sexta-feira, agosto 24
terça-feira, agosto 21
Por uma realidade de unidade sem romantismo // Anderson Bomfim
REFLEXÕES SOBRE UNIDADE
Desejo muito me tornar um homem completo em Deus, acreditando que essa busca não me torna uma pessoa autônoma dos meus irmãos. À medida que me completo em Deus e no meu próximo, espero alcançar um nível de realização pessoal ainda desconhecido por mim. Por esse motivo, agradeço a Deus pela minha falta de carisma, personalidade, liderança, auto confiança, visão, agradeço por ser totalmente limitado e depender de uma ação e realização corporativa. Essa fraqueza pessoal confirma minha missão de mobilizar uma geração, essa é a palavra que eu carrego, é a causa pela qual dou minha vida, cooperar para que uma igreja, um corpo seja preparado para Ele.
Procurei ordenar alguns pensamentos, palavras, e experiências a respeito dessa realidade corporativa, o desafio de sermos um, de levantarmos o testemunho do Eterno, de sermos uma resposta ao clamor do próprio Cristo que intercede em favor dos seus discípulos do presente e do futuro: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra, a fim de que todos sejam um” (João 17:20-21).
Mesmo escrevendo sobre unidade, não acredito que conseguiremos acabar com as todas as dissensões eclesiásticas, uma vez que até mesmo na eternidade, Deus teve problemas com uma divisão catastrófica, protagonizada por Satanás que significa aquele que se opõe ou adversário. Desde então, Satanás é aquele que “fortalece a atitude de confronto e ferozmente se opõe à idéia de cura e reconciliação. Seu outro nome “diabo” está relacionado com caluniador, que significa mais do que “falar mal de outra pessoa”, mas aquele que coloca alguma coisa ou a si mesmo entre dois a fim de dividi-los”[1].
Acredito que a tensão de pensamentos sempre existirá. Paulo afirma aos irmãos de Corinto, quando exorta sobre a mesa do Senhor, que até mesmo as cismas, divisões e heresias servem para desenvolver e manifestar a verdade de cada um de nós, quem nem sempre é coerente com o que estávamos falando (1 Coríntios 11). A tensão trará à luz aqueles que intimamente e verdadeiramente zelam com o zelo de Deus, pela causa de Deus, relevando questões periféricas para fortalecer os valores essenciais do Evangelho que deverá ser pregado como um testemunho em toda terra como o sinal do fim (Mateus 24.14). Essa é a esperança que não confunde nem decepciona (Romanos 5).
A NECESSIDADE DE UMA RENOVAÇÃO DE MENTE
Acredito que seja momento de desistirmos de muitas das nossas estratégias de unidade, aquela que buscamos por afinidade ou serviço, porque não era essa a dinâmica apostólica do primeiro século e na continuidade da história da igreja. O caminho pode ser começarmos pelo que somos em Deus ao invés do que podemos fazer juntos por Ele, começarmos pela realidade de pertencermos a um só Deus, um Cristo, um Espírito e sermos um povo, um corpo, uma casa Espiritual, que levantam uma bandeira, que é o amor, o oxigênio do Reino, o que nos mantêm vivos na essência da eternidade. Uma unidade que transcende a obra, a posição geográfica, as convenções e movimentos.
Nos frustramos muitas vezes por não conseguirmos mudar nossa realidade relacional, porque criamos expectativas equivocadas e não respeitamos os devidos processos. Queremos começar pela unidade da fé, esperamos que as pessoas creiam no que cremos, como cremos, onde estamos, para que então possamos pensar em nos relacionar, mas segundo Efésios 4, devemos começar revendo nossa posição pessoal procurando andar de modo digno da vocação a que fomos chamados, com “toda” a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
Sem essa pré-disposição pessoal de se humilhar, de desarmamento e não resistência, paciência e esforço para preservar a realidade espiritual que representamos, não conseguiremos dar passos concretos para uma realidade corporativa saudável e vivificante. Não se trata de atos proféticos, mas ações proféticas (Comunicam na terra uma realidade eterna), práticas relevantes. A partir da nossa adesão a essa realidade, partilhamos de uma única esperança e vocação, que nos lança a uma realidade de aperfeiçoamento plural, visando o desempenho do serviço de todos os santos, para que alcancemos a verdadeira edificação do corpo de Cristo, de forma integrada, em sua totalidade e não apenas na localidade.
segunda-feira, agosto 13
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