quarta-feira, dezembro 19
segunda-feira, setembro 24
Afirmar que Deus te prosperou não significa que Ele te salvou /// Anderson
Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons
e derrama chuva sobre justos e injustos. Mateus 5:45
Onde encontramos a nossa mais profunda satisfação:
em Deus ou em suas dádivas?
John Piper
A resposta revelará o motivo da fraqueza e superficialidade da nossa fé, e o motivo de muitos de nós não conseguirem perseverar até o seu retorno... as dádivas dizem respeito ao cárater gracioso que Ele possui, mas elas não confirmam que Ele aprova ou está gerando Vida em nós, temos que está conscientes que a Eternidade com Ele (Céu) não é um merecimento ou "dádiva", mas um relacionamento consumado.
Afirmar que Deus te prosperou não significa que Ele te salvou, ou te aprova.
Anderson
segunda-feira, agosto 6
Amor fraternal ou amor total? // Anderson
Jesus não veio "amar" a humanidade de uma forma fraternal e meramente relacional (aceitação). Ele morreu como oferta por nossos pecados, como propiciação por nossas ofensas. Ele é o poder que nos faz nascer de novo, Ele é o poder que quebra nossa inimizade para com Deus, Ele é o caminho que nos devolve para Deus, Ele é a verdade que precisa ser estabelecida em nós, é a vida de que precisamos vive
r para que o poder de regeneração nos construa em Deus; Esse é o amor, essa é totalidade e a força do amor de Deus: Nos gerar novamente em sua própria Vida, e isso é uma questão maior que um mero padrão moral de comportamento ou uma poesia de aceitação, é uma profunda questão: nascermos novamente em Deus para expressarmos essa vida ... fazendo assim com que toda a humanidade volte a viver centrada na glória de Deus, contemplando a beleza de sua Santidade.
Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação. Romanos 4:25
Anderson
quinta-feira, junho 7
terça-feira, junho 5
Bonhoeffer - A Graça
A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quando tem; a pérola preciosa, a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens para adquiri-la; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, o qual, ao ouvi-lo, o discípulo larga as suas redes e o segue.
A graça preciosa é o evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater.
A graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, dar-lhe a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador.
Essa graça é sobretudo preciosa por tê-la sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – “fostes comprados por preço” – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus.
A graça preciosa é a graça considerada santuário de Deus, que tem que ser preservado do mundo, não lançado aos cães; e é graça como palavra viva, a palavra de Deus que ele próprio pronuncia de acordo com seu beneplácito. Chega até nós como gracioso chamado ao discipulado de Jesus; vem como palavra de perdão ao espírito angustiado e ao coração esmagado.
A graça é preciosa por obrigar o indivíduo a sujeitar-se ao jugo do discipulado de Jesus Cristo. As palavras de Jesus: ‘O meu jugo é suave e o meu fardo é leve’ são expressão da graça [...] A graça e o discipulado permanecem indissoluvelmente ligados.
BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. Editora Sinodal.
sexta-feira, junho 1
Não Quero Atormentar seu Ser, e Sim, Matá-lo! – C. S. Lewis
1. Quanto preciso sacrificar de mim mesmo?
E comum, antes de nos tornarmos cristãos, pensarmos da seguinte maneira: tomamos como ponto de partida nosso simples ser, com todos os seus desejos e interesses; em seguida, admitimos que algo mais — "moralidade", "comportamento correto" ou "o bem social" — requer atenção desse eu — exigências que interferem nos desejos. O que queremos dizer com "ser bom" é cumprir essas exigências. Algumas das coisas que o simples eu gostaria de fazer acabam sendo o que chamamos "errado": por isso, precisamos abandoná-las. Outras coisas são as que chamamos "certas": portanto, precisamos cumpri-las.
Contudo, temos a esperança de que, depois de todas as exigências serem cumpridas, o pobre eu natural ainda terá chance — e talvez tempo — de retomar a vida de sempre e fazer o que gosta. Na verdade, somos muito parecidos com o cidadão honesto que paga impostos. Ele paga todos os impostos corretamente, mas espera sobrar alguma coisa com que viver. Isso porque nosso ponto de partida continua sendo nosso ser natural.
2. Dois resultados
Enquanto pensamos assim, uma de duas possibilidades acontece: ou desistimos de tentar ser bons ou nos tornamos completamente infelizes. Não se engane: se você quer de fato atender a todas as exigências feitas ao ser natural, não sobrará nada para viver. Quanto mais você obedece à sua consciência, mais ela exige de você. Nosso ser natural, faminto, impedido e preocupado a cada momento, tornar-se-á cada vez mais odioso.
No final, você acabará desistindo de esforçar-se para ser bom ou então será uma daquelas pessoas que, como se diz, "vive para os outros", mas sempre descontente e murmurando, sempre pensando por que os outros não a notam mais e sempre se fazendo de vítima. Se isso acontecer, você será um incômodo muito maior para os que vivem à sua volta do que se permanecesse assumidamente egoísta.
3. Mais difícil e mais fácil
A vida cristã é diferente. De certo modo é mais difícil; de outro é mais fácil. Cristo diz: "Dê-me tudo. Não quero tanto de seu tempo, de seu dinheiro e de seu trabalho: quero você. Não desejo atormentar seu ser natural, e sim matá-lo. Nenhuma meia medida é boa. Não quero cortar um galho aqui e outro ali. Desejo derrubar a árvore toda. Entregue todo seu ego natural, todos os desejos, tanto os que você acha inofensivos quanto os maus — o conjunto todo. Em troca, darei a você um novo ser. Na verdade, entregarei meu próprio ser a você: minha vontade se tornará a sua vontade".
Isso é mais difícil e também mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. Espero que você tenha notado que o próprio Cristo às vezes admite que a vida cristã é muito difícil, mas às vezes a considera muito fácil. Ele diz: "Tome a sua cruz". É como ser espancado até a morte num campo de concentração. No minuto seguinte, ele diz: "O meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Ele quer dizer uma coisa e outra, e é fácil entender, porque ambos os aspectos são verdadeiros.
4. O maior perigo
Os professores dizem que o aluno mais preguiçoso da sala sempre é aquele que, no fim, terá de se esforçar mais. Eles falam sério. Digamos que você peça a dois alunos para resolver uma proposição de geometria. O que estiver disposto a enfrentar desafios tentará entender a proposição. O aluno preguiçoso tentará decorá-la, pois no momento é o que exige menos esforço. Seis meses depois, entretanto, quando estiverem estudando para o exame, o aluno preguiçoso gastará horas de trabalho enfadonho sobre questões que o outro aluno em poucos minutos entende e desfruta.
A preguiça significa mais trabalho no longo prazo. Veja também desta outra maneira. Numa guerra ou na escalada de uma montanha, há sempre algo que exige determinação, mas também, no longo prazo, é a coisa mais segura. Se você se acovarda, mais tarde irá deparar com um perigo muito maior. A atitude mais covarde sempre é a mais perigosa.
5. A coisa quase impossível
Assim funciona a vida cristã. Entregar todo o seu ser — todos os seus desejos e todas as suas precauções — a Cristo é algo terrível, quase impossível; contudo é muito mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. O que estamos tentando fazer é continuar a ser "nós mesmos", para preservar nossa felicidade pessoal como o principal objetivo da vida e, ao mesmo tempo, ser "bons". Tentamos deixar a mente e o coração seguir seu caminho, voltados para o dinheiro, o prazer e as ambições, acreditando, apesar disso, que nos conduziremos de modo honesto, simples e humilde.
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