
Em Levítico somos alertados que "é o sangue que fará expiação pela alma" (17:11). No regime da lei Deus nunca perdoou pecado à parte do sangue. Isso era uma constante: "sem o derramamento de sangue não há remissão" (Heb. 9:22). Farinha e mel, temperos doces e incensos, de nada valiam sem o derramamento do sangue. Não havia promessa de remissão baseada em esforço futuro ou profundo arrependimento; sem o derramamento de sangue o perdão nunca viria. O sangue, e somente o sangue, tirava o pecado e permitia ao homem chegar-se ao trono de Deus para O adorar, porque o sangue o tornara um com Deus. O sangue é a grande expiação. Não há esperança de perdão para o pecado de qualquer homem, a não ser que sua punição seja sofrida totalmente. Deus precisa punir o pecado. A punição do pecado não e um arranjo arbitrário, mas faz parte da constituição de um governo moral. Deus nunca Se desviou disso e nunca o fará. "Ele, de modo algum, inocentará o culpado" (Ex. 34:7).
Cristo, portanto, veio e foi punido no lugar de todo o Seu povo. Incontáveis são as almas pelas quais Jesus derramou Seu sangue. Ele fez uma expiação completa pelos pecados de todos os eleitos. Por cada homem nascido de Adão que crê ou irá crer nisso, como também por aqueles levados para a glória antes que sejam capazes de crer, Cristo fez uma expiação perfeita; e não há outro plano pelo qual os pecadores possam se tornar um com Deus, exceto pelo sangue, pelo precioso sangue de Jesus. Eu posso oferecer sacrifícios, mortificar meu corpo, ser batizado, participar das ordenanças, orar de joelhos até que endureçam; posso ler palavras devocionais e até decorá-las, celebrar missas, adorar em uma língua ou em cinqüenta línguas; porém não posso ser reconciliado com Deus a não ser pelo sangue de Cristo, pelo "precioso sangue de Cristo".