quarta-feira, junho 27

Aborto e avivamento – Rick Joyner


Em 1989, tive uma experiência na qual a presença do Senhor encheu meu quarto de hotel. Nesta experiência, fui testemunha da ira do Senhor com relação ao aborto. Para minha surpresa. Sua ira foi dirigida à Igreja e nãoaos ímpios. Ele declarou que, se a Igreja não tivesse abortado as sementesespirituais que ele plantou nela – para missões, campanhas e até simples testemunho para nossos vizinhos – então os ímpios não estariam vivendo emtamanha escuridão e não estariam abortando a sua semente natural. Ele falou quea Igreja estava abortando a sua semente espiritual por todas as mesmas razõesque os ímpios estavam abortando seus nãos nascidos – pelo nosso egoísmo. Esses filhos custam muito caro, e não achamos que possamos tê-los ou dar-lhes o nosso tempo.Ele afirmou que o juízo viria sobre o nosso país por causa do mal do aborto, eque Ele começaria em primeiro lugar pela sua própria casa!

Quantos desses jovens não estariam precisando abortar agora se nós tivéssemos respondido ao Espírito Santo quando Ele nos deu um toque para testemunhar a eles? É hora de pararmos de golpear os galhos e colocarmos o machado na raiz da arvore! O aborto é um grande mal, mas é apenas um dos sintomas da doença terrível da humanidade, que é o pecado.

O aborto deve ser detido, mas agora ele está muito além danossa capacidade do governo de detê-lo. Esta não é uma desculpa para o governonão tentar, mas a única coisa que pode deter o aborto neste país agora é umavivamento no nível de outro grande despertar. Como crente, darei o máximo da minha atenção à obediência, à oração e a busca do avivamento. Em uma atmosferade avivamento, leis eficazes podem ser aprovadas que ajudarão a combater estemal, assim como os avivamentos de Finney ajudaram a inflamar as açõesgovernamentais contra a escravidão. Sem o avivamento, as mesmas leis seriam inúteis– as pessoas simplesmente quebrariam a lei e uma escala que o governo pouco poderia fazer.

terça-feira, maio 29

Jonathan Edwards: o peso da glória e risos no Espírito


Jonathan Edwards (1703 – 1758) é considerado um dos maiores teólogos estadunidenses. Autor do famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, Edwards foi testemunha ocular do Grande Avivamento nos EUA nas décadas de 1730 e 1740, na região da Nova Inglaterra, e produziu obras de valor imensurável que nos transmitem, com riqueza de detalhes, as manifestações espirituais que acompanharam o avivamento:
Jonathan Edwards
Era maravilhoso ver como as emoções das pessoas eram tocadas – quando Deus repentinamente abria seus olhos, e permitia que a grandeza de sua graça penetrasse suas mentes, a plenitude de Cristo e seu desejo em nos salvar … tal surpresa fazia com que seus corações quase saltassem do peito, de maneira que muitos rompiam em gargalhadas e rios de lágrimas misturadas com altos prantos. Às vezes, não podiam se conter e clamavam em alta voz, expressando sua admiração.
[...]
Algumas pessoas nutriam um desejo pela presença de Cristo a tal nível que perdiam suas forças naturais. Alguns eram dominados pela percepção do amor sacrificial de Cristo por criaturas tão pobres, perversas e indignas, a ponto de perderem as forças de seus corpos. Várias pessoas tiveram uma percepção tão grande da glória de Deus e da excelência de Cristo, que a natureza e a vida pareciam desvanecer. Provavelmente, se Deus tivesse lhes manifestado um pouco mais de sua presença, seus corpos teriam sido dissolvidos …
Muitos jovens pareciam estar em êxtase diante da grandeza das coisas divinas, enquanto muitos outros eram tomados pelo desespero com relação ao seu estado pecaminoso, e tudo o que se via no lugar eram pessoas chorando e desmaiando; muitos perdiam suas forças e permaneciam ali por horas.
[...]
Era comum ver prantos, desmaios, convulsões em agonia e gozo. Algumas pessoas eram tão afetadas que seus corpos perdiam as forças, e elas acabavam pernoitando na igreja. Houve casos de pessoas que entraram em uma espécie de transe, permanecendo imóveis por vinte e quatro horas, desprovidas de seus sentidos, mas ao mesmo tempo sob fortes impressões espirituais, como se tivessem ido ao Paraíso e tido visões de coisas gloriosas e agradáveis.
Compilado das obras de Jonathan Edwards ‘The Great Awakening’ (pp. 547, 550) e ‘A Narrative of Surprising Conversations’ (pp. 37-38, 45). Traduzido por @paoevinho.

Martyn Lloyd-Jones e a “desordem divina”


Martyn Lloyd-Jones (1899-1981) é considerado por muitos uma das vozes cristãs mais respeitadas na Igreja do século XX. Por quase 30 anos, ele ministrou na Westminster Chapel de Londres e foi um dos principais opositores da teologia liberal que ameaçava o Cristianismo em sua geração. Em sua obra ‘Revival’ (Avivamento), Lloyd-Jones aborda a questão das manifestações espirituais presentes em avivamentos.
Martyn Lloyd-Jones
Isso acontece nos avivamentos, e nos deixa intrigados: uma estranha mistura entre uma grande convicção de pecados e grande alegria, uma sensação tremenda de terror diante do Senhor, e ao mesmo tempo ação de graças e louvor. Um avivamento sempre é acompanhado de algo chamado “desordem divina.” Alguns agonizam e gemem sob convicção de pecados e outros louvam a Deus por tão grande salvação. [...]
Falemos agora a respeito de uma questão delicada: a dos chamados “fenômenos” que algumas vezes se manifestam nos avivamentos. Novamente digo que há muita variação aqui. Algumas vezes, um avivamento se manifesta de forma poderosa e mesmo assim se dá de forma mais ou menos tranqüila. É marcado por emoções profundas. Pessoas se convertem em grandes números, mas de forma tranqüila. Mas nem sempre é assim.
Na verdade, é quase uma regra dos avivamentos que tais fenômenos se manifestem: homens e mulheres que não somente são convencidos de seus pecados, mas que são tomados por uma agonia com relação ao seu pecado. Eles não somente enxergam que são pecadores e que precisam crer no Salvador, mas tal convicção vem sobre eles ao ponto de enfermá-los fisicamente. Eles entram literalmente em agonia de alma. [...]
As pessoas estão em agonia de alma e gemem. Às vezes, choram copiosamente e agonizam de forma audível. Mas o processo nem sempre termina aí. Às vezes, as pessoas são tomadas de tal convicção de pecados e sentem o poder do Espírito de tal maneira que desmaiam e caem no chão. Às vezes, há até mesmo convulsões, convulsões físicas. E às vezes, as pessoas parecem perder seus sentidos, entrando em uma espécie de transe, permanecendo neste estado por horas.
Bem, tudo o que mais desejo neste momento é lembrá-los dos fatos. Eles variam. Estes fenômenos podem estar presentes ou não, mas geralmente, você verá coisas deste tipo em avivamentos. [...] Estes fenômenos não são essenciais para um avivamento. Devemos sempre nos lembrar disso. Podemos ter avivamento sem estes fenômenos, mas é correto dizer que, geralmente, tais fenômenos tendem a estar presentes em avivamentos.
Extraído da obra de Martyn Lloyd-Jones ‘Revival’- pp. 103, 110-111, 134. Traduzido por@paoevinho.

George Whitefield – surpreendido pelo Espírito



George Whitefield
George Whitefield (1714 – 1770) foi contemporâneo de John Wesley e juntamente com ele foi um dos instrumentos que Deus usou para trazer avivamento a sua geração. Whitefield pregou aproximadamente umas 20 mil vezes a mais de dez milhões de pessoas.
Whitefield, assim como Wesley, mantinha um diário pessoal no qual registrou suas experiências. Em seus relatos, ele registra os mesmos fenômenos que John Wesley testemunhou em seu ministério: pessoas desmaiando e caindo no chão, algumas louvando, outras gritando, umas clamando, e outras tomadas por fortes convulsões.
Ironicamente, tais fenômenos começaram a se manifestar em seu ministério depois que Whitefield procurou Wesley para admoestá-lo por permitir tais manifestações. Wesley, em seu diário, registra esta conversa entre os dois.
“Não posso concordar com o fato de você dar tanto apoio a estas convulsões em suas reuniões”, disse Whitefield a Wesley. Em seu diário, Wesley escreve que as objeções de Whitefield às manifestações “estavam fundamentadas em fatos terrivelmente distorcidos. Mas no dia seguinte, ele teve a oportunidade de se esclarecer melhor: tão logo começou a convidar os pecadores a crerem em Cristo, quatro pessoas caíram perto dele, quase ao mesmo tempo. O primeiro perdeu os sentidos e ficou imóvel. Um segundo tremia intensamente. O terceiro tinha fortes convulsões por todo seu corpo, e não fazia nenhum ruído, só gemia. O quarto, também convulsionava e clamava a Deus em altos choros e lágrimas.”
Diante da resistência inicial de Whitefield, uma irmã chamada Lady Huntington escreveu a Whitefield a respeito dos clamores e quedas que ocorriam durante as reuniões, aconselhando-o a não proibir as manifestações, como já havia feito. “Você está cometendo um erro enorme. Não queira ser mais sábio do que Deus. Deixe as pessoas clamar, pois lhes fará muito melhor do que as suas pregações”, escreveu Lady Huntington.
Diante das manifestações que ironicamente seguiram o ministério de Whitefield, Wesley conclui: “Acho que agora todos nós teremos que pagar o preço por fazer a obra de Deus da maneira que lhe agrada.”

John Wesley e a “extravagância” do Espírito


Em seu diário, John Wesley comenta sobre certas manifestações espirituais que acompanharam seu ministério. As seguintes palavras foram escritas no mes de novembro de 1759, na cidade de Everton, Inglaterra, onde o avivamento metodista foi acompanhado por fenômenos como visões, gritos, convulsões, quedas e “transes” no Espírito:
John Wesley
O perigo era atribuir demasiado valor às circunstâncias extraordinárias tais como gritos, convulsões, visões e transes,1 como se estas coisas fossem essenciais na obra de transformação interior, de tal forma que tal obra não pudesse acontecer sem tais manifestações. Talvez o perigo esteja em atribuir-lhes muito pouco valor, em condená-las de forma generalizada, em pensar que nelas não havia nada de Deus e vê-las como um obstáculo na concretização de Sua obra.
A verdade é que Deus, de forma repentina e profunda, convenceu a muitos de que eles estavam perdidos em seus pecados. A consequência natural de tal convicção era gritos repentinos e fortes convulsões. Para fortalecer e encorajar aqueles que creram, e para tornar sua obra ainda mais aparente, ele concedeu sonhos divinos a alguns, transes e visões a outros.
Em alguns casos, com o passar do tempo, a carne se misturava à graça. Igualmente, Satanás falsificou estas manifestações de Deus para desacreditar a obra como um todo; mesmo assim, não é sábio desqualificar este aspecto do ministério do mesmo modo como não podemos desqualificar o ministério como um todo.
Sem dúvida nenhuma, no começo tais manifestações eram totalmente de Deus. Em parte, até hoje continuam sendo, e Ele nos dará discernimento, de caso em caso, para saber até que ponto tal obra é pura e em que ponto ela se contamina e se degenera.

quarta-feira, maio 2

Os jovens trarão um avivamento por meio da Palavra // Anderson


Quando nos referimos a avivamentos [...] automaticamente pensamos somente naquilo que acontece de "sobrenatural"; mas precisamos entender que o foco de um avivamento é o novo nascimento, é a devolução (regeneração) da criação para o Criador, o foco não deve ser as experiências místicas, pois se assim for seremos desequilibrados quanto a compreensão dos desígnios de Deus para a humanidade caída. Precisamos entender que avivamento é um povo se arrependendo [...] por isso experiências fortes e poderosas acontecem, e que produções carnais de emoções rasas não é avivamento.

Por mais que as peças não tenham se juntado formando um quadro perfeito, já começou um despertar que irá produzir um avivamento por meio da juventude, despertar esse que não pertence ao que "acontece" ou ao que "fazemos", mas que dirá respeito a quem somos, a quem somos no Senhor por meio de sua Palavra, o amor à Palavra está levantando uma geração poderosa que irá produzir um avivamento sem precedentes, mas que será regulado e equilibrado pela Palavra, por isso "seremos", e estaremos "fazendo" por uma reação de quem somos, e não pela ação de nossa imperfeita vontade.


Anderson

quinta-feira, março 22

Entregando-nos à oração - E.M Bounds (1835-1913)




Esta, no entanto, não é uma era de oração; poucos se dedicam a isso. A oração é menosprezada por pregador e sacerdote. Nesses dias de correria e pressão, as pessoas não querem tirar tempo para orar. Há pregadores que “fazem orações” como uma parte do seu programa, em ocasiões regulares ou oficiais, mas “ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte, e te detenha” (Is 64.7). Quem ora como Jacó – até ser coroado como príncipe e intercessor perseverante? Quem ora como Elias – até que todas as forças bloqueadas da natureza sejam abertas e a terra castigada e faminta floresça como o jardim de Deus? Quem ora como Jesus que saiu para o monte e permaneceu toda a “noite orando a Deus” (Lc 6.12)? 

Os apóstolos se consagraram à oração (At 6.4). Não há nada mais difícil do que levar as pessoas e, até mesmo, os pregadores a fazerem isso. Alguns até doam seu dinheiro – alguns em abundância –, mas não querem “entregar-se” à oração. Há muitos pregadores que são capazes de dar grandes discursos, com muita eloquência, sobre a necessidade de avivamento e da expansão do Reino de Deus –, mas pouquíssimos estão dispostos a fazer aquilo sem o qual toda pregação e todo planejamento serão menos do que inúteis: ORAR. Está fora de moda, uma arte quase perdida, e o maior benfeitor que a nossa geração poderia ter seria um homem [ou um ministério] que trouxesse os pregadores e a Igreja de volta à oração.