terça-feira, setembro 25

A distorção da masculinidade /// Anderson

6 comentários:

  1. Quando reconhecermos que todos os aspectos opostos que compõem a personalidade humana são igualmente integrantes da nossa inteireza magnífica, os resgataremos da inconsciência de nós mesmos: a nossa integralidade é a chave que nos permite acessar o agora.
    Deliberadamente, poderemos buscar nos posicionar no estado de equilíbrio resultante da aceitação da nossa totalidade humana. Desse modo, resgataremos do inconsciente a extremidade oposta daquilo que a nossa Imagem Idealizada escolheu para demonstração exterior. Então, nossos opostos contraditórios, mutuamente se complementarão e se equilibrarão, deixando-nos esvaziados da contradição do bem e do mal. Então nos restará a transparência da consciência que somos: o Caminho do Meio ou agora, no qual tomamos posse do nosso pleno potencial de energia vital.
    Tradicionalmente, reconhecemos como parte de nós apenas os nossos poucos aspectos que julgamos positivamente.
    Nossa autoaceitação envolve podermos olhar para nosso lado que normalmente preferimos ocultar de nós mesmos. Isso é imprescindível para nos tornarmos transparentes à revelação da realidade plena e diamantina. É o resgate do lado que buscamos esconder que irá nos fazer transparentes ao brilho do agora.
    Em Mateus(21:31), Jesus afirmou:
    “Em verdade vos digo: Os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!”
    Em geral, publicanos e meretrizes conhecem bem o lado que preferimos ocultar, nada escondendo de si.

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  2. Sexualidade Distorcida
    Nossa energia sexual se distorce com a agressividade e com a dor emocional, que acreditamos descartar com nossos autojulgamentos, mas apenas as aprisionamos no Inconsciente Coletivo, onde tudo se mistura. Por isso, ainda não conhecemos o prazer genuíno, mas somente aquele pertencente à polaridade dualista prazer-dor, distorcidamente acessado no Inconsciente Coletivo.
    A distorção da nossa sexualidade se manifesta em todas as questões da existência humana. Até mesmo nos vocábulos constituintes dos inúmeros idiomas por todo o planeta. Uma simples palavra como “coitado”, por exemplo, originou-se da expressão “aquele que foi submetido ao coito”.
    A conotação sexual distorcida presente na maioria dos crimes espalhados por todo o planeta está devidamente documentada, ilustrando com excelência os descaminhos da sexualidade humana. A sexualidade representa vida e luz, mas quando distorcida aponta para dor e escuridão, como um curto circuito que inicialmente provoca uma pequena explosão de luz, seguida pela escuridão duradoura.
    Nascemos com uma absurda expectativa de satisfação imediata de todos os nossos desejos: impossível de ser realizada. O resultado é a equivocada suspeita de rejeição, levando-nos à pressuposição de que fôssemos inviáveis. Então, passamos a temer uma iminente aniquilação. Por isso, passamos a usar artifícios padronizados constituindo a rota de fuga da dor da rejeição. O erotismo faz parte dessa rota, pois foi um entre tantos outros artifícios de sobrevivência usados pela “pequena criança que fomos” em sua fuga da dor da rejeição e da aniquilação.
    A função dos nossos egos é nos defender e provar o quanto somos bons o bastante, porque se destinam a anular a suspeita infantil de invalidade e de risco de aniquilação. Por isso, persiste em constante giro em torno daquilo que permanece inconsciente e, assim, vai emaranhando a nossa energia vital com toda a trama equivocada, que foi tornada inconsciente: suspeita de incapacidade, risco de aniquilação, medo da aniquilação, ódio inconsciente daqueles que não nos amam do jeito impossível como ainda queremos, ou seja, ódio de todo ser humano, culpa por odiá-los, culpa pela projeção de culpa nos outros, culpa pela falsidade da Imagem Idealizada, medo de castigo, desejo de castigo, desejo de retaliação, tendência à autopunição, sentido de proibição, sentido de rebeldia, entorpecimento.
    A pequena criança julgou que sucumbiria sem tais artifícios. Como último recurso mental em nossa luta infantil por sobrevivência, bloqueamos em nosso inconsciente tudo aquilo que foi usado pela pequena criança como artifício de sobrevivência, onde tudo permanece girando, se emaranhando e comandando a nossa vida de “adultos sobreviventes”. Nosso ego ainda se mantém girando em torno daquele ponto estagnado no passado, e ainda se mantém em busca da impossível solução, pois a trama a ser solucionada inexiste por se basear numa premissa de rejeição irreal.
    No estágio de baixíssima autopercepção, no qual a humanidade ainda se encontra, desconhecemos que somos influenciados por aquilo que existe em nossos inconscientes. Sistematicamente, sofremos o seu jugo e ficamos reativos ao presente e em sintonia com a Negatividade Inconsciente Coletiva.

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  3. Na rota de fuga da dor da rejeição, a “pequena criança que fomos” usou o erotismo infantil, levando para o inconsciente a nossa energia sexual ou libido. Portanto, somente temos possibilidade de acessá-la distorcidamente, usando fantasias que envolvam, por exemplo, o sadomasoquismo.
    O Inconsciente Coletivo é composto basicamente pela dor emocional, pois temos nos recusado a senti-la com nossas racionalizações reativas, desde os primórdios da humanidade na Terra: ainda nos encontramos na mesma rota de fuga inconsciente da dor da rejeição, desde épocas remotas.
    No Inconsciente Coletivo, toda essa dor humana acumulada ao longo das eras se mistura com a libido humana igualmente mantida inconsciente. Nosso ego contorna a Massa Inconsciente, em constante giro em busca da impossível solução que nos tire do risco de aniquilação, emaranhando e distorcendo o seu conteúdo, continuamente. A solução é impossível, porque a trama infantil não é real: trata-se apenas de um equívoco crescente, por ser irreal.
    A Pequena Criança Imatura e distorcida presente no Inconsciente Coletivo é a responsável pelo poder humano realizador de caos, por ser esse o canal com o qual mais nos sintonizamos em nosso atual estágio de reatividade Àquilo-que-é ou agora.
    O Pequeno Eu imaturo presente no Inconsciente Coletivo é muito emotivo e carente de afeto. Às vezes, podemos perceber o resultado da nossa sintonia nefasta com ele como um “buraco doído” em nosso peito.
    Nossas ações resultam do nosso condicionamento advindo dos nossos equívocos infantis. Esse emaranhado de conflitos constitui a estrutura do "Eu" ou ego. Mas quando os mecanismos do "Eu" ou ego forem entendidos, ficaremos livres da mentira representada pelo nosso desequilíbrio egocêntrico. Então reassumiremos a nossa identidade genuína e amorosa, dissipando todo o egoísmo originado pelo nosso equívoco de estar em risco de aniquilação.
    Classicamente, as fantasias sexuais envolvem situações difíceis cercadas pela proibição, pela rebeldia, pelo sadismo e pelo masoquismo, envolvendo variados tipos de risco de flagrante, sintonizando-nos com aquela carga de libido tornada inconsciente e distorcida.
    Durante a fase inicial de um romance, a incerteza de reciprocidade envolve o risco e o medo de rejeição, garantindo a sintonia distorcida com aquela grande carga de libido inconsciente. Dessa forma podemos entender a paixão e o fascínio típicos do começo dos relacionamentos, após o qual, a maioria perde o encantamento da fase de sedução.
    Gradativamente, a cada julgamento separador do bem e do mal em nós, aprisionamos no inconsciente a nossa energia vital, pois cada um dos nossos aspectos se encontra investido de um potencial energético. Acreditamos excluir ou reprimir nossos aspectos que julgamos negativos, mas sem saber, apenas os aprisionamos no Inconsciente Coletivo. Portanto, ao classificarmos nossos aspectos negativamente, sem saber, potencializamos o Inconsciente Coletivo, uma vez que juntamente com eles também aprisionamos no Inconsciente Coletivo a nossa energia vital.
    Por isso, temos grande dificuldade de acesso à nossa Presença Verdadeira unificada a Tudo-que-é, no agora – o Consciente Coletivo, único lugar onde é possível o acesso ao prazer genuíno.

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  4. O grau destrutivo do Inconsciente Coletivo, a cada dia é mais acrescentado, assumindo grandes proporções e se tornando uma entidade demoníaca, responsável pela força da destrutividade humana.
    No Inconsciente coletivo, a energia vital se corrompe, por se misturar com a negatividade equivocada, aprisionada e estagnada lá. Sem sabermos bem o que fazemos, distorcidamente acessamos essa forma corrompida da nossa energia vital inconsciente. A imensa carga de energia vital representada pela libido humana se tornou inconsciente em nossas infâncias e, desde eras remotas, vem se emaranhando pelo constante giro egoico. A distorção de tamanha carga energética potencializa a capacidade destruidora do Inconsciente Coletivo, com o qual nos sintonizamos por nos mantermos reativos ao agora e Àquilo-que-é.
    Variadas formas de gatilhos disparam a reatividade humana padronizada, abrangendo todos os setores de nossas atividades. Ao fazermos esse alinhamento nocivo, atraímos para as nossas histórias de vida as tramas que abominamos. E, por não gostarmos dos resultados colhidos, ficamos ainda mais reativos Àquilo-que-é. Então, como uma “bola de neve”, a nossa capacidade de sintonia com a Negatividade Inconsciente Coletiva sempre cresce.
    A cada vez, baixamos mais o nosso potencial energético. Dessa forma, ficamos reativos ao momento presente, sintonizando-nos assim com o Inconsciente Coletivo, onde acessamos a forma distorcida de energia e de prazer, muito distante da energia vital criadora e do prazer genuíno, dos quais ficamos alijados. É um mecanismo de sobrevivência, uma vez que nos encontramos destituídos da nossa energia vital criadora. Assim, ficamos envolvidos na criação do caos do mundo hodierno. Depois de tudo, sentamo-nos e assistimos ao resultado hediondo através da mídia, sentindo-nos no direito de nos indignar muito, dizendo a célebre frase: “como pode um ser humano fazer isso?”
    A fofoca, a maledicência e o sadomasoquismo são exemplos da forma distorcida de acesso à energia corrompida e estagnada no Inconsciente Coletivo. Entretanto, quando fazemos essa sintonia nefasta, atraímos o sofrimento e a dor para as nossas histórias de vida.
    A nossa energia vital é a única capaz de nos conferir alegria e prazer genuínos. Mas sem saber, continuaremos pela vida acessando a forma distorcida de energia e de prazer, não sendo inócua essa atitude. Ao contrário, acontece sem sabermos, mas é assim que toda a humanidade, sem nenhuma exceção, comete a pior forma de violência: somos também responsáveis pela dor, pelo atraso e pelo sofrimento que assola este planeta.
    Ainda continuamos potencializando o destruidor Inconsciente Coletivo. E pior: continuamos achando que o demônio esteja do lado de fora. Sem saber, ao reprimirmos a nossa sexualidade, tornando-a inconsciente, permitimos que se "envenene", porque passa a se emaranhar com toda a negatividade presente em nosso inconsciente. Aprisionada no inconsciente mental, a nossa libido distorcida escapa durante as vinte e quatro horas de cada dia, uma vez que distorcidamente buscamos o acesso inconsciente, porque para sobreviver, necessitamos acessar a energia vital, mesmo distorcida.

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  5. Nos primórdios da humanidade na Terra, talvez o acionamento ininterrupto da sexualidade humana distorcida tenha cumprido algum papel de valor. Não podemos aqui nos esquecer da famosa frase bíblica “Crescei e multiplicai-vos”! A agressividade conferida pela distorção e envenenamento da nossa energia vital teve papel fundamental em nossa instalação como seres dominantes no planeta. Entretanto, não é mais esse o foco.
    Ao tomarmos conhecimento de todas as tragédias do mundo contemporâneo, indignamo-nos com a incoerência humana. Entretanto, desconhecemos a nossa contribuição na construção de tamanho caos. Ainda desconhecemos que temos uma parcela bem elevada de participação em situações completamente absurdas.
    Vivemos reativos e impedidos de manifestar aceitação e boa vontade ao presente. Assim, fazemos sintonia quase direta com o Inconsciente Coletivo, no qual acessamos tudo aquilo que se tornou inconsciente e negativo e, que, cada vez mais vai sendo distorcido pelo eterno emaranhamento promovido pelo giro egoico que o contorna. Tudo isso explica a urgência do nosso despertar, porque quanto mais nos demorarmos, cada vez maior vai ficando a gradação do sofrimento humano na Terra.
    Nossa energia vital gradativamente vai se tornando inconsciente e vai se distorcendo, passando a envolver rebeldia, proibição, inconformismo, desejo de retaliação, desejo de autopunição, sadismo e masoquismo, desde a fase conflitiva infantil. As questões sexuais são reprimidas desde muito cedo na infância. Quem nunca observou, durante as trocas de fraldas dos bebês, como pais e responsáveis impedem que a criança passe as próprias mãos sobre as suas partes genitais, mesmo quando apenas queira se coçar?
    O fato de não testemunharmos o nosso ego em estado de Presença Verdadeira tem o significado de deixarmos nossos equívocos inconscientes infantis comandarem nossa vida adulta. Assim, aprisionados na inconsciência de nós mesmos, acessamos apenas uma visão estreita da realidade.
    Nosso ego não testemunhado é incapaz de amar sequer a um filho, todavia possui a sagacidade do autoengano. Primeiro nos faz pensar que ele seja quem verdadeiramente somos. Também nos faz acreditar que seja amor verdadeiro algo disfarçado de afeto, sendo apenas o resultado da barganha interesseira, durando apenas enquanto houver algum tipo de recompensa a reforçá-lo.
    Todavia, nosso autoconhecimento dissipará nossos equívocos e deixará que se desvele o silêncio e a plenitude do Verdadeiro Ser. Então, o amor verdadeiro envolvendo aceitação e respeito pelo outro irá nos permitir a sintonia com o Elo Vital Criativo que nos une no Consciente Coletivo. Somente em estado de unificação a Tudo-que-é, acessaremos a alegria e o prazer genuínos, que são a própria realidade presente no agora, sem a necessidade dos recursos fantasiosos e irreais, que trazem mais escuridão do que luz ao mundo.

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  6. Vivemos reativos ao presente e impedidos de manifestar aceitação e boa vontade ao agora. Assim, fazemos sintonia quase direta com o Inconsciente Coletivo, no qual acessamos tudo aquilo que se tornou inconsciente e negativo e, que, cada vez mais vai sendo distorcido pelo eterno emaranhamento promovido pelo giro egoico que o contorna. Tudo isso explica a urgência do nosso despertar, porque quanto mais nos demorarmos, cada vez maior vai ficando a gradação do sofrimento humano na Terra. Embora, a matéria seja apenas um tipo de “projeção virtual 3D impressionantemente realista”, na qual encontramos o contraste da limitação onde percebermos a plenitude que somos. Portanto, a essência do mundo é mesmo limitação e não temos como mudar isso. Todavia, se quisermos fazer algo que verdadeiramente diminua o sofrimento do mundo, somente poderá ser o autoconhecimento, pois o que passa disso é enganação e somente traz a dor.

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