terça-feira, junho 5

Jesus Odeia Religião? Mesmo?


 Augustus Nicodemus Lopes

Eu acho que frases de efeito como "Jesus é maior do que religião", ou ainda "Jesus odeia religião", ou mesmo "Eu sigo a Jesus; cristianismo é religião" não ajudam muito. Elas precisam de algumas definições para fazer sentido.

(1) A religião que Jesus "odiou" foi o judaísmo legalista e farisaico de sua época, que era uma DISTORÇÃO da religião que Deus havia revelado a Israel e pela qual os profetas tanto lutaram. Logo, não se pode dizer que Jesus é contra a religião em si, mas contra aquelas que são legalistas, meritórias e contrárias à palavra de Deus;

(2) Jesus participou daquilo que era certo na religião de seus dias: foi circuncidado, aceitou ser batizado por João, foi ao templo nas festas religiosas, orou, deu esmolas, mandou gente que ele curou mostrar-se ao sacerdote;

(3) Seus seguidores, os apóstolos, logo se organizaram em comunidades, elegeram líderes, elaboraram declarações de fé, escreveram livros que virariam Escritura, recolhiam ofertas, tinham locais (casas) para se reunir - ou seja, tudo que uma religião tem. Logo, não devíamos dizer que o cristianismo não é uma religião;

(4) É verdade que o Cristianismo através dos séculos se corrompeu em muitos lugares e épocas. Mas, todas as vezes em que isto ocorreu, deixou de ser a religião verdadeira para ser uma religião falsa. Portanto o correto é dizer que Jesus odeia o legalismo religioso, inclusive dentro do cristianismo. Mas é injusto e falso colocar Jesus contra toda e qualquer forma de cristianismo.

[Acabo de ver uma postagem do Kevin Young que diz exatamente a mesma coisa que estou dizendo, só que muito melhor, é claro! Não deixem de ver! Clique aqui.]

sexta-feira, junho 1

Aqui não tem nada novo para você... // Anderson //

Eu estou colecionando uma lista sem fim de pessoas frustradas comigo [...] por sonharem que virão até nós e aprovaremos um estilo de vida no pecado por julgar que somos revoltadinhos por não termos um salão de reunião "templo" e por eu ser um pastor tatuado, eles pensam que vão encontrar uma "novidade" sobre Jesus e a Igreja, e ficam apavorados quando escutam uma "velha novidade".
Não temos um templo por não possuirmos "ainda" recursos para mante-lo, sou um pastor tatuado porque fiz uma escolha e arco com as consequências, mas o evangelho não é sobre nós, nosso Jesus não está tatuado, nem é baladeiro, Ele é santo, Senhor, Juiz, mestre e Rei; convocando pecadores ao arrependimento e a um novo estilo de vida.
O evangelho que pregamos e vivemos não é tatuado, não é moderninho, não é emergente, não é tribal, não é isento de responsabilidade e santificação, é o mesmo evangelho de poder que homens e mulheres morreram por acreditar, é o mesmo evangelho que transforma pecadores em santos inflamados de paixão pelo Senhor, é o mesmo que chama das trevas para a luz, é o mesmo que faz de homens levianos e fracos, homens aptos para toda boa obra, que faz de viciados maridos de uma só esposa, é o mesmo que a cada dia que passa nos conforma à vida do mestre crucificado.


Aqui não tem nada novo para você...
Anderson

Longe sem transformação X Perto sem transformação


As pessoas dizem que não podemos pegar pesado na exposição bíblica, na disciplina e no confronto aos irmãos que vivem deliberadamente no pecado, pois afirmam que as pessoas não vão querer congregar se formos radicais dessa forma. Concordo plenamente que as pessoas deixarão de congregar por esses motivos., mas vejo que é melhor elas não virem, do que vir e continuarem sem transformação, continuarem a fingir que está tudo bem, fingirem que amam a Jesus, quando na verdade amam seus próprios umbigos e vontades. (Romanos 16:18)

A grande questão é:

O que é melhor?
As pessoas longe sem serem transformadas, ou as pessoas perto sem desejarem passar por uma transformação?

Será que como líderes podemos domesticá-las ao ponto de se conformarem como um modo de vida que não agrada a Deus, e consequentemente comprometerem seu destino eterno?

Se nossa intenção como Igreja é apenas que as pessoas venham a congregação, e se sintam bem e felizes, perdemos o alvo, erramos totalmente a identidade e o propósito de ser e viver Igreja.


Se a Igreja trata apenas de uma questão de aceitação, somos os mais miseráveis dos homens. 

Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. 1 Coríntios 15:19

Anderson

Uma geração de homens criados pelas mães


“Somos uma geração de homens criados por mulheres. Fico imaginando se outra mulher é mesmo a resposta que precisamos.”

Esse comentário, feito por Tyler Durden no filme Clube da luta, é uma das falas mais memoráveis do filme e frequentemente é repetida e discutida. Seu poder de impacto deve-se seguramente ao modo como ressoou em muitos homens – como isso resumiu de forma muito sucinta sua experiência de vida.
Frutos de pais divorciados, mães solteiras ou pais que passavam mais tempo no trabalho do que em casa, esses homens não tiveram um exemplo vital de masculinidade enquanto cresciam. Muitas vezes, não apenas seus pais não estavam por perto como também faltaram mentores masculinos em outras áreas da vida.  São homens que entendem muito bem o lamento de O Fauno de Mármore, de Nathaniel Hawthorne:
“Entre um homem e outro sempre há um abismo intransponível. Eles nunca conseguem estender completamente a mão um ao outro; por isso um homem nunca recebe qualquer ajuda íntima, qualquer amparo cordial, de seu irmão, mas de mulheres: sua mãe, sua irmã ou sua esposa.”

"Você sumiu esses anos todos e não me ensinou as manhas da força" (Luke Skywalker)
Sem mentores homens, muitos dessa geração se veem desorientados, incertos de como lidar com uma indescritível, porém intensa, carência em suas vidas.
Como chegamos ao ponto em que é possível, como Edward Abbey colocou,
“seguir da infância à velhice sem nunca conhecer a masculinidade?”
Há três instituições sociais básicas que historicamente têm servido para transformar meninos em homens: família, religião e educação. Contudo, a influência masculina nessas instituições diminuiu muito ao longo do século passado. Vejamos cada uma delas mais de perto.

A família

Durante o período pré-industrial, a casa de um homem também era o seu local de trabalho. Para o camponês e o artesão, o “dia de trazer o filho para o escritório” era todo dia. Pai e filho trabalhavam lado a lado do nascer ao pôr do sol. Os pais ensinavam pelo exemplo, não apenas inserindo seus filhos no ofício, mas transmitindo aos poucos lições sobre trabalho árduo e virtude.
Essa relação foi quebrada pela Revolução Industrial, uma vez que os pais foram forçados a abandonar as terras e as oficinas para ocupar um lugar na linha de montagem. Uma nítida fronteira foi traçada entre a casa e o local de trabalho. Os pais saíam de manhã e só voltavam dez, doze horas depois.
O resultado dessa mudança econômica foi a ideia de que a casa se tornara a esfera da mulher, um refúgio feminino do rude e sujo domínio profissional e político, o tal “mundo dos homens”. As crianças passavam o tempo todo com suas mães e cabia a elas, verdadeiros repositórios de virtude e moralidade, transformar seus meninos em pequenos cavalheiros.

"Eu sou rebelde sim. Agora vamos que eu tenho que te deixar em casa antes das 18hs"
O ideal (que sempre foi mais ideal do que real) da mãe em casa e do pai no trabalho persistiu até os anos 1950. Ainda é um padrão romântico ao qual muitos gostariam de retornar, ignorando o fato de que aquele cenário mantinha o pai longe de seus filhos a maior parte do dia, privando-os de sua orientação e criando uma cultura em que o papel de pai era considerado subordinado ao da mãe.
Entretanto, ao menos naquela época, o pai estava por perto. A taxa de divórcios começou a subir a partir da metade do século e chegou ao auge por volta de 1980, quando vários estados legalizaram o divórcio sem culpa. O judiciário, como funciona até hoje, tipicamente favorecia a mãe na concessão da guarda.
Se antes os filhos não viam seus pais enquanto eles estavam no trabalho, agora eles só os viam nos fins de semana ou nos feriados. E é claro, muitos pais voluntariamente fugiram da responsabilidade para com seus filhos; o percentual de famílias monoparentais (das quais 84% chefiadas por mulheres) dobrou desde 1970 nos Estados Unidos.

Educação

Até meados do século XIX, a ampla maioria de educadores era composta por homens. O magistério não era considerado uma carreira a seguir pela vida toda, mas foi bastante exercido por homens jovens durante os períodos de baixa no campo ou enquanto estudavam para se tornar advogados ou religiosos. As crianças eram consideradas naturalmente pecadoras e propensas à rebeldia; portanto, precisavam de uma forte presença masculina para mantê-las na linha.

Boxe: Mantendo a molecada na linha desde 1850
À medida que algumas denominações cristãs se tornaram mais liberais, a ênfase no pecado das crianças foi substituída pelo foco na necessidade de elas serem cuidadosamente educadas dentro da moralidade, uma tarefa que, acreditava-se, seria mais adequada ao sexo frágil.
Ao mesmo tempo, as mulheres estavam se casando e tendo filhos mais tarde, o que lhes dava mais tempo para lecionar antes de constituir família. O resultado foi uma completa inversão de gênero no cenário da profissão de educador.
Em 1870, as mulheres somavam 2/3 dos professores, 3/4 em 1900 e 4/5 em 1910. Como consequência, os meninos passavam uma parte significativa do dia na escola, mas sem a influência e o exemplo de uma figura masculina.

Religião

A terceira instituição que historicamente transformava meninos em homens é a religião. Durante o século passado, para a maioria dos norte-americanos, essa religião foi o cristianismo. No entanto, se a casa havia se tornado um lugar completamente feminilizado, a igreja estava longe de ser um refúgio da masculinidade.
Mulheres costumam ser mais afeitas à religiosidade do que homens – e isso se mostra verdadeiro independentemente da época, do lugar ou da fé. Isso significa que elas têm sido historicamente mais propensas a participar dos cultos e à participação ativa numa congregação. Os pastores cristãos, de forma consciente ou não, naturalmente adequaram seu estilo e programas ao seu público principal. O Jesus que os homens encontravam nos bancos das igrejas tornara-se uma alma delicada e abatida caminhando por Jerusalém afagando a cabeça das crianças, falando sobre as flores e chorando.
A investida contra essa feminização do cristianismo começou mais ou menos na virada século XX. Chamado de “Cristianismo Muscular”, seus defensores associaram um corpo forte a uma fé forte e procuraram apresentar um evangelho viril e vigoroso.
Link YouTube | É um padre machão que vocês querem? Que tal esse?
O líder mais evidente e popular desse movimento foi o pregador evangélico Billy Sunday. Ele foi jogador profissional de baseball antes de se converter ao cristianismo e decidir se dedicar a difundir a fé. A pregação de Sunday era carismática e corporal; salpicava seus sermões com referências esportivas, corria de um lado pro outro, se jogava do púlpito como se estivesse deslizando até uma base de baseball, arrebentava cadeiras para transmitir sua mensagem.
Sacudido pela diferença entre a pregação de Sunday e o estilo mais “afeminado” típico da época, um jornalista descreveu:
“Ele tem postura de homem dentro e fora do púlpito. Fala como homem. Trabalha como homem… Ele é viril com Deus e com todos que vêm ouvi-lo. Não importa o quanto você discorde dele, ele te trata sempre de um jeito másculo. Ele não é uma farsa, mas um homem viril dando a todos um tratamento justo”.
Sunday apresentava Jesus como um Salvador viril, masculino; ele foi “o maior brigão da História”. Era um Messias forte, um artesão com mãos calejadas de carpinteiro, um homem que afugentou furiosamente os comerciantes do templo e corajosamente enfrentou uma dolorosa execução. A fé não era para os delicados e preguiçosos. Sunday acreditava que um homem cristão não deveria ser
“um projeto de pano de chão, um fracote, uma espécie de bobo afeminado, que deixasse todo mundo fazer capacho dele. O mais viril dos homens será aquele que aceitar a Jesus Cristo. … Que Deus nos livre de um Cristianismo flácido, de joelhos fracos e pele fina, sem coragem, afeminado”.
Link YouTube | Billy Sunday pregando. Pelo menos ninguém pode dizer que ele não era um homem impetuoso
Baseando-se no princípio de que “o evangelho viril de Cristo deveria ser ensinado de homem pra homem”, em 1911 Sunday iniciou o “Movimento Progressista Masculino e Religioso”. Longos avivamentos semanais apenas para homens eram ministrados com grande sucesso; a presença masculina na igreja teve um aumento gritante de 800%.
Apesar disso, Sunday não resolveu o problema de fazer os homens adquirirem o hábito de ir à igreja. Com o surgimento de novas formas de entretenimento, a popularidade de Sunday, e dos avivamentos em geral, foram se extinguindo e o desequilíbrio de gêneros na religião continuou completamente inalterado.

O atual estado das coisas

Com pais ausentes na criação, escolas povoadas por professoras e igrejas lutando para se comunicar com os homens, muitos da atual geração podem sentir, e com razão, que foram “criados por mulheres”. Como ficam esses homens? Como fica o futuro da masculinidade?
É realmente uma bagunça. Muitas coisas permanecem abaixo do ideal, mas também há espaço para um justificado otimismo.
O desequilíbrio de gêneros nas igrejas tem aumentado e a cultura cristã continua excessivamente feminilizada. Em 1952, a proporção entre mulheres e homens praticantes era de 53/47; agora é de 61/39. As igrejas continuam tentando arrebanhar os homens, com estratégias que vão desde o sincero e atencioso (Fraternidade dos Homens), ao explicitamente ridículo (Domingo de Futebol – vista a camisa do seu time favorito e faça a ola!).
Os números também não se mostram muito otimistas quando se fala de educação. Nos últimos trinta anos, o percentual de professores homens nas escolas primárias caiu levemente, de 17% para 14-9% (dependendo da fonte). O número é ainda mais baixo em creches e pré-escolas: somente 2% são homens.

Eis uma espécie quase em extinção, acuado e perdido: O professor
Embora os professores possam ser encontrados em maior número nas escolas secundárias, também houve um declínio; de 50% em 1980 para algo em torno de 40% atualmente. Com os meninos ficando atrás das meninas em rendimento acadêmico, alguns especialistas em educação têm tentado ativamente convocar mais homens para a profissão.
Apesar dos contínuos problemas na esfera familiar e de suas preocupantes consequências (uma em cada três crianças americanas crescerão num lar em que os pais são divorciados, separados ou nunca se casaram), há razões para ser otimista em relação a esta instituição vital, bem como ao papel do homem.
Apesar de muitos acharem que a taxa de divórcios está crescendo, na verdade ela vem caindo ao longo das três últimas décadas e atualmente está no patamar mais baixo em trinta anos. Entre os casais com ensino superior, essa taxa é de apenas 11%.
Também tenho esperanças em relação ao futuro por causa das admiráveis maravilhas da tecnologia. Acho que nossos modernos avanços permitirão a um número cada vez maior de homens trabalhar, pelo menos parte do tempo, em casa. Creio que isso resultará num novo arquétipo de masculinidade: o Artesão Heroico 2.0.
Embora seja fácil se sentir nostálgico pelos anos 1950, estou feliz por ser pai hoje. Eu não trabalho dez horas por dia num emprego que eu odeio, venho para casa, brinco com meus filhos uns poucos minutos e então abro uma cerveja em frente à televisão. Meu pai viajava muito e nunca trocou uma fralda. Ele foi um grande pai, mas estou amando ter um papel mais mão-na-massa com o nosso novo hóspede.
Digam o que quiserem sobre o movimento feminista, mas estou feliz por ter sido “liberado” do ideal da Revolução Industrial de ser o provedor ausente. Se há uma diferença que eu observo entre a geração dos meus pais e a minha, é que a minha valoriza o tempo em detrimento do dinheiro. E não porque sejamos preguiçosos, mas porque não estamos dispostos a trocar o tempo passado com as pessoas que mais amamos por uma aposentadoria tranquila.

* * *

Cultos Agradáveis aos Incrédulos



Geoffrey Thomas

Um amigo me contou o que aconteceu à sua esposa, quando se vestia em determinada manhã. Ele observou que ela abotoou o casaco colocando o primeiro dos botões na segunda casa e assim sucessiva- mente, por treze vezes. Por fim, descobrindo que um dos botões havia sobrado, ela percebeu o que estivera fazendo. “Quantos erros ela tinha cometido?”, ele se perguntou. “Um ou treze? Treze, porque ela tinha co-metido um erro fundamental no começo.”

Este mesmo princípio é verdadeiro no que se refere à adoração: os crentes cometem o erro fundamental de crer que o propósito de reunirem-se aos domingos é a evangelização. Em seguida, os crentes avaliam tudo que compõe nosso culto à luz dos incrédulos que podem estar por acaso em nosso templo ou por terem sido convidados. Nada deve intimidá-los, ameaçá-los ou iludi-los. E, visto que eles não conhecem o sentido das palavras ou as melodias de nossos hinos, é recomendável a adoração na forma de cânticos de grupos musicais. O conceito de leitura pública de um livro que desconhecem é totalmente estranho para eles. Portanto, se houver leitura, tem de ser bem curta. Igrejas mudam a Ceia do Senhor para uma reunião particular no domingo pela manhã ou na quarta-feira à noite. As orações devem ser curtas e simplistas, bem como o sermão, que deve abordar assuntos que interessam aos incrédulos, tais como: solidão, maridos ausentes, falta de esperança, falta de contentamento, mágoas, dificuldade de criar adolescentes, e como lidar com tais problemas. A partir desta reunião de domingo, os incrédulos devem sentir-se encorajados a participar de pequenos grupos de estudo e de um curso sobre as doutrinas em que nós cremos. E somos fortemente encorajados a acabar com a forma de adoração a Deus que temos praticado por muitos anos.

No entanto, todas estas idéias mudarão, se cremos que nossa adoração está centralizada em Deus, que se revelou através da Bíblia. Nossa preocupação será agradar este grande Deus. Como devemos nos aproximar dEle? Somente por intermédio do nome do Senhor Jesus Cristo (temos de deixar isso bem claro); somente por meio de seu sangue e sua justiça; depois, com confiança exultante, mas também com reverência e piedoso temor. Quando o Filho de Deus orou, Ele mesmo se ajoelhou na presença do Deus que é fogo consumidor. Se alguém tinha direito de ser informal e casual com seu Pai, este alguém era Jesus de Nazaré. O Senhor Jesus nunca magoou seu Pai, mas se prostrava quando falava com Ele. Tudo o que fazemos e dizemos tem de ser agradável a Deus, ou seja, o Senhor Deus está ciente até do que se passa no íntimo daqueles que ofertam pequenas moedas; Ele se deleita com a alegria que demonstramos na administração de nossos talentos e em tudo o que fazemos. Nosso louvor e orações precisam estar de acordo com as Escrituras, e, acima de tudo, a Palavra pregada tem de servir ao propósito de agradar a Deus, porque o sermão é o aspecto mais importante da adoração, visto que através dele o Criador do universo fala a seres insignificantes. A mensagem, tanto em seu conteúdo quanto em seu significado, deve proporcionar aos in- crédulos que foram atraídos ao culto o conceito exato a respeito de quão glorioso Ser é o Deus vivo — Pai, Filho e Espírito Santo — terrível em seu poder, incomparável em sua glória e extraordinariamente gracioso.

Não existe qualquer indício de que a Igreja tem uma chamada para afagar as emoções dos incrédulos. Os líderes da adoração não podem dizer: “Bem, sabemos que vocês não estão interessados na vida e na morte do Senhor Jesus Cristo. Por isso, temos algo mais para vocês”. Na verdade, não temos algo mais, além de Cristo. Temos de ser ab-
solutamente claros e unânimes sobre isso, na congregação e no púlpito. Se eles não querem nosso Salvador, não podemos substituir a mensagem com maneiras de temperarem seu casamento, assim como não podemos utilizar um culto musical, coreografia ou regras de procedimento, para tornar mais agradável o seu trabalho no escritório, ou oferecer um curso sobre a vida de solteiros. Tudo o que temos a oferecer-lhes é um Profeta que os ensinará, um Cordeiro que removerá a culpa deles e um Pastor que os guiará e os protegerá.

Nossa própria vida tem de ser tão semelhante à de Cristo quanto possível, especialmente quando nos reunimos. Nós nos reunimos para encorajar uns aos outros a viver como imitadores de Deus. Precisamos ser irrepreensíveis em nosso vestir, nossa linguagem, nosso uso do tempo, nossos relacionamentos ou mesmo em nosso humor, a fim de sermos conhecidos como aqueles que desejam agradar o Jeová Jesus em todas as coisas; e nosso evangelismo está fazendo com que o mundo perceba isto e saiba por que cremos nisto. Os incrédulos descobrem que estão na companhia daqueles que têm como objetivo principal o glorificar a Cristo.

Odiamos qualquer coisa que não deixe isto bastante claro para eles; como, por exemplo, uma forma de adoração vazia que não tem qualquer significado. Queremos que nossas palavras sejam cheias de sentimentos e de afeições de temor a Deus. Linguagem popular e simplista é menos importante do que uma linguagem com elementos mais profundos e eficazes. Sempre ficamos comovidos quando as pessoas nos falam, de modo tão amável e trans- parente, a respeito do Salvador e de seu amor por elas, o que demonstra que abandonaram sua maneira frívola e irreverente de falar. Apreciamos muito isso; e trememos no que diz respeito a quaisquer tentativas que insistem em que nossa maneira de expressão no culto deve ser a linguagem comum de nosso dia-a-dia. Essa linguagem pode ser correta para a comunicação corriqueira com os outros, mas não para expressar as maravilhas de tão grande salvação. Se o estilo e a maneira de nos expressarmos, quando nos reunimos na presença de Deus, são aqueles mesmos que os in- crédulos ouvem entre eles, no escritório ou em seu ambiente educacional, então, falhamos em alcançá-los. Nós, aqueles a quem o Senhor buscou e salvou, somos sensíveis às verdadeiras necessidades dos incrédulos. Portanto, se empregarmos qualquer coisa vulgar e superficial, estaremos cometendo o pecado de sugerir-lhes uma deidade indigna da atenção deles. Conseqüentemente, nossa adoração tem de ser simples, espiritual, calorosa, reverente, substancial, caracterizada por orações espontâneas, com hinos de mensagem profunda; uma adoração que terá como clímax a pregação expositiva; uma adoração apoiada em formas que rapidamente obtêm familiaridade com o que é divino; então, estes se tornam os melhores meios de conduzir as pessoas a Deus, a quem servimos, e de impedir que a atenção delas se prenda na observação de um pregador engenhoso que lhes esteja falando.

É por isso que eu fico com o evangelho...

quinta-feira, abril 12

Domingo ás 19 horas // As escrituras definem o significado do amor

O que é o amor?
O que é ser amado por Deus?
O que significa amar a Deus?
Podemos amar a Deus?
O que significa amar ao próximo?
Podemos amar a Deus sem amarmos a Palavra?
Amor é um sentimento, uma atitude ou nem dos dois?
Amor é não importunar as pessoas e deixar as coisas como estão?
Amor é ser gentil, dócil e indolor?
Amor é caridade e ajuda ao próximo?

Através de uma visão bíblica sobre todas essas perguntas, você descobrirá que está longe de entender o que significa amor, ser amado por Deus, amar a Deus e ao o próximo...




A preocupante situação de nossos filhos


Clique na imagem para ir ao site da editora

Já fiz parte da liderança da igreja como pastor estagiário, como pastor auxiliar responsável pelo treinamento de adultos, e agora como pastor sênior. Em cada estágio de meus dezessete anos de ministério, pude notar que o distanciamento entre pais e filhos no que diz respeito ao discipulado cresce a olhos vistos. O mais agravante é constatar que pais e mães não têm assumido a responsabilidade de discipular seus filhos, e as igrejas têm feito muito pouco — quando fazem — para mudar essa realidade. Uma olhada no meu Facebook comprova este triste fato: muitos jovens, que já foram bastante ativos no reino de Deus, abandonaram a igreja e passaram a questionar a fé. Um rapaz me escreveu no Facebook: “Só quero lhe dizer que não acredito mais na religião institucionalizada. Nem sei se acredito em Deus.”

Experiências pessoais nem sempre refletem as tendências sociais. Todavia, estudos recentes mostram que a experiência desse rapaz não é rara. Pesquisas mostram que 61% dos jovens [americanos] na faixa dos vinte anos de idade que frequentavam a igreja na adolescência se afastaram dela.

Nos últimos trinta anos, a igreja tem se voltado cada vez mais para atender a um público de consumidores. Pastores e especialistas em crescimento da igreja têm criado todos os mecanismos possíveis e imagináveis— como templos e programações atraentes — para atrair as massas a pelo menos entrar porta adentro. Muitas vezes o motivo é o desejo verdadeiro de partilhar o evangelho com quem precisa ouvi-lo — supostamente, alguém que não participaria de uma igreja em que não houvesse multimídia, um sistema de som digno de um teatro municipal ou uma excêntrica parafernália infantil incluindo brincadeiras como paintball e batistério em formato de carro de bombeiro. Os resultados desses esforços podem parecer bons 
no início, e algumas igrejas alardeiam crescimento. No entanto, os dados revelam o oposto. Alvin Reid, professor de evangelismo do Seminário Teológico Batista do Sudeste dos Estados Unidos, escreve:

segunda-feira, abril 9

Quebra de cultura através da quebra de mentalidade [ Anderson ]


Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional;
e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que prove qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 
Romanos 12:1-2
 

O evangelho nada mais é que uma quebra de mentalidade, estilo de vida, e cultura...

Quando leio os evangelhos e vejo Jesus proclamando o Reino de Deus não consigo enxergar um lugar; o quadro que vem no meu entendimento é um Rei que estabelece no seu povo uma mentalidade, um estilo de vida, e uma cultura. 
O sermão do monte é o ápice dessa realidade.

Quando somos construídos na identidade que vem do alto, existe uma mudança completa de quem somos, e daquilo que expressamos na vida. Existe uma cultura estabelecida no mundo através da desobediência de Adão, João em sua primeira epístola chama essa cultura de MUNDO, e quando ele diz isso não está falando sobre a HUMANIDADE que foi gerada por Deus, por isso é alvo do seu amor, graça e redenção, ele fala de uma cultura que estabelece uma mentalidade, e um estilo de vida que é totalmente avesso a Deus. Todo homem nasce nessa cultura caída, e, é nesse fato reside à maravilhosa notícia que é o Evangelho.

Leia os Evangelhos: JC não é PC [ John MacArthur Jr ]



Por John MacArthur

Por John MacArthur
Vamos ser brutalmente honestos: muitos dos ensinamentos de Jesus estão completamente dessincronizados das convenções que dominam nossa cultura.
Estou falando, é claro, sobre o Jesus que encontramos na Escritura, não o personagem de livro de colorir, sempre-gentil, nunca-severo, supertolerante, que existe somente na imaginação popular. O Jesus verdadeiro não era um clérigo domesticado, com colarinho engomado e modos gentis; ele era um Profeta corajoso e incorruptível, que desafiava regularmente os padrões do politicamente correto.
Considere o relato do ministério público de Jesus apresentado no Novo Testamento. A primeira palavra de seu primeiro sermão foi “Arrependam-se!” – um tema que não era mais bem-vindo e menos incômodo que é hoje. O primeiro ato de seu ministério público deu início a uma pequena desordem. Ele fez um chicote de cordas e perseguiu os cambistas e mercadores de animais pelos pátios do Templo. Isto iniciou um conflito de três anos com os líderes religiosos mais distintos da sociedade. No final, eles o entregaram às autoridades romanas para crucificação, enquanto multidões de leigos aplaudiam.
Jesus foi clara, deliberada e dogmaticamente contracultural em quase todos os sentidos. Não surpreende que a aristocracia religiosa e acadêmica fosse tão hostil a ele.

segunda-feira, abril 2

Provérbios de um discípulo [ 59 ]

O intuito do Evangelho, e da pregação Bíblica é que o indivíduo creia, e seja salvo; e não simplesmente que frequente cultos ou faça parte de um grupo. Pois, ele não vai ser um discípulo de Jesus por ter "frequentado" cultos, mas por ter nascido de novo ao ponto de sua vida produzir frutos dignos desse novo nascimento, e isso ocorre quando a pregação Bíblica gera no indivíduo [...] fé em Cristo Jesus, e a partir dessa fé vem o real fundamento através do Caminho, Verdade, e Vida.


Eu acredito na Igreja, seja onde for...


Não é o local que define o que é, ou o que não é Igreja; e sim a Vida de Jesus.


Toda reinvenção doutrinária de ser, e fazer Igreja diz respeito mais a SOFISMAS, que a VERDADES Bíblicas.


Se fosse o local que definisse a Igreja, eu estava pastoreando o povo mais santo da face da terra - pois nossa congregação não tem placa, parede, som, departamentos, coral, nem ministério de louvor, nossa congregação acontece num dos lugares mais esquisitos de Brasília [...] mais eu garanto para você que somos a mesma coisa daqueles que estão em algum salão, casa ou templo; somos os mesmos sedentos, imperfeitos buscando ser aperfeiçoados em Cristo Jesus.

domingo, abril 1

Deus odeia todos nós // SÉRIE // - I

Provérbios de um discípulo [ 58 ]

Igreja não é um lugar para nos sentimos confortáveis, é um lugar par nos sentirmos confrontados, e desafiados ao progresso espiritual, emocional e natural. Pois, o pecado causou danos profundos na criação e em nossa natureza, e se a Vida de Jesus através da Igreja restitui o que perdemos na desobediência, porque estamos de braços cruzados na obediência?


A função da Igreja, e de uma liderança bíblica não é conservar quem somos, ou quem pensamos ser, mas nos transformar em quem devemos SER.


O individuo que não se submeteu a Igreja, é por que de fato não se submeteu à Jesus. É só olhar para a vida, para o caráter, e para o fruto.


A Igreja perde seu poder e sua missão sobre nós, quando fazemos parte dela sem o interesse de submeter-se ao Corpo, e à uma liderança que exponha integralmente os desígnios de Deus para nós. É por isso a maioria das pessoas a tem como um lugar de aceitação, e acolhimento de quem somos (pejorativamente falando), do que um lugar que nos apresenta diante de Deus, e dos homens - íntegros, amadurecidos, e irrepreensíveis.

Provérbios de um discípulo [ 52 ]


IR à "igreja" não custa nada. SER Igreja custa tudo! 

[ Quem lê entenda ] Minha religião é a Igreja!

Fazer escolhas não define maturidade, mas a responsabilidade de faze-las, mante-las e multiplica-las!

O pecado é a morte da VIDA de Deus no homem; se o homem vive no pecado - "anula" a vida de Deus nele, e é gerado em uma mentalidade e vida que estabelece a morte (da vida), o roubo (da vida) e a destruição (da vida).Entendo que quando as escrituras falam da aversão de Deus pelo pecado, vejo Deus querendo estabelecer um povo gerado [NELE], com a vida Dele; para que o homem experimente vida em abundância, vida real, vida de Deus - vontade boa, perfeita e agradável; e o pecado é a anulação de todo esse propósito maravilhoso. Tudo começa em um indivíduo, que gera uma família, que gera uma comunidade, até que seja gerado [EM] e [PARA] Deus um povo, uma nação que expressa integralmente a VIDA de Deus, e sua vontade para o homem.O poder do amor não é a aceitação, o poder do amor é a transformação; amor não conserva, amor restaura, ergue, e libera a produção de verdadeiros frutos.... 


Virou cultura na Igreja afirmar que Deus nos ama como somos; e se isso for verdade estamos em maus lençóis, pois o que somos depois de Adão é alvo de uma redenção em Jesus; se Ele me ama como sou, que deixe as coisas como estão. Acredito que Ele nos ama como estamos por saber quem verdadeiramente somos (GN 1.26). Que sejamos alvos dessa graça que nos devolve para nossa real identidade.