terça-feira, agosto 21

Vida da Igreja // Efeitos nocivos da ausência





Por Matt Schmucker

Por Matt Schmucker
Cresci ouvindo sempre que era melhor ser acusado de cometer um pecado de omissão que um pecado de comissão. Desta forma, você poderia sempre riscar seu pecado usando o esquecimento, a ignorância ou falta de cuidado. Já o pecado de comissão era o grande “não-faça”, uma vez que parecia deliberado e calculado.
AUSÊNCIA: APENAS UM PECADO DE OMISSÃO?
Temo que muitos cristãos pensem que não frequentar a igreja regularmente é um pecado de omissão; se for realmente um pecado, seria um dos pequenos. Não seria grande coisa. “Não traga esse legalismo para cá!”. Aparentemente, isto é o que muitos pastores, presbíteros, diáconos e a inteira congregação pensam, já que fazem pouco para lidar com o assustador número de ausentes.
Por exemplo, em minha própria denominação, a Convenção Batista do Sul, apenas um terço da membresia total de quarenta mil igrejas nos EUA realmente participam dos cultos todo domingo. Isto significa que aproximadamente dez milhões de supostos cristãos na verdade são faltantes.
NEM TODOS OS AUSENTES SÃO IGUAIS
Uma vez que nem todos os ausentes são iguais, as igrejas devem tratar os diferentes tipos de ausentes de maneira diferente. Aqui estão quatro tipos distintos:
  1. Aqueles que vivem nas proximidades, mas são incapazes de frequentar o culto: a idade ou a saúde os impedem. Membros anciãos ou doentes devem ser tratados com cuidado especial. Este artigo não é sobre eles
  2. Aqueles que vivem (temporariamente) fora das proximidades e são incapazes de participar: militarismo ou compromissos de trabalho os impedem. Estes ausentes (temporários) também devem ser tratados com cuidado especial, uma vez que suas viagens a trabalho colocam um fardo único sobre eles e suas famílias. Este artigo não é sobre eles.
  3. Aqueles que vivem fora das proximidades e escolhem continuar sendo membros de sua igreja local: a distância os impede. Ausentes desse tipo devem ser encorajados a participar de uma igreja que eles podem frequentar. Este artigo é sobre eles.
  4. Aqueles que vivem nas proximidades, mas esporádica e raramente participam dos cultos: nada realmente os impede além de sua própria vontade. Este artigo é especialmente sobre eles.
PORQUE OS AUSENTES SÃO NOCIVOS
Esses dois últimos tipos de não-frequentadores têm um efeito nocivo na igreja local porque eles afirmam que a membresia no corpo de Cristo é inútil.
Em 1 Coríntios 12, o apóstolo Paulo fala do corpo e suas partes como uma metáfora da igreja:
“Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo.” (1 Co 12.12)
“Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo.” (1 Co 12.27)