quarta-feira, abril 17

Provérbios de um discípulo - 106 -

Viver a fé em Jesus do "nosso jeito" {...} é praticar incredulidade e desobediência do "jeito de satanás". Jesus Cristo é Senhor e Rei.

Sem o impacto transformador nas estruturas sociais, a plantação da uma Igreja é vista com menos alegria que a abertura de um bar.

A missão da Igreja não é plantar Igrejas.

- Plantamos muitas Igrejas, geramos pouca Transformação -

Nossos pensamentos irão se transformar em sentimentos, nossos sentimentos se transformarão em palavras, nossas palavras serão movimento, vida. Então, pense certo.

Tudo aquilo que Deus não nos direciona a fazer é ídolo. É fácil discernir, só precisamos observar a forma com a qual nos relacionamos com isso (...) e com a ameaça de perde-lo.

Infelizmente, o lar é o mais hostil dos campos missionários.

Infelizmente, o lar é o mais hostil dos campos missionários (...) Onde a vida possui mais poder que as "palavras". Nos campos extra-locais é mais fácil lidar com ouvintes desconhecidos, onde nossas "palavras" não são confrontadas com nossa vida.

Prosperidade não é aquilo que recebemos (...), mas aquilo que Deus realiza através de nós. Prestaremos conta de tudo que recebemos, pois Deus nada concede em desconexão com sua missão. Os recursos de Deus são missionários, possuem propósito definido

Como Igreja, nossa missão não é falar, é falar a "Vida" que recebemos, na "Verdade" que aplicamos, no "Caminho" que caminhamos. Jesus não é tese, doutrina ou ideal.

A oração não alcançará o que a obediência não tenha lançado o fundamento.

Eu não acredito na "Teologia da prosperidade", acredito na "Prosperidade de Deus". A "Teologia da prosperidade" é egocêntrica, diz respeito ao indivíduo, a "Prosperidade de Deus" é missionária, recebe com responsabilidade e propósito.

- O poder de resistir as trevas só é concedido aos que sujeitam-se a Deus -

Onde existe desobediência a Deus, há acesso livre as trevas em nossa vida. A luta não é contra as trevas, é contra nós mesmos, não é para vencermos o mal, mas para perdermos para nós mesmos ao nos submetermos a Deus, sendo gerados Naquele que já trinfou sobre todos.


- As trevas recuam onde existe obediência a Deus -

Uma oração sobre uma área especifica de nossa vida só surtirá efeito se estivermos em obediência as Escrituras naquela mesma área. Nenhuma oração burlará a necessidade de submissão ao que Deus já disse.


A vitória sobre o pecado só é possível aos que perderam para Deus. 1 João 3:6

Não colheremos o que a obediência não plantou. Jeremias 1:12

Anderson

Provérbios de um discípulo - 105 -

O sistema religioso não gera filhos, as pessoas são apenas informações a serem deletadas no momento da discordância. Pessoas vem, pessoas vão e as estruturas da Igreja permanecem para "sempre".

Não perderemos nada se nos humilharmos, perderemos tudo se nos exaltarmos.

Filhos espirituais não gerados por mera doutrina, visão ou manipulação. Não chame de filhos aqueles que seus joelhos e lágrimas não geraram.

Me fizeram a pergunta: Anderson, você é um cristão reformado?

Respondi: Não!, sou um cristão reformado, neo-pentecostal, ortodoxo, liberal, missional e acima de tudo, utópico... Minha fé diz que John MacArthur e Rick Joyner habitam no mesmo Corpo, o Corpo que Jesus constrói, onde a única heresia é desconhecer o próprio Corpo. João 11:52


A vida devocional materializa Cristo em nossas ações cotidianas. Sem isso, nossa espiritualidade é totalmente descartável, desnecessária aos homens e improdutiva ao Reino de Deus.

A vida devocional que não revela Cristo demonstra nossa necessidade de humilhação, pois o orgulho nos entregou os méritos.

Aquele que é amado incentiva-se à mudança, portanto, quem não se dá ao amor, não pode levar mudança a vida de alguém.

Certezas improdutivas são mentiras completas.

Quando supervalorizamos a doutrina acima das pessoas, perdemos a humanidade e transformamos o evangelho num ideal, e todo ideal tem as pessoas como meio de realização, fazendo com que elas sejam descartáveis quando não se adequam.
Diga o que disser o nosso entendimento teológico, uma coisa é certa: "Onde Jesus Cristo for Senhor, temos um irmão".  1 Coríntios 12:3-4

A falta de "santidade relacional" entre o casal faz com que um seja estranho ao outro, afetando assim, todas as áreas da vida conjugal. O sexo se torna para a mulher uma arma pela qual ela manipula a vontade do marido, para o homem o sexo perde toda a beleza, sendo apenas instinto animal e necessidade a ser saciada, de modo que, a mulher é apenas um meio, um instrumento de prazer.

Se existe amor para o sexo, porque não existe amor para assumir a pessoa que afirmamos amar através do sexo? Se não existe amor para assumir uma aliança, o amor do sexo é apenas pretexto para uma necessidade fisiológica.

O namoro só é algo possível no matrimônio. Deveríamos renomear o que chamamos de namoro para "ilusão de ótica".

Se existe amor para o sexo, porque não assumir a relação?

Se não existe amor para uma aliança, porque o sexo tem nome de amor?

- O sexo tem as cores do inferno -

O paradoxo da religiosidade: "Sexo é bom e o diabo gosta". Deus criou o homem, satanás criou o sexo, o prazer e os órgãos sexuais. Quanto mais alienado ao sexo, mais espirituais. Será?!...
Sexo não é culpa, é celebração. A culpa está em fazer o uso de algo lícito de uma forma ilícita.

Por perdemos o significado central da missão de Deus, um grande sofisma tem nos devorado sem piedade, fazendo com que pensemos que "missão" é a "expansão de nossas estruturas" como Igreja, que missão é o que a Igreja faz para si mesma, e não o que Deus faz através dela.

"Santo" é aquele que coloca seus pecados diante da cruz de Cristo, "Pecador" é aquele que grita ao mundo sua "Santidade". Santidade não é o que deixamos de fazer, santidade é o que Deus está fazendo em nós e através de nós.

Anderson

Lares pastorais - Amar, conectar, transformar

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terça-feira, dezembro 18

Adoração desconstrutiva ::: Anderson Silva

    Adorar à Deus do nosso jeito nos faz superficiais nas disciplinas espirituais, na vida cotidiana, e na comunhão da Igreja. Não usufruímos do poder de transformação disponível no Evangelho. Adorar à Deus de fato, é ser desconstruído para o começo de uma nova construção, onde nos tornamos morada de Deus, não mais vivemos de visitação, de momentos, nos tornamos casa, lugar de habitação.

Para experimentarmos uma transformação profunda em nosso ser, temos que abrir mão de toda superficialidade do que chamamos de adoração, precisamos ir além de músicas, gestos e ritos. Pois, se estamos adorando o Deus único - é inconcebível sairmos de um momento de adoração sendo as mesmas pessoas. De fato, Jesus nos coloca em uma posição constante diante de Deus... Precisamos experimentar o que de fato significa "adoração", uma realidade desconstrutiva que nos aproxima cada vez mais do coração, da vida e plano de nosso Deus e Pai.
Anderson

Os consumidores opinam, os filhos trabalham ::: Anderson Silva


       A Igreja é a resposta da pergunta que já fizemos. Se não perguntarmos sobre Jesus a Igreja nunca será o meio de encher nosso vazio existencial. A grande questão é se de fato queremos à Jesus, para só assim compreender o que é a Igreja, e de alguma forma cooperar para seu avanço e alinhamento; sem isto ela sempre será responsabilizada por algo que fundo não queremos viver... Os consumidores sempre possuem uma opinião sobre o produto, os filhos que também se tornaram missionários fazem parte de todos os processos da vida e missão da Igreja, participam de suas dores, visando seu pleno funcionamento. 

"Os consumidores da fé criticam a Igreja esperando um produto melhor, os filhos por mais que tenham uma opinião, trabalham..."

Anderson

quarta-feira, junho 27

O objetivo do discipulado



Por Jamê Nobre:

O discipulado tem sido confundido com muitas coisas: com cursos, com métodos, com esquemas, com militarismo e ainda muitas outras coisas. Mas, quando olhamos para Jesus e seu relacionamento com os homens que o seguiram, o que encontramos é uma atitude de quem serve.
Ele falou que o maior fosse aquele que servisse. Também disse que não veio para ser servido, mas para servir. Ele lavou os pés dos discípulos e nos orientou a fazer o mesmo.
Onde estão as posições de autoridade que muitas vezes queremos? Podemos dizer que, pelo fato de sermos pais na igreja, temos o direito de sermos obedecidos?
Precisamos compreender, entretanto, algumas coisas:
1. Na igreja, não temos direitos (foram cravados na cruz). O único e irrevogável direito que temos é o de servirmos aos nossos irmãos.
2. Na igreja, os pais ocupam uma posição de servos mais velhos pois, numa casa, quem é o que mais serve?
3. Os que ocupam um papel de autoridade o fazem para o bem-estar da família/igreja. O fim da autoridade é a vida de seus discípulos. (Assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste – Jo 17.2).
Penso que a meta do discipulado não é ensinar alguém a obedecer. Penso que a meta do discipulado é apresentar a pessoa ao Senhor Jesus. Acho até que o trabalho do discipulador não é o de formar o caráter de Cristo no discípulo, mas expor esse discípulo a uma operação do Espírito Santo para que este faça a obra.

terça-feira, junho 5

Bonhoeffer - A Graça



A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.

A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quando tem; a pérola preciosa, a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens para adquiri-la; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, o qual, ao ouvi-lo, o discípulo larga as suas redes e o segue.

A graça preciosa é o evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater.

A graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, dar-lhe a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador.

Essa graça é sobretudo preciosa por tê-la sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – “fostes comprados por preço” – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus.

A graça preciosa é a graça considerada santuário de Deus, que tem que ser preservado do mundo, não lançado aos cães; e é graça como palavra viva, a palavra de Deus que ele próprio pronuncia de acordo com seu beneplácito. Chega até nós como gracioso chamado ao discipulado de Jesus; vem como palavra de perdão ao espírito angustiado e ao coração esmagado.

A graça é preciosa por obrigar o indivíduo a sujeitar-se ao jugo do discipulado de Jesus Cristo. As palavras de Jesus: ‘O meu jugo é suave e o meu fardo é leve’ são expressão da graça [...] A graça e o discipulado permanecem indissoluvelmente ligados.

BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. Editora Sinodal.

sexta-feira, junho 1

Ser um Talmid (Discípulo)



Mattityahu 16:24 (MT)
Então Yeshua (Jesus) disse aos talmidim (discípulos): “Se alguém quiser me seguir, deve dizer ‘não’ a si mesmo, tomar sua estaca de execução (cruz) e vir atrás de mim”.


Uma das principais características daqueles que são talmidim de Yeshua é que eles fazem aquilo que Ele faz, assim como Yeshua foi até a morte, aqueles que são talmidim também o seguem até ali, até o nível mais alto de entrega que não é aquele apenas de morrer, mas de viver para Deus, isso significa morrer constantemente, não significa que em certo momento da caminhada se abre mão da vida carnal deixando que seu coração pare e seu espírito vá para Deus, mas trata-se de uma entrega bem mais profunda, trata-se de uma entrega em vida e não apenas na morte, aqueles que não aprendem a viver por Deus dificilmente morreram por Ele, Yeshua foi fiel não só no dia em que foi para a estaca de execução, mais durante toda a sua vida, sendo obediente até a morte.