fosse um cara tão mau, por que Deus estaria abençoando tudo em que ponho as mãos?
Deus não estava agindo porque aprovava minha maneira de viver, e sim por causa de seu zelo por sua própria glória e sua fidelidade às promessas de graça para seu povo. Deus tem autoridade e poder para usar qualquer instrumento que ele escolhe, da maneira que escolhe. O sucesso no ministério é sempre mais uma afirmação sobre Deus do que uma afirmação sobre as pessoas que ele usa para cumprir seus propósitos. Entendi tudo errado. Tomei daquilo que eu não podia fazer o crédito que eu não merecia. Fiz tudo girar em torno de mim; por isso, não me via como alguém destinado ao desastre e em profunda necessidade do regate da graça de Deus. Eu era um homem que necessitava de graça resgatadora. Por meio da fidelidade de Luella e das perguntas perscrutadoras de meu irmão, Tedd, Deus fez exatamente isso.
Eu não somente cedi à tentação de permitir que o ministério pastoral se tornasse a minha identidade, mas também cai em duas outras tentações.
Deixei a proficiência bíblica e o conhecimento teológico definirem minha maturidade. No ministério, é muito fácil admitir uma redefinição sutil, mas importante, do que é e do que faz a maturidade espiritual. Essa definição tem suas raízes no que pensamos sobre o que é o pecado e o que ele faz. Muitos pastores têm a falsa definição de maturidade que resulta da aculturação acadêmica do seminário.
O seminário tende a academizar a fé, torná-la um mundo de ideias que precisam ser dominadas, por isso os alunos aceitam facilmente a crença de que maturidade bíblica se refere à precisão de conhecimento teológico e à proficiência bíblica. Todavia, maturidade espiritual não é algo que você faz como sua mente (embora isso seja um elemento importante). Maturidade diz respeito ao modo como vivemos. É possível ser teologicamente perspicaz e imaturo. É possível conhecer muito bem a Bíblia e ser necessitado de crescimento espiritual significativo.
Graduei-me com honras no seminário. Ganhei prêmios acadêmicos. Eu imaginava que era maduro e sentia-me mal compreendido e mal interpretado por todos que não compartilhavam de meu discernimento. De fato, vi aqueles momentos de confrontação como perseguição que um indivíduo enfrenta quando se dedica ao ministério do evangelho. Em essência, eu entendia de modo errado o pecado e a graça. O pecado não é, em primeira instância, um problema intelectual. O pecado é, primeiramente, um problema moral. É minha rebelião contra Deus, minha busca para ter, para mim mesmo, a glória de Deus. O pecado não é, principalmente, uma quebra de um conjunto abstrato de regras. É, ante de tudo, a quebra do relacionamento com Deus. Visto que eu quebrei este relacionamento, é natural e fácil que eu me rebele contra Deus.
Portanto, não é apenas a minha mente que precisa ser renovada pelo ensino bíblico correto, meu coração também precisa ser resgatado pela poderosa graça do Senhor Jesus Cristo. O resgate de meu coração é tanto um evento (justificação) como um processo (santificação). O seminário não resolve o meu problema mais profundo – o pecado. Pode contribuir para a solução, mas pode também cegar-me para a verdadeira condição por sua tendência de redefinir maturidade. Maturidade bíblica nunca diz respeito ao que sabemos, mas sempre ao modo como a graça emprega o que chegamos a saber para transformar a nossa maneira de viver.
Pense em Adão e Eva. Eles não desobedeceram a Deus porque eram intelectualmente ignorantes dos mandamentos de Deus. Ultrapassaram conscientemente os limites estabelecidos por Deus, porque buscaram a posição de Deus. A guerra espiritual do Éden foi travada no campo dos desejos do coração. Considere Davi. Ele não tomou Bate-Sabe para si e planejou livrar-se de seu marido porque ignorava as proibições de Deus contra adultério e assassinato. Agiu porque, em algum momento, não se importou com o que Deus queria. Davi teria o que seu coração desejava, não importando o custo.
Ou pense o que significa ser sábio. Há enorme diferença entre conhecimento e sabedoria. Conhecimento é um entendimento exato da verdade. Sabedoria é entender e viver à luz de como a verdade se aplica às situações e aos relacionamentos de nossa vida diária. Conhecimento é o exercício de nosso cérebro. Sabedoria é o compromisso de nosso coração que leva à transformação da vida.
Embora eu não o soubesse, entrei no ministério pastoral com uma ideia não bíblica sobre maturidade bíblica. De uma maneira que agora me assusta, eu pensava que minha posição era certa. Por isso, quando minha esposa, Luella, me confrontava com amor e fidelidade, o fato é que eu não estava apenas sendo defensivo. E me convenci de que ela tinha um problema. Costumava usar meu conhecimento bíblico e teológico para defender a mim mesmo. Eu era um desastre e não tinha ideia disso.
Sucesso não é necessariamente uma aprovação
Confundi sucesso no ministério com aprovação de Deus quanto ao meu viver. O ministério pastoral era estimulante, em muitas maneiras. A igreja estava crescendo numericamente, e as pessoas pareciam crescer em sua vida espiritual. Pareciam cada vez mais comprometidas em ser parte de uma comunidade espiritual vibrante. E vimos pessoas vencerem batalhas do coração com a graça de Deus. Fundamos uma escola cristã que estava crescendo e expandindo sua reputação e influência.
Nem tudo era tranquilidade. Houve momentos dolorosos e árduos, mas eu começava meus dias com o senso de que Deus me chamara para cumprir este ministério. Estava liderando uma comunidade de fé, e Deus estava abençoando nossos esforços. Mas usei essas bênçãos da maneira errada. Sem saber que eu o estava fazendo, tomei a fidelidade de Deus para mim, para seu povo, para a obra de seu reino, para seu plano de redenção e para sua igreja como uma aprovação de mim mesmo. Minha perspectiva dizia: "Eu sou um dos caras bons, e Deus está por trás de mim em tudo isso". De fato, eu diria para Luella (isto é embaraçador, mas preciso admitir): se eu fosse um cara tão mau, por que Deus estaria abençoando tudo em que ponho as mãos?
Deus não estava agindo porque aprovava minha maneira de viver, e sim por causa de seu zelo por sua própria glória e sua fidelidade às promessas de graça para seu povo. Deus tem autoridade e poder para usar qualquer instrumento que ele escolhe, da maneira que escolhe. O sucesso no ministério é sempre mais uma afirmação sobre Deus do que uma afirmação sobre as pessoas que ele usa para cumprir seus propósitos. Entendi tudo errado. Tomei daquilo que eu não podia fazer o crédito que eu não merecia. Fiz tudo girar em torno de mim; por isso, não me via como alguém destinado ao desastre e em profunda necessidade do regate da graça de Deus. Eu era um homem que necessitava de graça resgatadora. Por meio da fidelidade de Luella e das perguntas perscrutadoras de meu irmão, Tedd, Deus fez exatamente isso.
sexta-feira, junho 1
Humildade: Verdadeira Grandeza - C.J Mahaney
A ambição que temos a respeito de nossos filhos
A ambição que temos a respeito de nossos filhos
Se você é pai ou mãe, peço-lhe que considere cuidadosamente a influência que tem sobre seus filhos e a sua responsabilidade para com eles. Que ambições você tem a respeito deles? Quase todos os pais têm este sentimento, entretanto, quantos nutrem ambições bíblicas para seus filhos?
As suas ambições para seu filho ou sua filha incluem uma certa vocação ou determinado nível de educação? Uma graduação numa determinada faculdade? Reconhecimento profissional, atlético ou artístico? Se este é o caso, permita-me fazer a seguinte indagação: Alguma destas ambições está de acordo com a verdadeira grandeza da forma como ela é definida nas Escrituras?
E uma pergunta ainda mais importante: Na sua opinião, algumas das coisas que você deseja para seus filhos é mais importante do que o cultivo deles da humildade e do serviço aos outros – a base da verdadeira grandeza, conforme é descrita na Bíblia? Algumas de suas ambições para eles é mais importante para você do que eles aprenderem a servir aos outros para a glória de Deus? Em outras palavras, você está mais interessado em reconhecimento temporal para seu filho do que na recompensa eterna que ele pode ter?
No fim das contas, ser pai ou mãe, na maior parte do tempo é isto – é preparar os filhos para o dia final. Ser pai ou mãe é uma preparação para aquele dia, quando seu filho estará diante do tribunal de Cristo e prestará contas.
Sendo um exemplo para nossos filhos
Sendo um pai que também é um colega pecador, deixe-me explorar com você o que significa aceitar a verdadeira grandeza como nossa ambição para nossos filhos. Para ajudar seu filho a se tornar verdadeiramente grande aos olhos de Deus, eis algumas recomendações – não é uma lista completa, mas espero que seja útil para você.
Em primeiro lugar, os pais devem ser um exemplo de grandeza para seus filhos. O exemplo precede o ensino. Não podemos ensinar ou treinar nossos filhos sem oferecer um padrão, ou um modelo para eles seguirem. Não estou dizendo que devemos ser infalíveis, não se trata de perfeição. Estou falando simplesmente da presença da graça em nossa vida, demonstrada regularmente através do serviço aos outros para a glória de Deus.
De fato, o ensino eficiente envolve explicar aos nossos filhos aquilo que eles já observam em nossa vida. Nunca devemos separar a instrução bíblica do exemplo pessoal.
Se você quer adotar esta ambição para seus filhos – a verdadeira grandeza aos olhos de Deus – é preciso começar pelo exame de sua própria vida e perguntar a si mesmo: Para meus filhos, sou um exemplo da verdadeira grandeza, conforme ela é definida nas Escrituras?
Definindo a verdadeira grandeza para nossos filhos
Em segundo lugar, também devemos definir a verdadeira grandeza para nossos filhos de forma clara. Os seus filhos entendem a definição bíblica da verdadeira grandeza como Jesus explica em Marcos 10, e do modo como a vemos ser ensinada em outras passagens das Escrituras?
Um exercício que merece a nossa dedicação é o seguinte: Peça que seus filhos lhe digam o que significa a verdadeira grandeza. Nesta interação com eles você descobrirá se eles têm um entendimento bíblico da grandeza, e se não tiverem, você precisa defini-la para eles. Precisa ensinar-lhes que a grandeza não equivale ao sucesso, ao talento, à habilidade, ao poder ou ao aplauso. Ela equivale a servir aos outros. Isto é sinônimo de humildade.
Algo mais para pensar: Como o seu filho ou a sua filha responderiam se outro adulto lhes perguntasse: “Quem seus pais admiram mais e por quê?” Se não estiver certo da resposta, faça você mesmo a pergunta.
Ensinando nossos filhos a admirar a verdadeira grandeza
Em terceiro lugar, devemos ensinar nossos filhos a discernir e admirar a verdadeira grandeza. Veja outra pergunta para nossos filhos: “Quem vocês admiram e por quê?” A resposta deles dirá muito.
Nossa cultura celebra todos os dias aqueles que claramente não são grandes aos olhos de Deus. E até certo ponto, nossos filhos não escapam da influência do mundo. Entretanto, eles possuem habilidade para enxergar através desta propaganda enganosa? São capazes de desvia sua atenção destes falsos heróis e admirar aqueles que são verdadeiramente grandes, segundo a definição bíblica?
Eu poderia indicar de várias maneiras de nossa cultura bajular e glorificar os que não merecem – especialmente na ampla categoria do entretenimento que inclui atores, atletas e músicos profissionais. No que se refere à admiração e ao desejo de se igualarem a estas celebridades, os seus filhos estão sendo, sutil e lentamente, conformados a este mundo?
Recomendo que você não elogie qualquer coisa com mais intensidade do que elogia o caráter piedoso de seu filho. Aconselho e encorajo meu filho a buscar realizações acadêmicas e prêmios atléticos. Porém, nos alegramos com real celebração, em nossa casa, somente quando há uma demonstração de humildade, de caráter piedoso, ou quando ele serve aos outros.
terça-feira, maio 29
5 duras verdades para implantadores de igrejas // Pense híbrido
veja a relação das 5 duras verdades para implantadores de igrejas
por Dustin Neeley
Garotos Bons, Garotos Maus
Sim ou não? Preto ou Branco? Futebol ou Pólo?
A maioria de nós prefere um mundo no qual os garotos bons usam bonés brancos e os garotos maus usam bonés pretos, mas normalmente não é este o caso. A verdade, normalmente, se encontra em algum lugar intermediário.
Creio que o mesmo seja verdade em relação à implantação de igrejas.
No mundo de hoje onde o interesse em implantação de igrejas explodiu, muitos movimentos e denominações propagandeiam suas marcas como se elas fossem “o caminho” para se obter sucesso na implantação. Entretanto, por causa do nosso mundo caído, nenhum de nós está completamente certo sobre nenhum assunto.
Além disto, implantadores de igrejas são conhecidos por rotularem uns aos outros. Em qualquer reunião, não é incomum ouvir os caras perguntando um ao outro, “Então, você é um seguidor do Piper ou do Andy Stanley?” ou então “Você crê nas igrejas nos lares ou nas grandes igrejas?”. Ao ter este tipo de questões respondidas, nós imediatamente formamos uma opinião sobre o nosso irmão e a “legitimidade” do ministério dele à luz de nossas próprias pressuposições, e consequentemente colocamos em dúvida qualquer coisa que possa vir a dizer.
Além disto, implantadores de igrejas são conhecidos por rotularem uns aos outros. Em qualquer reunião, não é incomum ouvir os caras perguntando um ao outro, “Então, você é um seguidor do Piper ou do Andy Stanley?” ou então “Você crê nas igrejas nos lares ou nas grandes igrejas?”. Ao ter este tipo de questões respondidas, nós imediatamente formamos uma opinião sobre o nosso irmão e a “legitimidade” do ministério dele à luz de nossas próprias pressuposições, e consequentemente colocamos em dúvida qualquer coisa que possa vir a dizer.
Eu creio que as Escrituras colocam limites apropriados para o que é e o que não é aceitável em nome do ministério evangélico. E todos nós poderíamos debater sobre a legitimidade de se colocar um tanque no palco para se ilustrar um ponto do sermão. Mas meu medo é que gastemos tempo de mais tentando descobrir a que “tribo” nós pertencemos e acabemos falhando na tarefa de ouvirmos e aprendermos com tribos que não sejam as nossas. Com certeza você pode discordar de alguns elementos do ministério de outro pastor, mas será que isso significa que qualquer coisa que venha deste ministério deva ser automaticamente descartada devido à sua origem?
Pense Híbrido
Eu gostaria de te encorajar a tomar um caminho diferente: PENSE HÍBRIDO.
Dictionary.com define “híbrido” como “qualquer coisa derivada de fontes heterogêneas, ou composta de elementos de tipos diferentes. Por exemplo, um híbrido do mundo acadêmico e dos negócios”
Eu creio que podemos aplicar de forma efetiva este tipo de pensamento em quase todas as áreas da vida e do ministério – da contextualização, metodologia e filosofia de ministério à pregação e pequenos grupos. “Pensar híbrido” é beber de poços diversos ao invés de beber de apenas um. Assim, podemos maximizar os pontos fortes de nossos heróis enquanto minimizamos suas fraquezas, ao invés de as reproduzirmos em nossos ministérios.
Poe exemplo, meu próprio método de implantação de igreja foi influenciado por todo mundo, desde Mark Driscoll a John MacArthur passando por Andy Stanley, Mark Dever e Neil Cole. Estes são nomes que normalmente você não ouve na mesma frase, a menos que a frase também inclua as palavras “em uma jaula de ferro enfrentamento mortal”, mas todos estes irmãos têm algo para nos ensinar e nós seríamos sábios se considerássemos e guardássemos seus conselhos.
Seja Humilde e Aprenda com Outros
Para caminhar em direção do “pensar híbrido”, eu quero te encorajar as seguintes disciplinas:
1. Leia e ouça de forma ampla.
Implantadores de igrejas e pastores tendem a ouvir apenas aqueles com quem eles concordam. Isso pode parecer gratificante no começo, mas pode acabar por abafar a criatividade e reproduzir no seu ministério o mesmo tipo de “pontos cegos” presentes no ministério dos nossos heróis. Seja corajoso. Leia um livro ou subscreva a um podcast de alguém que esteja fora da sua tribo para ver o que Deus pode te ensinar. Leve o que você puder e deixe o resto para trás. Ao fazer isso, deixe o processo moldar suas convicções e pensamentos.
2. Faça amizade com alguém de outra “tribo”
Uma coisa é discordar de um livro escrito por alguém que você não conhecerá até se encontrarem no céu, outra coisa é tomar café da manhã com esse cara. Marque um café da manhã com um cara na sua cidade que você saiba não é como você, e veja o que Deus pode te ensinar através deste encontro.
3. Seja humilde.
sexta-feira, maio 25
segunda-feira, abril 2
A Humildade Cristã e a definição mundana de humildade
Michael J. Kruger
Uma das objeções mais comuns feitas às reivindicações absolutas do cristianismo é de que os cristãos são arrogantes. Os cristãos são arrogantes ao afirmar que estão certos, arrogantes ao afirmar que os outros estão errados; arrogantes ao afirmar que a verdade pode ser conhecida. Infelizmente, no meio de tais acusações, ninguém se preocupa em perguntar que definição de humildade está sendo usada. Ao longo dos anos, a definição de humildade sofreu uma gradual, mas ainda assim profunda, mudança. Especialmente na comunidade intelectual. Atualmente, humildade se tornou, basicamente, sinônimo de outra palavra: incerteza. Estar incerto é ser humilde. Estar certo é ser arrogante. Assim, o pecado capital no mundo intelectual é afirmar saber alguma coisa com certeza.
quinta-feira, março 22
Deseje ser o menor - C. H. Spurgeon
“A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo”.
Ef. 3:8
O Apostolo Paulo sentia que era para ele um enorme privilégio poder pregar todo o evangelho. Não olhava para seu ministério entre os gentios como algo penoso e árduo, mas penetrou nele com enorme entusiasmo e espontaneidade. No entanto, Paulo por muito agradecido que estivesse quanto ao seu novo ofício, seu sucesso sempre lhe seria uma humilhação.
Quanto mais cheio estiver um vaso, mais fundo se tornam suas águas. Pessoas vãs podem mesmo ser indulgentes nesta questão de conceitos e preconceitos sobre habilidades, pois nunca são provados pelas mesmas. Mas qualquer obreiro sério e seriamente locomovido, logo aprende a arte das suas próprias fraquezas. Caso busque ser humilde, experimente trabalhar arduamente. Quando conseguir considerar sua inutilidade total, tente então fazer algo grandioso por Jesus.
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