quinta-feira, junho 7
sexta-feira, junho 1
Notícias! Notícias! Notícias! - John Piper
Notícias! Notícias! Notícias!
Colocando o Evangelho e a Teologia na ordem correta
Há pregadores e não somente ensinadores; e, pela mesma razão, há repórteres e não somente comentaristas. A razão é que há notícias, e não apenas comentários. As notícias devem ser divulgadas, se, pelo menos, forem boas notícias. Posteriormente, talvez seja necessário explicá-las e argumentar a respeito delas.
Os crentes mais simples precisam lembrar isso. O cristianismo é notícias, antes de ser teologia. Imagine a cena: existe uma situação horrível em que muitas pessoas são mantidas reféns, e suas vidas estão em perigo. Parece que não há meios para resgatá-las ou para elas escaparem. É terrível. Em secreto, as autoridades planejam um ataque e um resgate ousado. Repentinamente, há uma invasão. Os soldados conseguem, com perdas incríveis, preparar uma saída. Inúmeras pessoas começam a escapar. Espalha-se rapidamente a notícia: “Há uma saída! Há uma saída! Venham para o lugar seguro. Há um túnel para a liberdade”.
O cristianismo é, primeiramente, notícias; depois, teologia.
Sessenta anos atrás, J. GreshamMachen amava enfatizar isso, porque ele estava totalmente comprometido com a realidade de que o cristianismo é essencialmente fatos. Notícias dizem respeito a fatos e não a meras idéias. O cristianismo se refere a algo que realmente aconteceu, e não somente às idéias de alguém. Os fatos realmente aconteceram: uma criança nascida de uma virgem, poucos anos de ensino e curas, um julgamento, uma crucificação, uma morte, uma ressurreição e uma ascensão ao céu. Em seguida, houve uma explosão de notícias sendo divulgadas.
Em seu livro God Transcendent (Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1982, p. 39), Machen afirma:
Não poderíamos esperar que seríamos ouvidos, se tivéssemos apenas nossos próprios pensamentos. Há muitos outros no mundo mais sábios e mais cultos do que nós. Mas, em tempos de perigo, em uma cidade sitiada, o mais humilde dos trabalhadores, se tiver boas notícias, é mais digno de ser ouvido do que o maior dos oradores.
Em tempos de perigo, um portador de boas notícias é melhor do que os grandes filósofos. Não importa se a sua linguagem, ou a sua gramática, ou a sua aparência é boa. Se ele tem boas novas para um povo em perigo, será mais valioso do que milhares de teólogos. As pessoas simples que ouviram as boas-novas e foram salvas por meio delas devem se animar com isso. As pessoas precisam inicialmente das boas notícias. Perguntas difíceis podem ser respondidas depois. Precisamos de portadores alegres e incansáveis de boas notícias, e não de comentaristas inteligentes dessas notícias.
Sim, ouço a advertencia. Precisamos de ambos. Às vezes, as notícias são ininteligíveis sem os comentários. O fato de que as notícias são intelectualmente convincentes é, em si mesmo, boas notícias. Sim, eu amo tudo isso. Contudo, creio que, no caso de algumas pessoas, precisamos enfatizar que temos boas notícias! E são melhores do que a descoberta da cura para o câncer. Infinitamente melhores. Precisamos crer nisso e sentir isso. Em seguida, devemos sair e divulgá-las.
É realmente maravilhoso ser um portador de boas notícias. Sei que muitas pessoas não sentem que estão em perigo. Isso complica a transmissão dessas notícias. Mas, se você realmente crê no perigo e nas notícias, ainda é emocionante contar às pessoas os aconte
cimentos que trazem segurança, esperança e gozo eterno.
Freqüentemente, precisamos meditar no fato de que o cristianismo é notícias. É notícias, e não apenas idéias ou argumentos. O cristianismo também possui essas características, mas ele é, antes de tudo, notícias poderosas e cheias de júbilo. “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo” (Lucas 2.10).
Qual é a notícia? É esta: embora o pecado tenha grande poder, seja universal e cause a morte (Romanos 3.23; 6.23), Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo para salvar pecadores (1 Timóteo 1.15). Ele nos livra da condenação eterna (Mateus 25.46). Cristo morreu por nossos pecados (1 Coríntios 15.3). Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nEle, nos tornássemos os justos de Deus (2 Coríntios 5.21). Somos justificados por meio do sangue de Cristo e reconciliados com Deus (Romanos 5.9-10). Não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus (Romanos 8.1). O justo morreu pelos injustos, para trazer-nos à comunhão com Deus (1 Pedro 3.18). Este Jesus, Senhor do universo, foi ressuscitado, indestrutivelmente, de entre os mortos e não pode morrer ou ser vencido (Romanos 6.9; Hebreus 7.16). A maneira de sermos salvos por intermédio dEle não são as obras meritórias, e sim a fé no Deus que justifica os ímpios (Romanos 4.5; Efésios 2.8-9). Nenhum ser humano jamais imaginou a grandeza do que Deus tem preparado para aqueles que O amam (1 Coríntios 2.9).
É admirável o fato de que esta mensagem — esta notícia — se propagou triunfantemente pelo mundo romano naqueles primeiros dias da igreja, mesmo num contexto de paganismo, pluralismo, ocultismo e perseguição (dias semelhantes aos nossos)? As notícias eram boas demais para serem retidas. E toda a história exclama: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Romanos 10.15).
sexta-feira, maio 11
É melhor viver do que conhecer?
Por André R. Fonseca
Muitos defendem que é melhor viver os ensinamentos bíblicos do que conhecer a Bíblia através de estudos teológicos e acadêmicos.
Eu não teria dificuldade alguma em concordar com essa proposta se ela não escondesse uma tentativa de menosprezar o zelo de alguns pelo conhecimento acadêmico do conteúdo bíblico. Quem vai para o seminário ou faz investimento em dinheiro e tempo por conta própria para estudar geografia bíblica, teologia sistemática/bíblica, etc., acaba sendo discriminado sem motivo.
Puro preconceito! Dizer que é preciso “ter vida com Deus” é o argumento mais apelativo dos ignorantes. Quem pode medir “a vida com Deus” do crente? Não é possível, graças a Deus, medir a espiritualidade de cada pessoa na igreja; se fosse possível, seria difícil esconder-se por trás de falsa religiosidade... Se quem estuda é acusado em não apresentar um ou muitos elementos do fruto do Espírito como medida dessa espiritualidade esperada com sua “vida com Deus”, eu pergunto: Estamos em uma disputa por produção de fruto? Alguém está em condição de gabar-se por santidade maior do que a de outro irmão qualquer? Somos biblicamente recomendados a medir os outros pela nossa medida? Somos recomendados a tomar quais medidas quando nos deparamos com as fraquezas dos irmãos? Se o irmão que estuda e busca conhecimento não apresenta algum fruto que você julga ser sinal de falta de “vida com Deus”, olhe primeiro para a sua própria vida e veja se você tem condições de fazer esse julgamento.
O anti-intelectualismo é como uma catarata da visão espiritual, que vai cegando o crente aos poucos, transformando as verdades cristalinas do evangelho em imagens cada vez mais opacas e indiscerníveis... Quem não se aprofunda no conhecimento paralelo ao conhecimento bíblico não tem condições de apreciar as riquezas mais escondidas da Bíblia! Não está impossibilitado de viver plenamente o evangelho, não será por isso um crente de segunda categoria, mas perde em muita coisa na compreensão do que a Bíblia tem para nos ensinar.
Qual seria a sua perda se você não soubesse ler? A mínima deficiência na leitura pode causar prejuízos irreparáveis. Vale lembrar-se daquele homem casado que considerou ter um caso com a mulher de um membro de sua igreja porque leu incorretamente na Bíblia uma ordem para adulterar. Se a deficiência na leitura do texto em sua língua causa perda de compreensão com implicações em sua “vida com Deus”, por que julgar quem se esmera para ler bem a Bíblia em sua própria língua? Ou nas línguas originais? Por que isso faz alguém ser menos santo, ou ter menos “vida com Deus”? Se minha dedicação resulta em melhor compreensão do que Deus espera de mim, minha “vida com Deus” está mais próxima possível de Seus preceitos revelados na Palavra. Portanto, o pensamento deveria ser o contrário do que comumente nos deparamos nas igrejas: Viver é melhor do que conhecer a Bíblia...
Eu não teria dificuldade algum em concordar com essa proposta do “viver é melhor do que conhecer” se essa proposta não fosse impossível e contrária ao ensinamento bíblico! Se é impossível conhecer a Deus sem que Ele se revele ao homem, como eu poderia “ter vida com Deus” sem antes conhecê-lO bem pela leitura e estudo do que Ele revelou? Como poderia obedecer a um mandamento sem antes conhecer e entender o que o mandamento exige de mim?
Os deuses eram difíceis de agradar. Saber como aplacar a ira dos deuses era um desafio, quem poderia saber o que os deuses queriam? O grande louvor de todo Israel pela Lei estava baseada nesta graça de ter a Lei do SENHOR escrita para ser estudada e conhecida. Conhecer exatamente o que Deus esperava de cada um dos seus era uma dádiva! Saber como levar uma vida justa diante de Deus não tem preço!
A lei do SENHOR é perfeita e nos dá novas forças. Os seus conselhos merecem confiança e dão sabedoria às pessoas simples. Os ensinos do SENHOR são certos e alegram o coração. Os seus ensinamentos são claros e iluminam a nossa mente. O temor ao SENHOR é bom e dura para sempre. Os seus julgamentos são justos e sempre se baseiam na verdade. Os seus ensinos são mais preciosos do que o ouro, até mesmo do que muito ouro fino. São mais doces do que o mel, mais doces até do que o mel mais puro. Senhor, os teus ensinamentos dão sabedoria a mim, teu servo, e eu sou recompensado quando lhes obedeço. Salmo 19:7-11
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