quarta-feira, maio 2

Jen Smidt – Uma esposa excelente é forjada, não encontrada


Forjada, não encontrada
“Uma mulher excelente, quem a pode achar? Ela é muito mais preciosa do que jóias.”
(Provérbios 31.10)
Eu frequentemente penso que meu marido não encontrou uma esposa excelente. Quando ele me diz que ultimamente tenho falhado com ele, exagerando nas minhas reações e entrando desnecessariamente em crise, eu me sinto desencorajada com minha falta de excelência. Minha impaciência e desrespeito o têm envergonhado em várias situações.
Meu coração prático e direcionado para a performance tenta se consertar fazendo uma lista: Uma esposa excelente cozinha com comida orgânica (não com gorduras saturadas), costura suas próprias roupas (ou pelo menos passa as camisas do marido!), fala apenas palavras transbordantes de graça (e não com sarcasmo) e lê sua Bíblia por horas a fio (tudo bem, minutos?!).
Essa lista traz mais condenação; evidência concreta de que eu não posso ser uma esposa excelente por minhas próprias forças.

FORJADA, NÃO ENCONTRADA

Embora todos essas coisas possam ser sinais de excelência, elas definitivamente não são exigências. Indo para as Escrituras para ser confortada e convencida, eu sou lembrada: Uma excelente esposa é forjada, não encontrada. Nenhum homem sai para encontrar e casar com uma mulher que é uma pura perfeição de esposa. Na verdade, nenhum homem ainda sabe o que é isso!
“É o caráter de Deus, e não o de nossos maridos, que pode ser plena e firmemente confiado. Nossa identidade central deve estar ancorada somente em Cristo.”
Uma mulher piedosa se torna uma esposa excelente à medida que entende que é feita à imagem de Deus, re-feita à imagem de Cristo, e formada ao longo de uma vida de arrependimento e redenção. A excelência não é medida por uma lista de tarefas; é manifestada na vida de uma esposa que conhece a Jesus intimamente.

TRAZENDO VERGONHA

“Uma esposa excelente é a coroa de seu marido, mas aquela que traz vergonha é como podridão nos seus ossos.” (Provérbios 12.4)
Quando eu humildemente e honestamente penso nas vezes em que eu trago vergonha ao meu marido, a sua destruição me traz à realidade. Se eu trago podridão aos ossos dele, então os meus já estão se desintegrando em falta de fé e amargura. Nós trazemos vergonha como esposas quando nós:
1. Nos focamos no pecado do nosso marido;
2. Pensamos que nosso jeito é o melhor, priorizando a nós mesmas sobre ele;
3. Falamos duramente a ele ou pejorativamente sobre ele com outra pessoa;
4. Negamos benção, oração, sexo ou algum tipo de encorajamento em uma tentativa de punir, manipular, ou “passar uma mensagem”;
A esposa que traz vergonha ao seu marido é a filha que não conhece e confia verdadeiramente no seu Pai Celestial.
Se a identidade da esposa está centrada ao redor do seu homem, ela com certeza lhe dará vergonha quando ele lhe desapontar – o que ele inevitavelmente fará. É o caráter de Deus, e não o de nossos maridos, que pode ser completamente e firmemente confiado. Nossa identidade central deve estar ancorada em Cristo apenas.

quinta-feira, abril 12

Um alerta para as mulheres [ Jennifer Smidt ]


Jen Smidt
Jen Smidt
Senhoras, qual é a atual condição de seu casamento?
Para todas as esposas, essa é uma questão difícil que deve ser feita regularmente. É muito fácil se deixar levar e entrar no modo de auto-proteção. Ou, ainda pior, descobrir que nossas decepções e desejos se tornaram demandas ressentidas e acreditar que merecemos receber mais do matrimônio e do marido.
Nossos corações instáveis facilmente se desviam do caminho conforme vamos nos exaltando acima de qualquer coisa. Em nossa relutância de se arrepender, viramos as costas para Deus e para o homem que amamos. Gostaríamos de pensar que somos humildes, mas não somos. Que Deus abra nossos olhos, convença-nos do nosso pecado e nos leve ao arrependimento.
Não vou nem começar a fingir que tenho uma mensagem que não me inclua como culpada. Apesar de não ter cometido adultério durante os meus 17 anos de casamento e não estar prestes a terminá-lo, eu não sou menos culpada em relação ao pecado que leva a este destino.

Nosso temor pelo Senhor é pequeno

“Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.” Provérbios 31.30
Com atenção, volte comigo para o começo da humanidade – o Jardim do Éden. Nossa primeira mãe foi criada pela costela de seu marido por um Pai amoroso e carinhoso que a colocou ali no meio do paraíso. Infelizmente, nós mulheres frequentemente não reconhecemos quando temos algo que é bom, mesmo se isso estiver nos cercando por todos os lados.
Eva se deparou com uma simples pergunta da cobra e a conclusão dela foi: “Deus está se recusando a me dar algo. Eu mereço mais do que isso. Meus olhos estão encantados (Gênesis 3.6). Acho que vou tomar essa questão em minhas mãos.”
Eva não teve temor ao Senhor. Naquele momento ela:
  • Não valorizou a provisão de Deus;
  • Não confiou na bondade de Deus;
  • Não acreditou nas promessas de Deus.
Ela temeu mais estar perdendo algo que ela acreditava que merecia do que temeu desobedecer a Deus. Nós somos mais parecidas com Eva do que temos coragem de admitir. Nós não valorizamos a provisão de Deus (Efésios 2) de graça (favor imerecido) e de misericórdia (perdão imerecido). Nós discordamos e decidimos que merecemos algo mais confortável e fácil do que as lutas que estamos enfrentando.