quarta-feira, abril 17

Funciona porque é de Deus, ou é de Deus porque funciona? Anderson Silva

Funciona porque é de Deus, ou é de Deus porque funciona?

Voto de nazireu, confissão positiva, jejum de Daniel, corrente de oração, oração forte, campanha da rosa, água ungida, pedra de Israel, toalha benta, cajado de Moisés, cura interior, cura da alma, teologia da prosperidade, evangelho da cura, voto financeiro, oferta especial, primícia, obediência incondicional, campanha do casamento, do concurso público, do namoro, trizímo, da restituição, da prosperidade, da benção sem medida, ETC...


sexta-feira, outubro 26

Testemunho /// Cura de câncer /// Anderson


Há mais ou menos 2 anos eu estavámos em Jaú, cidade do interior de São Paulo na casa de pastores amigos; a família deles estava muito abatida por conta da cunhada do pastor ter sido diagnosticada com câncer, aquilo me tocou profundamente e me deixou com um sentimento de incapacidade. A noite fomos ao culto e durante a adoração eu fui tomado de uma unção que nunca experimentei antes, lavei o chão em lágrimas e o Senhor ministrou poderosamente ao meu coração: "Essa mulher vai ser curada agora, esteja ela onde estiver. Imponha as mãos sobre a irmã dela em representação a ela (...) pedi o microfone ao pastor e falei isso diante da congregação e peguei o jarro de água do pastor e joguei sobre ela, impus as mãos sobre ela, e orei segurando seus pés de uma forma muita intensa para todos nós, e nos firmamos em fé a tudo o que foi dito pelo Pai.

Agradecemos a Deus por sua fidelidade...


Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei. Isaías 55:11


Ela me enviou essa mensagem:


Ola Pastor!! Graça e Paz!

estou deixando essa mensagem pra compartilhar um momento feliz das nossas vidas, pq voce fez parte de um batalhão que se propos a orar pela vida da minha irmã Celia. foram tempos de muito sofrimento mas tambem de muita oração e de declaração da verdade da palavra de Deus. porque verdadeiramente ELE levou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou-as todas!!! minha irmã está curada para a glória de Deus. ela fez uma tomografia e não aparece mais nenhuma massa, na perna onde o medico disse que nao tinha cura.M as a ultima palavra pra nós sempre será a de CRISTO!
obrigado por suas orações e agora glorifique a Deus junto conosco!!!
tenho muita coisa pra contar do que aconteceu, que Deus fez durante esses anos de oração e espera, quem sabe qualquer dia agente se ve e eu te conto!! bjo. saudades!!

terça-feira, agosto 7

TESTEMUNHO // Igreja, o lugar ideal para nossa mudança


Anderson,

Você, a Keila e a família VIVO POR TI aconteceram na minha vida.
Não foi algo que eu planejei, foi Deus quem me deu. Me deu um lugar para estar, pessoas com quem contar e momentos só nossos, meu e dEle. E sou imensamente grata a Ele por isso.

Chegou o tempo em que eu não podia mais dar passos na minha "caminhada cristã", porque eu estava no caminho errado. Ontem, em conversa com a Thaís as palavras saíram da minha boca e eu só pude perceber do que se tratava depois de terminar a conversa.  Eu consegui me enxergar, consegui ver onde eu me encontrava e onde estava o meu objetivo (do lado oposto ao meu caminho). 

Desde que me converti eu achava que fazia as coisas de maneira correta, achava que estava vivendo as vontades de Deus, que estava orando pelas pessoas e assim fazendo a minha parte no reino e coisas do tipo. Mas eu estava errada, por muito tempo eu vivi a vida dos outros espiritualmente, eu conseguia orar pelas pessoas, mas não por mim. Eu podia ficar horas escrevendo doces palavras para as pessoas, poderia ouvi -las e falar com elas, mas eu não conseguia falar com Deus. Eu poderia dizer as pessoas o que Deus esperava que elas fizessem, mas eu não era capaz de praticar isso na minha vida. E esses foram anos de ilusão, hoje eu posso ver.

Acontece que chegou o tempo em que EU fui tomada pelo AMOR de Deus.
Descobri que Deus é bom e que o seu amor é infinito. Descobri que eu não tenho que ficar me cobrando nada, nem esperando barbaridades de mim, porque o meu amanhã pertence a Deus, eu posso sonhar com ele mas não posso definir como será, é Deus quem manda. Não devo me decepcionar comigo porque eu sei onde quero chegar e Deus é quem sabe como eu vou até lá, todos os passos que eu der confiando nEle, são passos guiados por Ele. Descobri o meu papel é desfrutar do amor de Deus e assim terei todas as outras coisas acrescentadas, e agora essa passagem faz sentido real pra mim. Eu percebi que eu queria ser grande diante de Deus e o amor de Deus faz de nós pequenos e dependentes e nós amamos o modo com que Ele nos pega no colo.

Chegou o tempo em que eu precisei de decisões, de grandes decisões. Deus veio me "cutucando", me permitindo dar passos erradas, para que eu pudesse admitir o erro e buscasse corrigir as coisas. Esse tempo é agora! O meu espírito deseja voltar aquele momento em que O conheci, em que ouvi falar dEle pela primeira vez, aquele momento em que O ouvi pela primeira vez. Aquele momento em que eu me apaixonei por Ele. Minha vida decidiu que deseja, de fato, de corpo, alma e coração, se entregar a Ele. Não dá mais pra dar passos em falso, não há mais tempo, o tempo de Deus é agora! Queremos, eu e todo o meu conjunto (espirito, coração, carne), nos entregar verdadeiramente, adorar verdadeiramente, e estar disponível a Ele verdadeiramente. Submissão, humilhação, choro, e gemidos inexprimíveis precisam, por um questão de necessidade fazer parte da minha vida. 

domingo, julho 8

Homem Chamado // John Piper



Em seu livro, A Casket of Cameos (Um baú de camafeus), F. W. Boreham faz uma reflexão sobre a fé do “Pai Tomás”, personagem do romance de Harriet Beecher Stowe. O velho escravo fora arrancado de sua velha casa em Kentucky, e colocado num vapor, sendo levado para um lugar desconhecido.

Foi um momento crítico para ele, e o autor faz o seguinte comentário: “A fé do Pai Tomás vacilou”. Isso parece indicar que, para ele, deixar para trás a Tia Cloé e os filhos, bem como os velhos conhecidos era o mesmo que estar deixando Deus.

Em dado momento ele adormece e tem um sonho. “Sonhou que estava em sua casa, e que a pequena Eva lia para ele um trecho da Bíblia, como sempre fazia. Ele até escutava a voz dela: “Quando passares pelas águas eu serei contigo”. Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu salvador.”.

E Boreham continua:
“Pouco depois, o pobre escravo estava-se contorcendo debaixo das cruéis chicotadas de seu novo dono. “Mas”, diz a escritora, “as lambadas atingiram apenas o homem exterior, e não o coração, corno acontecera anteriormente”. Tom permaneceu submisso ao seu dono, mas Legree não pôde deixar de perceber que perdera todo o domínio sobre sua vítima. Assim que Tom entrou em sua cabana, Legree virou o cavalo com um movimento rápido, e pela mente daquele tirano passaram aqueles expressivos lampejos que tantas vezes fazem brilhar raios de consciência nas almas negras e más. Ele entendeu claramente que fora Deus quem se interpusera entre ele e Tom, e naquele instante soltou uma blasfêmia.”

UM HOMEM CHAMADO

É essa firmeza que procuramos quando queremos distinguir um HOMEM “impelido” de uma HOMEM “chamado”. Na hora em que os impelidos estão rompendo em frente eles podem até pensar que possuem essa qualidade. Mas muitas vezes, nos momentos em que menos esperam, aparecem situações adversas, e pode haver um colapso. Mas os chamados têm uma força que vem de dentro, possuem uma perseverança poder, que oferecem resistência aos golpes externos.

JOÃO, O EXEMPLO DE UM HOMEM CHAMADO

João Batista é um ótimo exemplo de um homem chamado. Ele teve a audácia de dizer aos judeus que eles tinham que parar de justificar-se diante de Deus, usando de seu senso de superioridade racial, e enxergar a necessidade que tinham de arrepender-se moral e espiritualmente. O batismo, dizia ele, seria uma prova de que seu arrependimento era genuíno.

Os Homens Chamados Entendem o Princípio da Mordomia.

Observemos que o conceito que João tinha da vida era segundo o princípio da mordomia. Aqueles que foram interpelá-lo fizeram suas perguntas com base na suposição de que aquele povo pertencia a João, que ele os tinha conquistado para si com seu carisma pessoal. E, se assim o fosse, estava perdendo algo: seu estrelato como profeta.
Mas não era por essa perspectiva que João via as coisas. Ele nunca possuíra nada, e muito menos o povo. Ele pensava como um mordomo cristão, e isso é uma qualidade da pessoa “chamada”. A função de um mordomo é simplesmente cuidar de algo que pertence a outrem, até que o proprietário volte para reaver sua propriedade.

Os Homens Chamados Sabem Exatamente Quem São.

Homens Impelidos // John Piper





Se meu mundo interior estiver em ordem será porque já reconheci que tenho a tendência de agir segundo os esquemas e padrões criados pelo meu passado desordenado, e não segundo os que são criados por Deus.
Jesus Cristo não pode realizar uma obra eficaz no mundo interior de pessoas que se regem por seus impulsos. Nunca realizou. Parece que ele prefere trabalhar com pessoas às quais chama. E é por isso que a Bíblia nem toma conhecimento dos voluntários; atém-se apenas aos chamados.

Mas, ao fazer o estudo da vida interior do homem, temos que partir de algum ponto, vamos iniciar pelo mesmo ponto em que Cristo começou: fazendo distinção entre os que são chamados e os que são “impelidos”. De alguma forma parece que ele identificava as pessoas com base na tendência que tinham para ser “impelidas”, ou se estavam accessíveis ao chamado dele. Examinava a motivação pessoal de cada uma, a base de sua energia espiritual e o tipo de satisfação que buscavam. Então, chamou aqueles que eram atraídos para ele, evitando os que eram impulsionados a ir a ele, visando utilizá-lo para seus próprios fins.

Como poderemos identificar uma pessoa “impelida”? Hoje em dia isso é relativamente fácil. Esses indivíduos geralmente trazem as marcas de um stress. Descubra os sintomas de stress numa pessoa e terá encontrado um desses “impelidos”.
O mundo hoje está muito interessado nesse problema de stress. Os estudiosos do assunto têm escrito livros sobre ele, têm efetuado pesquisas, e nos consultórios médicos praticamente a toda hora há alguém com dores no peito ou distúrbios estomacais.
O stress é um dos principais causadores, direta ou indiretamente, de distúrbios da coronária, de câncer, de afecções pulmonares, lesões provocadas por acidentes, cirrose hepática e de suicídio. E isso é apenas uma parte.

O que há por trás de tudo isso? O nosso próprio modo de vida, a maneira como vivemos está-se revelando a maior causa de enfermidades hoje em dia.
Não é muito incomum encontrar pessoas vivendo um alto nível  de stress. Tenho um conhecido que é pastor, e que vez por outra vem conversar comigo em meu gabinete. Sua pressão arterial acha-se perigosamente elevada; está sempre se queixando de constantes dores no estômago, e receia estar sofrendo de úlcera; além disso, não dorme bem. Em outra ocasião, a conversa é com um jovem executivo, e ele confessa que, até recentemente, a ambição de sua vida era ganhar um milhão de dólares, antes de completar 35 anos. Que têm em comum esses dois homens, um do mundo dos negócios e outro da esfera religiosa?
Eles são o que chamo de homens “impelidos”. E essa compulsão a que estão sendo submetidos está cobrando deles um alto preço Emprego a palavra “impelidos” não somente porque descreve a maneira como ambos estão vivendo, mas porque retrata também o modo como que estamos causando a nós mesmos. É possível que estejamos sendo compelidos a buscar metas e objetivos, sem saber direito por que o fazemos. E talvez não estejamos cientes do alto preço que isso custará à nossa mente, nosso corpo e, naturalmente, ao nosso coração. Ao dizer coração, refiro-me ao que é mencionado em Provérbios 4.23, aquela fonte de onde procede a energia da vida.
Existem muitos desses “impelidos” que estão realizando coisas boas. Por serem impelidas não são, necessariamente, pessoas más, embora as consequências dessa sua compulsão possam ser nefastas. Aliás, existem pessoas “impelidas” que estão dando uma enorme contribuição à sociedade. São aquelas que fundam organizações; abrem oportunidades de empregos e trabalho para muitos; e geralmente são pessoas inteligentes, que oferecem meios e modos de se criarem benefícios para muitas outras. Mas, apesar de tudo, são impelidas, e não podemos deixar de nos indagar até que ponto conseguirão suportar esse ritmo, sem causar danos a si mesmas.

terça-feira, maio 29

Jonathan Edwards: o peso da glória e risos no Espírito


Jonathan Edwards (1703 – 1758) é considerado um dos maiores teólogos estadunidenses. Autor do famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, Edwards foi testemunha ocular do Grande Avivamento nos EUA nas décadas de 1730 e 1740, na região da Nova Inglaterra, e produziu obras de valor imensurável que nos transmitem, com riqueza de detalhes, as manifestações espirituais que acompanharam o avivamento:
Jonathan Edwards
Era maravilhoso ver como as emoções das pessoas eram tocadas – quando Deus repentinamente abria seus olhos, e permitia que a grandeza de sua graça penetrasse suas mentes, a plenitude de Cristo e seu desejo em nos salvar … tal surpresa fazia com que seus corações quase saltassem do peito, de maneira que muitos rompiam em gargalhadas e rios de lágrimas misturadas com altos prantos. Às vezes, não podiam se conter e clamavam em alta voz, expressando sua admiração.
[...]
Algumas pessoas nutriam um desejo pela presença de Cristo a tal nível que perdiam suas forças naturais. Alguns eram dominados pela percepção do amor sacrificial de Cristo por criaturas tão pobres, perversas e indignas, a ponto de perderem as forças de seus corpos. Várias pessoas tiveram uma percepção tão grande da glória de Deus e da excelência de Cristo, que a natureza e a vida pareciam desvanecer. Provavelmente, se Deus tivesse lhes manifestado um pouco mais de sua presença, seus corpos teriam sido dissolvidos …
Muitos jovens pareciam estar em êxtase diante da grandeza das coisas divinas, enquanto muitos outros eram tomados pelo desespero com relação ao seu estado pecaminoso, e tudo o que se via no lugar eram pessoas chorando e desmaiando; muitos perdiam suas forças e permaneciam ali por horas.
[...]
Era comum ver prantos, desmaios, convulsões em agonia e gozo. Algumas pessoas eram tão afetadas que seus corpos perdiam as forças, e elas acabavam pernoitando na igreja. Houve casos de pessoas que entraram em uma espécie de transe, permanecendo imóveis por vinte e quatro horas, desprovidas de seus sentidos, mas ao mesmo tempo sob fortes impressões espirituais, como se tivessem ido ao Paraíso e tido visões de coisas gloriosas e agradáveis.
Compilado das obras de Jonathan Edwards ‘The Great Awakening’ (pp. 547, 550) e ‘A Narrative of Surprising Conversations’ (pp. 37-38, 45). Traduzido por @paoevinho.

Martyn Lloyd-Jones e a “desordem divina”


Martyn Lloyd-Jones (1899-1981) é considerado por muitos uma das vozes cristãs mais respeitadas na Igreja do século XX. Por quase 30 anos, ele ministrou na Westminster Chapel de Londres e foi um dos principais opositores da teologia liberal que ameaçava o Cristianismo em sua geração. Em sua obra ‘Revival’ (Avivamento), Lloyd-Jones aborda a questão das manifestações espirituais presentes em avivamentos.
Martyn Lloyd-Jones
Isso acontece nos avivamentos, e nos deixa intrigados: uma estranha mistura entre uma grande convicção de pecados e grande alegria, uma sensação tremenda de terror diante do Senhor, e ao mesmo tempo ação de graças e louvor. Um avivamento sempre é acompanhado de algo chamado “desordem divina.” Alguns agonizam e gemem sob convicção de pecados e outros louvam a Deus por tão grande salvação. [...]
Falemos agora a respeito de uma questão delicada: a dos chamados “fenômenos” que algumas vezes se manifestam nos avivamentos. Novamente digo que há muita variação aqui. Algumas vezes, um avivamento se manifesta de forma poderosa e mesmo assim se dá de forma mais ou menos tranqüila. É marcado por emoções profundas. Pessoas se convertem em grandes números, mas de forma tranqüila. Mas nem sempre é assim.
Na verdade, é quase uma regra dos avivamentos que tais fenômenos se manifestem: homens e mulheres que não somente são convencidos de seus pecados, mas que são tomados por uma agonia com relação ao seu pecado. Eles não somente enxergam que são pecadores e que precisam crer no Salvador, mas tal convicção vem sobre eles ao ponto de enfermá-los fisicamente. Eles entram literalmente em agonia de alma. [...]
As pessoas estão em agonia de alma e gemem. Às vezes, choram copiosamente e agonizam de forma audível. Mas o processo nem sempre termina aí. Às vezes, as pessoas são tomadas de tal convicção de pecados e sentem o poder do Espírito de tal maneira que desmaiam e caem no chão. Às vezes, há até mesmo convulsões, convulsões físicas. E às vezes, as pessoas parecem perder seus sentidos, entrando em uma espécie de transe, permanecendo neste estado por horas.
Bem, tudo o que mais desejo neste momento é lembrá-los dos fatos. Eles variam. Estes fenômenos podem estar presentes ou não, mas geralmente, você verá coisas deste tipo em avivamentos. [...] Estes fenômenos não são essenciais para um avivamento. Devemos sempre nos lembrar disso. Podemos ter avivamento sem estes fenômenos, mas é correto dizer que, geralmente, tais fenômenos tendem a estar presentes em avivamentos.
Extraído da obra de Martyn Lloyd-Jones ‘Revival’- pp. 103, 110-111, 134. Traduzido por@paoevinho.

George Whitefield – surpreendido pelo Espírito



George Whitefield
George Whitefield (1714 – 1770) foi contemporâneo de John Wesley e juntamente com ele foi um dos instrumentos que Deus usou para trazer avivamento a sua geração. Whitefield pregou aproximadamente umas 20 mil vezes a mais de dez milhões de pessoas.
Whitefield, assim como Wesley, mantinha um diário pessoal no qual registrou suas experiências. Em seus relatos, ele registra os mesmos fenômenos que John Wesley testemunhou em seu ministério: pessoas desmaiando e caindo no chão, algumas louvando, outras gritando, umas clamando, e outras tomadas por fortes convulsões.
Ironicamente, tais fenômenos começaram a se manifestar em seu ministério depois que Whitefield procurou Wesley para admoestá-lo por permitir tais manifestações. Wesley, em seu diário, registra esta conversa entre os dois.
“Não posso concordar com o fato de você dar tanto apoio a estas convulsões em suas reuniões”, disse Whitefield a Wesley. Em seu diário, Wesley escreve que as objeções de Whitefield às manifestações “estavam fundamentadas em fatos terrivelmente distorcidos. Mas no dia seguinte, ele teve a oportunidade de se esclarecer melhor: tão logo começou a convidar os pecadores a crerem em Cristo, quatro pessoas caíram perto dele, quase ao mesmo tempo. O primeiro perdeu os sentidos e ficou imóvel. Um segundo tremia intensamente. O terceiro tinha fortes convulsões por todo seu corpo, e não fazia nenhum ruído, só gemia. O quarto, também convulsionava e clamava a Deus em altos choros e lágrimas.”
Diante da resistência inicial de Whitefield, uma irmã chamada Lady Huntington escreveu a Whitefield a respeito dos clamores e quedas que ocorriam durante as reuniões, aconselhando-o a não proibir as manifestações, como já havia feito. “Você está cometendo um erro enorme. Não queira ser mais sábio do que Deus. Deixe as pessoas clamar, pois lhes fará muito melhor do que as suas pregações”, escreveu Lady Huntington.
Diante das manifestações que ironicamente seguiram o ministério de Whitefield, Wesley conclui: “Acho que agora todos nós teremos que pagar o preço por fazer a obra de Deus da maneira que lhe agrada.”

John Wesley e a “extravagância” do Espírito


Em seu diário, John Wesley comenta sobre certas manifestações espirituais que acompanharam seu ministério. As seguintes palavras foram escritas no mes de novembro de 1759, na cidade de Everton, Inglaterra, onde o avivamento metodista foi acompanhado por fenômenos como visões, gritos, convulsões, quedas e “transes” no Espírito:
John Wesley
O perigo era atribuir demasiado valor às circunstâncias extraordinárias tais como gritos, convulsões, visões e transes,1 como se estas coisas fossem essenciais na obra de transformação interior, de tal forma que tal obra não pudesse acontecer sem tais manifestações. Talvez o perigo esteja em atribuir-lhes muito pouco valor, em condená-las de forma generalizada, em pensar que nelas não havia nada de Deus e vê-las como um obstáculo na concretização de Sua obra.
A verdade é que Deus, de forma repentina e profunda, convenceu a muitos de que eles estavam perdidos em seus pecados. A consequência natural de tal convicção era gritos repentinos e fortes convulsões. Para fortalecer e encorajar aqueles que creram, e para tornar sua obra ainda mais aparente, ele concedeu sonhos divinos a alguns, transes e visões a outros.
Em alguns casos, com o passar do tempo, a carne se misturava à graça. Igualmente, Satanás falsificou estas manifestações de Deus para desacreditar a obra como um todo; mesmo assim, não é sábio desqualificar este aspecto do ministério do mesmo modo como não podemos desqualificar o ministério como um todo.
Sem dúvida nenhuma, no começo tais manifestações eram totalmente de Deus. Em parte, até hoje continuam sendo, e Ele nos dará discernimento, de caso em caso, para saber até que ponto tal obra é pura e em que ponto ela se contamina e se degenera.

Quando Linguas e Profecias Finalmente Cessarão



É proibido profetizar ou falar em linguas
É proibido profetizar ou falar em linguas
Como apontei em A Ironia Cessacionista, ninguém que leia somente a Bíblia (Sola Scriptura) poderá chegar a conclusão de que os dons espirituais cessaram. O cessacionismo (que tão veementemente ostenta a bandeira do Sola Scriptura) precisa incorporar elementos extra-bíblicos à sua teologia, para somente assim poder sustentar seu postulado.
O cessacionismo não é doutrina bíblica, é somente um conceito filosófico imposto ao texto bíblico. Não fazia parte do didaque apostólico e nem mesmo dos Pais da Igreja. É somente o mau fruto do declício que a Igreja sofreu ao longo dos séculos – processo em que a espontaneidade carismática que marcou a Igreja dos primeiros discípulos foi gradualmente desaparecendo e dando lugar às rígidas liturgias conduzidas por clérigos profissionais.
Um dos poucos versos bíblicos usados pelo cessacionismo que aborda a questão do carisma de forma direta é 1 Corintios 13:8-10 que diz:
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Os cessacionistas se utilizam deste verso para dizer que linguas e profecias cessariam com a manifestação daquilo que é perfeito.1 E o “perfeito”, de acordo com esta filosofia, é a formação do cânon das Escrituras. Assim, reza o postulado cessacionista que uma vez que já temos as Escrituras, não precisamos mais de profecias ou línguas.
Há dois problemas com esta interpretação. O primeiro problema é que se supormos que no tempo da redação de 1 Cor 13:8-10 “eles viam em parte” porque “o perfeito” (i.e. o fechamento do cânon bíblico) ainda não havia se manifestado, teremos que subscrever à implícita idéia de que nosso nível de revelação do Evangelho é maior do que o do que os apóstolos originais obtiveram – incluindo Paulo, o autor do texto acima – uma vez que “eles viam em parte, mas nós já temos a revelação (o cânon) completa.” Particularmente não conheço nenhum irmão conservador que esteja disposto a afirmar isso de um púlpito, o que já demonstra o paradoxo deste postulado. Em segundo lugar, sabemos que as Escrituras são nosso guia, mas nem todos os livros do mundo seriam capazes de conter toda a revelação de Deus, e que há coisas que somente nos serão reveladas quando o contemplar-mos face a face (Dt 29:29, Jo 21:25). E, na verdade, é a isso que este texto de Corintios se refere.
Em nenhum momento o texto se refere ao fechamento do cânon. O verso 12 do mesmo capítulo nos esclarece exatamente o que é “o perfeito” que há de vir:
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. (grifos acrescentados)
Paulo nos esclarece “o perfeito” é conhecer a Deus e vê-lo face a face, conhecendo-o da mesma forma que somos conhecidos por Ele. Na época de Paulo, os espelhos eram feitos de metais polidos (como bronze ou cobre) que davam como reflexo uma imagem obscura, uma espécie de penumbra. Não refletia uma imagem clara e nítida como nos dias atuais. Essa é a imagem de Deus que possuímos hoje: vemos em parte, conhecemos Deus em parte e ainda não o contemplamos face a face. Profecias e linguas fazem parte deste contexto, porque nos ajuda a discerninr e conhecer melhor o coração de Deus em tempos em que o “conhecemos parcialmente.” Na verdade, o “perfeito” a que se refere Paulo é a mesma coisa que João descreve em 1 Jo 3:2:
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.
No desfecho da profecia acima, e não antes disso, obviamente linguas e profecia se tornarão desnecessárias, pois estaremos contemplando Deus face a face. Mas até que que seja “manifesto o que havemos de ser”, até que “Ele se manifestar”, poderemos contar com os dons espirituais que Deus deu a sua Igreja, sem nos preocuparmos com a data de expiração de certas Escrituras do cânon.
NOTA
[1] Continuístas e cessacionistas concordam que línguas e profecias, na passagem em questão, são dons representativos e não exclusivos. Em outras palavras, são exemplos dados por Paulo, para ensinar que todos os outros dons sobrenaturais, como cura e operação de milagres, cessarão quando o que é perfeito se manifestar. A discordância se dá quanto ao tempo desta cessação, que é o que procuro expor de forma exegética neste texto.

© Pão & Vinho
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A Ironia Cessacionista



É proibido profetizar ou falar em linguas
"É proibido profetizar ou falar em linguas"
Para quem não está familiarizado com o termo, “cessacionista” é aquele que crê que certos dons espirituais como linguas, profecia, cura e milagres cessaram com a morte dos primeiros apóstolos. Esta linha teológica se propõe a refutar a validade dos dons espirituais (no gregocarisma) listados nas Escrituras para os dias de hoje.
Como ex-batista e leitor de cessacionistas como John MacArthur (autor de O Caos Carismático e do artigo aqui publicado intitulado O Âmago da Verdadeira Ética), tenho o maior respeito por estas pessoas. Em tempos em que a Igreja está sendo infestada pelo liberalismo teológico, precisamos do sólido Fundamento que estes irmãos pregam, que é Cristo crucificado, e de sua ênfase na inerrância das Escrituras. Em momento nenhum questiono sua fé, devoção ou sinceridade diante do Senhor. No entanto, quando o assunto é dons espirituais, os conservadores deixam a desejar. Apesar de seu forte apelo intelectual, o cessacionismo se embasa em frágeis postulados que não se sustentam diante de um exame minucioso das Escrituras.
O cessacionismo é fruto de um gradual declínio histórico da Igreja (que culminou no Milênio das Trevas), não é um ensinamento apostólico. Não é bíblico.
Se trancássemos uma pessoa em um quarto de seis meses a um ano e lhe déssemos uma Bíblia para ler, no fim deste período, quando saísse do quarto, esta pessoa estaria crendo na validade e no exercício de dons carismáticos como linguas, profecia e cura. Absolutamente ninguém que leia somente a Bíblia (Sola Scriptura) chegará à conclusão de que os dons espirituais cessaram. Toda e qualquer especulação quanto ao fim do carisma não é embasada nas Escrituras, e sim em uma tradição anti-carismática que se cristalizou na Igreja ao longo dos anos, na História pós-canônica.
Esta é a ironia cessacionista: se você confrontar um conservador usando 1 Corintios 14:39, onde encontramos o mandamento apostólico de “não proibais o falar em línguas”, ouvirá de sua boca que esta Escritura já não vale para os dias de hoje. Se um carismático vai na TV e diz que algum outro trecho das Escrituras já não é válido para os dias atuais, os conservadores entoarão em coro a palavra “herege”. No entanto, por alguma razão, os mesmos conservadores pensam que podem cometer a mesma atrocidade.
Ironicamente, os cessacionistas são os primeiros a colocarem data de expiração em certas Escrituras, e depois criticam os cristãos liberais que defendem o homossexualismo utilizando-se da mesma prática.
É irônico que os conservadores com orgulho entoem a bandeira do Sola Scriptura, mas precisem incorporar elementos extra-bíblicos da tradição humana em sua teologia, para somente assim poder sustentar o postulado cessacionista.
Ironicamente, os conservadores criticam os católicos por sua devoção ao papa, mas abraçam os extremos anti-carismáticos dos reformadores, chamando de herege qualquer um que não reze a apostila doutrinária de Calvino ou Lutero.

Teologia Empírica

Ironicamente, os conservadores criticam aqueles que embasam sua ortodoxia na experiência de seus cinco sentidos ao invés de fundamentá-la nas Escrituras. Entretanto, adotam um sistema fechado de crenças que, na questão do carisma, não se fundamenta nas Escrituras mas somente na má experiência de viver na estiagem da era pós-moderna (em que o sobrenatural é raro), ou na má experiência de testemunhar as meninices de alguns ícones no meio carismático (como Benny Hinn e Cia Ltda).
De fato os carismaníacos não são os melhores agentes de Relações Públicas a favor da validade e do livre exercício do carisma na Igreja, mas não obstante, as Escrituras nos dão testemunho daquilo que é verdadeiro. Excessos devem ser tratados com cuidado pastoral, a exemplo do que fez Paulo em Corinto, mas jamais com ceticismo.
Eliminar a prática dos dons espirituais de nossa ortodoxia por causa dos abusos carismáticos é tão imprudente quanto o médico que manda amputar o pé de seu paciente por causa de uma unha encravada.

quarta-feira, maio 2

Reino é a obra de um povo, ou a autoridade de um Rei? // Anderson

Não confunda Reino com a obra de um povo, entenda que Reino é a autoridade de um Rei, e nesse caso a obra do povo só é válida se é respaldada pelos decretos dessa autoridade.

Esperar o Reino, é esperar que Jesus governe...

Então cantar "que venha o teu Reino, é adiar o governo e falar: venha amanhã, mas amanhá cantaremos novamente que venha o teu Reino"

Está no Reino é ser governado e gerado na vida de Jesus...
Se o Reino está, prossigamos em estabelecer a realidade desse Reino [..] realidade essa que é vida, e não informações.

Os que oram, e cantam para que venha o Reino, é porque não estão sendo governados [...] pois o Reino já veio, o Reino é a autoridade de Deus agindo por meio de Jesus, governando todas as coisas, e devolvendo tudo para o devido lugar.


Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. 1 Coríntios 15:24

Reino não é poesia, é a autoridade do Rei em operação na vida dos que se dizem Reino, e nessa perspectiva podemos afirmar que curas e maravilhas não definem o Reino, quem somos define o Reino, a nossa vida mostra o caráter do Rei que governa sobre nós.

Enquanto falamos que Reino é fazer, O Rei diz que Reino é SER, e ser por reação ao seu governo e identidade. 

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. 
Mateus 7:22-23

O Reino virá apenas para os que ainda não nasceram de novo, o Reino já é, e já está em operação eficaz na vida dos que nasceram na Verdade, e vivem na Verdade, e produzem frutos correspondentes [...] Reino não um povo fazendo, mas um Rei governando, é o estabelecimento da vontade de Deus na vida e na prática do homem, fazendo com que esse homem seja instrumento de resgate, e redenção da Criação.


Os jovens trarão um avivamento por meio da Palavra // Anderson


Quando nos referimos a avivamentos [...] automaticamente pensamos somente naquilo que acontece de "sobrenatural"; mas precisamos entender que o foco de um avivamento é o novo nascimento, é a devolução (regeneração) da criação para o Criador, o foco não deve ser as experiências místicas, pois se assim for seremos desequilibrados quanto a compreensão dos desígnios de Deus para a humanidade caída. Precisamos entender que avivamento é um povo se arrependendo [...] por isso experiências fortes e poderosas acontecem, e que produções carnais de emoções rasas não é avivamento.

Por mais que as peças não tenham se juntado formando um quadro perfeito, já começou um despertar que irá produzir um avivamento por meio da juventude, despertar esse que não pertence ao que "acontece" ou ao que "fazemos", mas que dirá respeito a quem somos, a quem somos no Senhor por meio de sua Palavra, o amor à Palavra está levantando uma geração poderosa que irá produzir um avivamento sem precedentes, mas que será regulado e equilibrado pela Palavra, por isso "seremos", e estaremos "fazendo" por uma reação de quem somos, e não pela ação de nossa imperfeita vontade.


Anderson

segunda-feira, abril 9

Tudo nos levará para a Palavra [ Anderson ]



Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 

João 17:17 

Nós cristãos sempre ficamos empolgados com as novidades!
O novo pastor, a nova unção, a nova forma de encher igreja, o profeta que faz acontecer, os milagres, e tudo que aparentemente possa ser  místico e nos deixe com um "hohhhhh" bem grande na testa.  


Acredito plenamente nos dons do Espírito, mas também acredito firmemente que eles sejam um meio para um fim (Nossa obediência à Palavra), nos perdemos facialmente em tudo que é aparentemente espiritual, negando que a racionalidade do crer e obedecer a Deus por meio da Palavra não seja algo espiritual.

Não existe nada mais espiritual que nossa obediência à Palavra!

As escrituras nos instruem a amarmos a Deus com todo nosso entendimento [mente] e isso é maior que qualquer experiência mística que possamos ter.